Estamos assistindo a mais uma reprise, insistentemente repetida, e Lupi vai sendo fritado em banho-maria, como todos os outros.

Carlos Newton

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, passou no início da tarde de hoje por mais uma sessão de tortura, antes de deixar o cargo. Esteve no Palácio do Planalto, para se reunir com a presidente Dilma Rousseff. humilhou-se novamente e assegurou que tem como se defender das novas acusações, disse vai conversar com seu  partido e buscar as provas para apresentar a sua posição. A presidente ouviu e deu-lhe mais uma chance – a última.

Na conversa, Lupi afirmou que a imagem em que aparece descendo de um avião que teria sido cedido pelo controlador de ONGs ligadas à pasta, como relatou a revista Veja, não o desmente, porque declarou anteriormente não ter andado em avião de empresário, e se trata de um táxi aéreo.

Mas há também a denúncia de criação de sindicatos-fantasmas no Amapá, já mais do que confirmados. E Lupi alegou à presidente Dilma Rousseff que vai “reagir”, e ela retrucou que aguarda as explicações.

A conversa ocorre no mesmo dia em que o Senado aprovou um novo convite para que o ainda ministro dê explicações, em audiência marcada para ocorrer esta quinta-feira, às 9h30.

Lupi por enquanto fica, mas seu destino já está traçado. Hoje, ele conseguiu cancelar a reunião do Diretório do PDT que iria escolher seu sucessor. Mas amanhã é outro dia.

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