Ex-assessores reveem trajetória de Leonel Brizola

Brizola tinha tudo para chegar a presidente, mas não aconteceu

Mauricio Puls
Folha

Leonel Brizola (1922-2004) sabia o que precisava fazer para se tornar governador (venceu as três eleições que disputou), mas nunca conseguiu chegar à Presidência. Por quê?

Escrito por Clóvis Brigagão e Trajano Ribeiro, “Brizola” (editora Paz e Terra) fornece pistas valiosas para entender o que deu errado. O livro não é propriamente uma biografia, mas um testemunho de dois assessores sobre sua volta ao Brasil.

Para rebater as críticas de que o líder gaúcho “não tinha estratégia”, eles dão exemplos de sua capacidade de avaliar o cenário político.

O caso mais impressionante ocorreu na sua eleição para governador do Rio, em 1982. Quando todos acreditavam que a disputa seria vencida por Sandra Cavalcanti ou Miro Teixeira (candidato do governador Chagas Freitas), Brizola intuiu que seu grande adversário seria o candidato do governo federal.

Na época, o regime militar ainda nem tinha um candidato –tentara lançar o ministro Mário Andreazza, sem êxito. Mas depois se fixou no então prefeito de Niterói, Moreira Franco.

UM PACTO

Contudo, em vez de atacar Moreira, Brizola o procurou. Propôs um pacto: disse que o favorito era Miro, mas este não deveria ser o alvo inicial. Brizola se dispôs a atacar o candidato do PT (Lysâneas Maciel) para ganhar o eleitorado de esquerda, enquanto Moreira atacaria Sandra, para conquistar a direita. Miro ficaria para depois.

A estratégia deu certo: Sandra e, depois, Miro caíram nas pesquisas. Moreira assumiu a liderança, mas na reta final Brizola o ultrapassou – e acabou vencendo a eleição.

Apesar dessas apostas certeiras, Brizola não conseguiu “o que mais desejava”. O novo PDT nunca adquiriu a dimensão alcançada pelo velho PTB, e parte da culpa cabia ao próprio Brizola: a sutileza política que exibia nas eleições regionais desaparecia na articulação de sua candidatura à Presidência.

DESERÇÕES

Centralizador, excluía sumariamente políticos ou auxiliares aos primeiros atritos. As deserções de aliados importantes eram rotineiras.

Tomava decisões que, embora atraentes no curto prazo, mais tarde se revelavam cheias de problemas. Expulso do Uruguai em setembro de 1977, recebeu ofertas de abrigo em Portugal e Argélia, porém insistiu em pedir asilo aos Estados Unidos, onde não era bem visto (tinha expropriado duas empresas americanas quando era governador gaúcho).

Sua solicitação foi levada diretamente ao presidente Jimmy Carter, que a aceitou. A iniciativa de Brizola constrangeu a ditadura brasileira, mas enfraqueceu sua retórica anti-imperialista – tanto que, meses depois, ele se mudou para Portugal. Só então pôde voltar a criticar os EUA por terem coordenado o Golpe de 1964 “para evitar a aplicação da Lei da Remessa de Lucros, que poria termo à espoliação do Brasil pelas empresas multinacionais”.

(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis)

27 thoughts on “Ex-assessores reveem trajetória de Leonel Brizola

  1. Uma série de meias verdades.
    Brizola não expropriou as duas empresas americanas, as encampou legalmente! Sem choro nem vela.
    Sim, ele ou expulsou ou pediu que saíssem, os maragatos enrustidos, como Cezar Mala, Sebastião Nery, Garotinho, Agnaldo Timóteo, Marcelo Alencar, Cidinha Campos, Eduardo Cunha, Pastor Everaldo, e mais um punhado.
    Um partido em formação precisa depurar seus quadros, não concorda?

