Estrangeiros se interessam pela Amazônia, mas os brasileiros não dão a mínima

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Gore, ex-vice-presidente dos EUA, foi direto ao ponto 

Celso Serra

Os brasileiros verdadeiramente nativos levam o equivocado nome de “índios” ou “indígenas”, por influência do navegador Cristovão Colombo, que em 1492 julgou ter encontrado o caminho marítimo para as Índias. E o Dia do Índio? Bem, a origem da data vem do 1º Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México em 1940, com participação de autoridades governamentais dos países das Américas. Líderes indígenas foram convidados para participar das reuniões e decisões, e a adesão deles a esse Congresso ocorreu no dia 19 de abril. Essa data depois foi escolhida, no continente americano, como o Dia do Índio.

Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. Por intervenção do Marechal Rondon o Brasil aderiu ao instituto e instituiu o Dia do Índio também no dia 19 de abril – Decreto-Lei 5.540 – assinado pelo presidente Getúlio Vargas, cumprindo proposta daquele Congresso de 1940 no México.

NO BRASIL DE HOJE – Os conflitos e as disputas envolvendo indígenas se multiplicam, mas não existe uma discussão séria a respeito. Há mais de 200 povos indígenas no Brasil. Em sua grande maioria, pertencem a cinco grandes e diferentes troncos linguísticos culturais: Tupi, Jê, Aruak, Pano e Karibe. São mais de 300 etnias e mais de 274 idiomas distintos – a maioria derivada do tronco Tupi.

Os índios ocupam cerca de 12% de todo o território brasileiro. A maior concentração é na Amazônia Legal. A população brasileira é de mais de 206 milhões de habitantes, enquanto a população indígena é de cerca de 900 mil pessoas – menos de meio por cento da população total brasileira. Mas este 0,5% ocupam cerca de 12% de todo o território brasileiro, repita-se, para que raciocinemos a respeito.

INFLUÊNCIAS INTERNAS – Existem múltiplas influências sobre os indígenas, oriundas de instituições nacionais e estrangeiras. Um dos agentes que mais influenciam as tribos internamente o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), órgão criado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 1972, com estes objetivos expressos:

1) buscar fortalecer a autonomia destes povos na construção de projetos alternativos face à tentativa de integração destes povos à sociedade majoritária. E essa chamada sociedade majoritária atende também pelo nome de Brasil.

2) intervir nas ações do Legislativo, Executivo e Judiciário nos assuntos referentes a seus objetivos.

Detalhe importante: o CIMI publica periódicos sobre os indígenas, inclusive o Boletim Mundo, editado em quatro idiomas (espanhol, português, inglês e italiano).

INFLUÊNCIAS EXTERNAS – Diversos organismos internacionais, inclusive nações “amigas” exercem ostensiva influência sobre os índios brasileiros. Mas isso não ocorre com outros países de expressiva população nativa. Praticamente todos eles exercem plenamente sua soberania sobre suas respectivas tribos.

A Argentina serve de exemplo ao Brasil. De acordo com um estudo genético autossômico de 2012, a composição da Argentina é a seguinte: 78,5% % europeia, 17,3/% indígena e 4,2% africana.

A população da Argentina é de pouco mais de 40 milhões de habitantes e tem 6,9 milhões de indígenas. Ou seja: cerca de 8 vezes maior que a população indígena do Brasil.

TEM PAPA, NÃO TEM CIMI – A Argentina tem Papa e não tem CIMI intervindo em assuntos internos do país. Por qual razão? Será que os índios no Brasil estão sendo usados por agentes e interesses internacionais para mutilar o espaço territorial brasileiro?

Que cada um pense e decida livremente a respeito, mas sempre lembrando que a cobiça internacional sobre a Amazônia não é uma teoria conspiratória, mas uma realidade palpável que os militares brasileiros monitoram com crescente preocupação.

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