Ex-assessor de Palocci confirma encontros dele com executivos da Odebrecht

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Branislav mentiu e vai concorrer à Piada do Ano

Gustavo Schmitt
O Globo

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro na tarde desta quinta-feira, Branislav Kontic, ex-assessor de Antonio Palocci, confirmou encontros do ex-ministro dos governos Lula e Dilma com executivos da Odebrecht em escritório particular, em São Paulo, e na Câmara dos Deputados. Entre 207 e 2010, Palocci era deputado federal. Branislav disse que Palocci recebeu os donos da empreiteira Emilio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, além do executivo Alexandrino Alencar.

“Os encontros se davam ou no escritório em São Paulo ou na própria Câmara. O Marcelo Odebrecht foi ao escritório mais de uma vez. Mas não participei das reuniões” — disse Branislav, visivelmente nervoso.

NEGOU OPERAR – Branislav negou ter conhecimento de negociações de Palocci com a empreiteira sobre pagamentos de caixa 2 para o PT. Acusado por delatores da Odebrecht de ter transportado repasses de propina da empreiteira, o ex-assessor disse que jamais recebeu qualquer pagamento.

“Não tenho nenhum conhecimento a respeito de negociações de repasses do grupo Odebrecht”, afirmou.

No processo, a Lava-Jato acusa o ex-ministro e Branislav de terem recebido propina para favorecer a Odebrecht. O Ministério Público Federal sustenta ainda que ele teria participado de conversas sobre a compra de um terreno para a construção da sede do Instituto Lula, em São Paulo.

COM MIGLIACCIO – Branislav admitiu ter frequentado a casa de Fernando Migliacio, um dos responsáveis pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como “Departamento de Propina”. O ex-assessor de Palocci, também disse que esteve duas vezes com Migliaccio e Hilberto Silva, que comandava o departamento de propina da empresa.

Ao ser questionado sobre como conheceu Migliaccio, Branislav disse que ambos moravam no mesmo bairro e frequentavam a mesma praça, onde se conheceram.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As declarações de Brani, como é conhecido, merecem concorrer à Piada do Ano. É um grande malandro, que já simulou tentar o suicídio na cadeia, para ser libertado. Esta anedota de que conheceu Migliaccio numa praça, merece concorrer à Piada do Ano. (C.N.)

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