  2. Mestre Bortolotto,
    Colocaste o dedo na ferida ao afirmar a “falha” política do gaúcho com relação a Minas e São Paulo.
    A meu ver, foi o seu calcanhar de Aquiles sobre não ter sido presidente do Brasil.
    Não sem antes considerarmos dois fatores históricos de suma importância para se compreender as razões pelas quais até hoje, Minas e São Paulo, continuam distantes politicamente do RS:
    1 – A Revolução de 1930, que tirou do poder o presidente Washington Luiz. Com o apoio e chefes militares, Getúlio Vargas chegou à presidência da República.
    2 – A Revolução Constitucionalista de 1932, que representou o inconformismo de São Paulo em relação ao governo de Getúlio Vargas.
    Antes da Revolução de 1930, o Brasil era governado pelas oligarquias de Minas Gerais e São Paulo. Através de eleições fraudulentas, estas oligarquias se mantinham no poder e conseguiam alternar, na presidência da República, políticos que representavam seus interesses. Esta política, conhecida como “café-com-leite”, gerava descontentamento em setores militares (tenentes) que buscavam a moralização política do país.
    Nas eleições de 1930, as oligarquias de Minas Gerais e São Paulo entraram em um sério conflito político. Era a vez de Minas Gerais indicar o candidato a presidência, porém os paulistas apresentaram a candidatura de Júlio Prestes (fluminense que fez carreira política em São Paulo). Descontentes, muitos políticos mineiros apoiaram o candidato de oposição da Aliança Liberal, o gaúcho Getúlio Vargas (governador do RS).
    Quanto à Revolução Constitucionalista de 1932, uma das principais causas do conflito foi a ruptura da política do café-com-leite – alternância de poder entre as elites de Minas Gerais e São Paulo, que caracterizou a República Velha (1889-1930). Sem poder, a classe dominante de São Paulo passou a exigir do governo federal maior participação.
    Desta forma, Mestre Bortolotto,, Brizola na condição de seguidor de Vargas, jamais conseguiria êxito político nesses dois Estados de grande densidade eleitoral.
    Um forte abraço.

  3. Em 1962, eu estudava no Rio Grande do Sul. Era governador o Brizola, sobre o qual lembro um detalhe tragicômico. Nas escolas, até aquela época, eram muito valorizados os exames (parcial e final), de modo que as notas mensais influíam pouco na aprovação. Justamente naquele ano, a avaliação mudou; as provas mensais passaram a ter grande peso; quem se saía mal nelas, chegava ao fim do ano praticamente reprovado. Assim aconteceu com boa parte dos estudantes gaúchos. Descuidaram-se durante o ano, e estavam com água pela barba já em princípios de novembro, com umas oito provas mensais feitas. A União Estadual dos Estudantes (ou outro nome que tivesse) mandou uma representação falar com o Brizola. Ele respondeu mais ou menos assim: “Chamo a mim a solução do problema!” E mandou fazer uma prova mensal extra, para os que estivessem mal das pernas (seria a 9ª, se bem me lembro), somar com as notas das outras e dividir por OITO! O caudilho conseguiu violentar a própria aritmética! Os estudantes, irreverentes como sempre, chamaram com razão esta prova salva-vidas de “13º salário”…

  4. Resumo de uma vida, em uma só frase: “Tomava decisões que, embora atraentes no curto prazo, mais tarde se revelavam cheias de problemas.”

  5. O Sr. Mauricio Pulls pode entender de ciências sociais e história da arte e outras coisas mais, não questiono. Mas, de entradas e saídas do Brizola dos Estados Unidos para Portugal, sua estadia no Hotel Roosevelt, sua relação com o general Vernon Walters à época, como conseguiu acesso à Voz da América no período, seu antiimperialismo a partir de então, está completamente por fora. Chutou adoidado.

  6. Amigos, já li vários livros sobre Brizola, de autoria de Moniz Bandeira, Leite Filho, Santo Sé, Paulo Henrique Amorim etc e, sinceramente, essa história de pacto de Brizola com Moreira Franco em 82 e contatos com o General americano Vernon Walters na década de 70, nunca tinha ouvido falar nisso. Me parece muito estranho que isso venha à tona agora. Não era Júlio Prestes o fluminense que fez carreira política em São Paulo, e sim Washington Luiz, o famoso “Paulista de Itaguaí”, que presidiu o Brasil entre 1926 e 1930. Também não existiam Governadores de Estado, nessa época, eram os Presidentes de Província. Na eleição presidencial de 1930, houve o rompimento da política do “Café com Leite”, e o Presidente da Província de MG, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, apoiou a candidatura de Getúlio Vargas e João Pessoa, que formavam a chapa da Aliança Liberal.

