“Eu faço versos como quem morre”, escreveu Manuel Bandeira, em seu desencanto com as dores da vida.

Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos,... Manuel Bandeira - PensadorPaulo Peres
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O crítico literário e de arte, professor de literatura, tradutor e poeta pernambucano Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (1866-1968), no poema “Desencanto”, confessa sua dor, sua amargura e seu desalento para a vida.

DESENCANTO
Manuel Bandeira

Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente…
Tristeza esparsa… remorso vão…
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.

– Eu faço versos como quem morre.

2 thoughts on ““Eu faço versos como quem morre”, escreveu Manuel Bandeira, em seu desencanto com as dores da vida.

  1. Bom relembrar Kipling no original:

    If you can dream—and not make dreams your master;
    If you can think—and not make thoughts your aim;
    If you can meet with Triumph and Disaster
    And treat those two impostors just the same;

    If you can fill the unforgiving minute
    With sixty seconds’ worth of distance run,
    Yours is the Earth and everything that’s in it,
    And—which is more—you’ll be a Man, my son!

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