Evangélicos avançam na política e 521 candidatos usam títulos de pastor ou bispo

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Charge do Latuff (Arquivo Google)

Lucas Gelape e Rafaela Putini
G1 Brasília

Ao menos 521 candidatos nestas eleições utilizam títulos religiosos no nome de urna, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O levantamento feito pelo G1 leva em conta os pedidos de registro, atualizados até a tarde desta sexta-feira (17). Em 2014, foram 489 pedidos de candidatura, de acordo com o levantamento.

O nome de urna é uma das principais formas usadas pelos candidatos para chegar ao eleitor, sendo utilizado durante toda a campanha. Todos os candidatos devem indicar um nome de urna no pedido de registro.

30 CARACTERES – Segundo o TSE, o nome de urna pode ser um “prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual o candidato é mais conhecido” e deve ter no máximo 30 caracteres. Além disso, ele não pode deixar dúvida sobre a identidade do candidato nem atentar contra o pudor, ser ridículo ou irreverente.

Gabriela Figueiredo Netto, doutoranda em ciência política na USP, explica que essa prática faz com que eleitores de uma determinada religião possam “identificar um candidato da mesma religião, produzindo um efeito de identidade de grupo”. “Teoricamente ambos se aproximam das mesmas ideias e dos mesmos interesses.”

PASTOR/PASTORA – O principal título religioso utilizado nos pedidos de registro de 2018 é o de “pastor” ou “pastora”, em 313 casos, seguido por “irmã” ou “irmão” (97) e “missionário” ou “missionária” (40). Há também bispo ou bispa, padre, pai/mãe (de santo), apóstolo, frei, reverendo e presbítero.

A pesquisadora da USP aponta três hipóteses para candidatos que possuem religião, mas não a incluem no nome de urna: candidatos deixariam a religião como fator pessoal, sem incluí-la na política; alguns possuiriam reconhecimento político suficiente e não necessitariam mobilizar o eleitorado da religião; e outros evitariam incluir essa informação no nome de urna para evitar rejeição.

Os dados levam em conta pedidos de candidaturas para todos os cargos em disputa nesta eleição – presidente e vice, governador e vice, senador e suplente, deputado federal e deputado (distrital, estadual e federal), excluindo candidatos que tenham feito mais de um pedido. Este número ainda pode aumentar, pois o balanço é parcial.

5 thoughts on “Evangélicos avançam na política e 521 candidatos usam títulos de pastor ou bispo

  1. Os políticos se curvaram à ditadura”progressista” com vergonha de se declararem conservadores, deixaram esse campo vazio e os evangélicos ocuparam o espaço. O Brasil já teve grandes políticos e pensadores de cunho conservador, mas hoje temos o Irmão Fulano, o Pastor Sicrano, o Bispo Beltrano… Já a Igreja Católica, que antes produziu brilhantes escritores e militantes conservadores, hoje não passa de um órgão auxiliar do PT.

  2. U inleitô brazilêro é un licho! Lá na Unidade MÁ da Federação, o megabandido, Edison Lobão, parece em primeiríssimo lugar, na mais recente pesquisa , para retornar ao Senado.
    Quanto a
    esses crendeiros do Capetalismo, parece uma contradição que também pode servir de colirio aos olhos dos burros de antonho que os seguem, de modo panurgista.
    Vejam, se esses sacripantas, os quais se autointitulam ungidos de um “Deus” onipotente, onipresente e onisciente; então pra que tais abutres recorrem às coisas mundanas e fugazes, como dinheiro e poder político?
    Isso não seria uma forma clara e direta de negar a própria fé que eles tentam impingir aos otários encabrestados e encurralados?
    Lúcifer é mil vezes mais honesto do esses germes farsantes! Mefistofélicos portando outra máscara.

    • Até agora não vi nenhuma discussão sobre o vergonhoso abuso de crianças perpetrado por 30 anos em 1000 crianças americanas por 300 padres em Pensilvânia, USA. Os pedófilos cristãos, que são os intermediários de Deus nesta Terra de Nosso Senhor, abusaram até de crianças de 18 meses através de sexo oral.
      E ainda há ingênuo que cai no conto do vigário!

      • Todos os grupos religiosos tem o seu lado podre. Seja católicos, protestantes, espiritas, candomblecistas, judeus, muçulmanos, etc.

        Crimes de abusos de menores existem aos montes nas igrejas católicas e protestantes, e em vários grupos religiosos.

        A minha pergunta é:
        Por que só existe repercussão de crimes de pedofilia dentro da igreja católica?!

        Se é para combater a pedofilia de verdade, por que não repercutir também os crimes envolvendo pastores, rabinos, lideres espiritas, lideres muçulmanos, etc etc etc?

  3. Deus nao precisa de grana.

    ps: notou o ponto em destaque na frase acima?
    Ele e o mais importante.

    Trato essa gente assim: ponto e basta

    Essa ralé, envolvida na maior aberração da humanidade, ditos evangélicos que ‘arrancam’ o capeta dos incultos, são os maiores criminosos que existem no Brasil.

    Certa vez, o bispo macedo pregou ao microfone para milhares de crentes, no Estádio do Pacaembu, o seguinte:

    – Vamos ver se essa Bíblia presta ou eu rasgo ela aqui agora. Todos que estão com óculos, joguem seus óculos fora, o milagre vai acontecer e todos serão curados, ou rasgo a Bíblia agora.

    E os óculos desceram as arquibancadas…
    E o bispo ajoelhou, rezou pro saco de dinheiro arrecadado e sumiu com ele pelo buraco dos vestiários.

    Criminosos vigaristas.Não pagam imposto e ainda participam no governo.
    Estão na política protegendo o dinheiro que roubam de gente simples….

    Outro ponto: Que dizer dos candidatos que se curvam a esses criminosos para obter votos?
    Numa ponta Meirelles, na outra o Bolzonaldio.

    E o povo na curva….
    Só bandido faz ponto e enriquece no Brasil ….

    Meu Deus não está sem grana● .Não precisa.

    Quem precisa, quem se engana, quem acredita num Deus assim…..

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