    Quanto à insuficiência de votos em SP e MG, ela decorreu da fragilidade histórica do velho trabalhismo nesses Estados. Analiso esta questão no meu artigo cujo link segue abaixo.
    http://jus.com.br/artigos/18962/trajetoria-do-partido-trabalhista-brasileiro-entre-1946-e-1964

    Brizola aplicou um golpe de mestre nas ditaduras uruguaia e brasileira ao solicitar e obter o asilo político nos EUA em 77, aproveitando-se das divergências havidas entre Carter e Geisel, motivadas, principalmente, pelo rompimento unilateral, pelo Brasil, do Acordo de Cooperação militar entre Brasil e EUA que vigorava desde os anos 50, e também pelo Acordo Nuclear celebrado com a Alemanha, atitude que as empresas americanas do setor e o Presidente Carter não aceitaram. Creio que Brizola tenha feito boas Administrações Estaduais no RS (59/63) e no RJ (83/87). Como provas dessa afirmação, podemos citar a vitória de Brizola no 1º turno das eleições presidenciais de 89 no RS (teve 60% dos votos) e no RJ (mais de 50% dos votos), além da vitória obtida em SC. O segundo Governo de Brizola no RJ creio que não tenha sido bom.
    Especificamente sobre Brizola, escrevi o artigo cujo link envio abaixo.
    http://jus.com.br/artigos/19907/leonel-brizola-um-perfil-biografico

  7. Conheço o advogado doutor Trajano Ribeiro há muito tempo. É parente de Brizola. Ficou famoso seu debate com Jorge Leite, presidente do MDB do Rio de Janeiro, no programa de Ferreira Neto em TV de São Paulo. Jovem ainda, Trajano deu trabalho a Jorge Leite. Era o ano de 1980 e Brizola brigava com Ivete pela sígla do PTB que queria refundar. Esteve sempre ao lado de Brizola inclusive o acompanhou nos EU e em Portugal, foi um dos signatários da “Carta de Lisboa”. É um de nossos mais dedicados e leais companheiros do PDT. Faz parte da direção do partido. Vou ler seu livro, mas já tenho opinião formada sobre esses acontecimentos, quanto a Brigagão, tenho cisma dele. (O que vou fazer? Ideologia para mim é coisa muito séria; “se errar o passo, eu marco com ferrete em brasa”).

  8. Não podemos esquecer que as Organizações Globo, mormente, a Tv Globo sempre odiou o Brizola, uma vez que a função desta emissora, criada para apoiar a ditadura militar, em 1965, sempre foi manter a população alienada com sua programação, ato que o saudoso Leonel Brizola sempre combateu.

  9. Excelente comentário do Francisco Bendl. Com relação as eleições de 1982 , tudo foi
    feito para o Brizola não ganhar as eleições, desde a criação do voto vinculado em que o maior prejudicado seria o Brizola até a Proconsult para fraudar as eleições.
    O detalhe importante que passa despercebido é que o Brizola em 1961 foi o Deputado
    com uma votação histórica tendo recebido votos em peso dos estudantes e da juventude. Em 1982 esses estudantes e jovens já eram adultos, casados o que representava mais de um voto, no meu caso foram 4 votos.
    Independente do Brizola ter poucos votos Minas e São Paulo, haviam as multinacionais, os
    banqueiros e a mídia principalmente a Globo que tudo fizeram, até boatos para denigrir a imagem
    do Brizola para que não chegasse a Presidência.

  10. 1 – A Revolução de 1930, que tirou do poder o presidente Washington Luiz. Com o apoio e chefes militares, Getúlio Vargas chegou à presidência da República.
    Meu comentário, Clóvis Brigagão, co-autor do livro BRIZOLA, Rio, Ed. Paz e Terra, 2015:
    A Revolução de 30, consequência do movimento tenentista, comandado por Luis Carlos Prestes (gaúcho) que foi estudar marxismo na URSS (e que Vargas o chamou para comandar a Revolução de 30), contou com 3 Estados: RGS, liderado por Getúlio Vargas; Minas Gerais, presidido por Antonio Carlos de Andrada e Silva e pela Paraíba (“Nego”) liderado pelo então governador do Estado (no momento esqueci do nome dele…) e o então presidente Washington Luis foi deposto, depois de uma eleição fraudulenta, etc. etc.

