EUA vão vetar a criação do Estado palestino, mostrando que a ONU é um organismo antidemocrático.

Carlos Newton

A organização das Nações Unidas serve para quê? Alguém por favor responda. Desde a formação da ONU que está para ser criado o Estado palestino. Agora, o assunto vai a votação no Conselho de Segurança da ONU, integrado por 15 anos, inclusive o Brasil, que é membro temporário.

Os palestinos precisam de nove votos, mas os Estados Unidos – um dos cinco membros permanentes com direito a veto – já anunciaram que vetarão a medida, o que impediria a sua aprovação. Mas que democracia é essa, em que um só país pode impedir a aprovação de um projeto apoiado por todos os demais?

Inglaterra, França, Rússia e China também desfrutam desse poder de veto. Os demais países, inclusive os três derrotados na Segunda Grande Guerra (Alemanha, Japão e Itália) são a ralé da ONU.

O ministro palestino das Relações Exteriores está confiante de que sua delegação vai angariar o mínimo de nove votos necessários para obter o apoio do Conselho de Segurança da ONU a um Estado palestino. “Estamos trabalhando para isso e acho que conseguiremos”, disse o ministro Riyad al-Malki, a jornalistas depois de se reunir com o chanceler venezuelano.

Malki é por demais otimista e não considera imutável a posição dos EUA. “Esperamos que os Estados Unidos revisem sua posição e fiquem do lado da maioria das nações ou países que querem o apoio ao direito palestino de obter autodeterminação e independência”, afirmou Malki.

Mas as autoridades de Israel disseram que os palestinos terão dificuldades para garantir o número mínimo necessário. A delegação israelense, que pediu por novas negociações diretas com os palestinos, opõe-se à medida na ONU e diz que ela é destinada a deslegitimar Israel.

Já os palestinos afirmam que sua candidatura na ONU tem como objetivo abrir as portas para novas conversas de paz entre dois Estados soberanos. A última rodada de negociações diretas entre Israel e os palestinos fracassou há um ano, depois que Israel se recusou a renovar uma moratória a novos assentamentos em áreas desejadas pelos palestinos para um futuro Estado.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, pretende apresentar na sexta-feira ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma inscrição para que o Estado palestino se torne um membro pleno da ONU, o que será contestado por Israel e os EUA.

O Brasil ocupa atualmente uma das vagas rotativas do Conselho de Segurança da ONU, sonha em ser membro permanente, isso pode até acontecer, mas jamais terá direito a veto. Traduzindo: nosso voto não vale nada mesmo.

 

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