  11. Caro Jacob,
    Mencionei apenas dados históricos, irrefutáveis.
    Minas e São Paulo em face do passado jamais votariam no Brizola, que se somava à campanha sórdida elaborada pela Rede Globo contra o gaúcho desde a sua primeira eleição a governador do Rio de Janeiro.
    Sem estes dois grandes Estados da Federação não há como um candidato se eleger presidente, haja vista recentemente o caso de Aécio, que perdeu as eleições ano passado em … Minas Gerais!
    Por outro lado, Brizola transmitia a imagem de caudilho, lembra?
    O dono do partido, que centralizava as decisões, autoritário, revolucionário …
    Evidente que tais críticas sempre o prejudicaram em nível nacional, portanto, a presidência da República foi um sonho de uma noite de verão, e Brizola tinha consciência que a luta para este fim nunca seria vencida.
    Mas tentou, pelo menos isso.
    Um abraço.

  12. No Brasil nunca houve REVOLUÇÃO tecnicamente. Só golpes, quarteladas, insurreições localizadas por questões econômicas, como o arrocho tributário que fizeram com fazendeiros gaúchos e que resultaram nos Farroupilhas, praticamente todas comandadas por donos de terras associados a personalidades endinheiradas, classes letradas, enfim, economicamente privilegiadas. O 15 de novembro, por exemplo, foi um golpe que IMPLANTOU a República. As forças econômicas e quase todas as personagens políticas continuaram intocadas. A chegada de Vargas ao poder em 30 foi um golpe clássico. O povão sempre foi detalhe. Até a independência política e reconhecimento no concerto das nações não foram conquistados através das armas e com o povo consciente, como nossos vizinhos e os Estados Unidos. Pagamos aos ingleses e CARÍSSIMO, ou melhor, o povão e os escravos pagaram e fomos reconhecidos. Os ingleses durante os 20 anos seguintes tiveram até jurisdição própria para seus súditos em nosso território.

  13. Caro CN … bom dia!

    http://outrocanal.blogfolha.uol.com.br/2015/06/27/o-pais-e-mais-conservador-do-que-voce-imagina-diz-schroder/ tem “Estão pisando em ovos após “Babilônia”?
    Conversamos muito internamente sobre isso. O país é mais conservador do que você imagina. É mais ou menos essa a resposta.”

    Esta resposta do diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder é uma constatação!!!
    … … …
    Na realidade, no Brasil somos um pouco de tudo; porém, o fundamento é conservador!!!

    Quem popularizou Brizolla em 1982 foi o conservador Aguinaldo Timóteo, que atraia os eleitores por meio de seu vozeirão!!!

  14. Caro CN … já que gostamos de um bom debate … constatemos como evoluiu de Província para Estado, certo???

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao24.htm:
    CONSTITUICÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL. … EM NOME DA SANTISSIMA TRINDADE. … TITULO 1º … Do Imperio do Brazil, seu Territorio, Governo, Dynastia, e Religião.
    Art. 1. O IMPERIO do Brazil é a associação Politica de todos os Cidadãos Brazileiros. Elles formam uma Nação livre, e independente, que não admitte com qualquer outra laço algum de união, ou federação, que se opponha á sua Independencia.
    Art. 2. O seu territorio é dividido em Provincias na fórma em que actualmente se acha, as quaes poderão ser subdivididas, como pedir o bem do Estado.
    Art. 3. O seu Governo é Monarchico Hereditario, Constitucional, e Representativo.
    Art. 4. A Dynastia Imperante é a do Senhor Dom Pedro I actual Imperador, e Defensor Perpetuo do Brazil.
    Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo.
    TITULO 7º … Da Administração e Economia das Provincias. … CAPITULO I. … Da Administração.
            Art. 165. Haverá em cada Provincia um Presidente, nomeado pelo Imperador, que o poderá remover, quando entender, que assim convem ao bom serviço do Estado.
            Art. 166. A Lei designará as suas attribuições, competencia, e autoridade, e quanto convier no melhor desempenho desta Administração.
    CAPITULO II. … Das Camaras.
            Art. 167. Em todas as Cidades, e Villas ora existentes, e nas mais, que para o futuro se crearem haverá Camaras, ás quaes compete o Governo economico, e municipal das mesmas Cidades, e Villas.
            Art. 168. As Camaras serão electivas, e compostas do numero de Vereadores, que a Lei designar, e o que obtiver maior numero de votos, será Presidente.
            Art. 169. O exercicio de suas funcções municipaes, formação das suas Posturas policiaes, applicação das suas rendas, e todas as suas particulares, e uteis attribuições, serão decretadas por uma Lei regulamentar.
    … … …
    Portanto, no Império – Províncias, governadas por Presidentes nomeados pelo Imperador. Interessante é que as Cidades e Villas eram governadas pelas Câmaras Municipais, presididas pelo vereador mais votado. Constata-se que era muito forte o poder local; enquanto o poder provincial era sujeito à nomeação imperial. O peso do PMDB herda a força municipal desde a pioneira das Américas, a Câmara de São Vicente.

  15. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao91.htm:
    CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL … TÍTULO I … Da Organização Federal … DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
    Art 1º – A Nação brasileira adota como forma de Governo, sob o regime representativo, a República Federativa, proclamada a 15 de novembro de 1889, e constitui-se, por união perpétua e indissolúvel das suas antigas Províncias, em Estados Unidos do Brasil.
    Art 2º – Cada uma das antigas Províncias formará um Estado e o antigo Município Neutro constituirá o Distrito Federal, continuando a ser a Capital da União, enquanto não se der execução ao disposto no artigo seguinte.
    Art 3º – Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabeIecer-se a futura Capital federal.
    Parágrafo único – Efetuada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal passará a constituir um Estado.

    Nada fala sobre Presidente ou Governador dos Estados … e assim continuavam a ser chamados de Presidentes dos Estados – isto conferia um poder aos Estados; pois eram governados por Presidentes, em mesmo nível de titulação ao Presidente da República.

  16. Art 6º – O Governo federal não poderá intervir em negócios peculiares aos Estados, salvo:
    1 º ) para repelir invasão estrangeira, ou de um Estado em outro;
    2 º ) para manter a forma republicana federativa;
    3 º ) para restabelecer a ordem e a tranqüilidade nos Estados, à requisição dos respectivos Governos;
    4 º ) para assegurar a execução das leis e sentenças federais.
    Art.6º – O Governo federal não poderá intervir em negocios peculiares aos Estados, salvo: (Redação dada pela Emenda Constitucional de 3 de setembro de 1926)
    k) a não reeleição dos Presidentes e Governadores; (Incluído pela Emenda Constitucional de 3 de setembro de 1926)
    … … …
    Com a Emenda Constitucional de 3/9/1926, os Estados começam a perder poder para a União … aparece Presidentes e Governadores!!!
    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Emendas/Emc_anterior1988/emc%20de%203.9.26.htm
    Forte abraço!

  17. Acho interessante quando um “entendido” posta um comentário com a intenção que a sua palavra seja a última a respeito do assunto em tela.
    Ainda mais quando se esconde através do anonimato, demonstrando a sua imensa “coragem” em registrar besteiras, falácias, e o quanto seus conhecimentos são ridículos com relação à história do Brasil.
    A Revolução Farroupilha foi a mais longa de todas as que tivemos no País, que durou quase dez anos.
    O Rio Grande do Sul teve contra si as forças imperiais, portanto o resto das províncias porque lutava pelo seu direito à sobrevivência econômica, sintetizada na questão do charque.
    Causa-me asco que certas pessoas imaginam que revolução é somente pela ideologia – esta a mais estúpida e idiota possível -, pois coloca até mesmo familiares contra familiares, amigos, parentes, conhecidos, enfim, que se matam e nada modifica a situação do povo, a não ser ter servido de massa de manobra para ditadores e canalhas, que mais tarde perdem o poder porque o sistema faliu, e a luta absolutamente em vão!
    A Rússia é o seu exemplo mais claro, assim como Cuba, Coréia do Norte, China, cujos milhões de mortos não foram suficientes para manter a ideologia proposta!
    Não vou perder o meu tempo comentando sobre a Revolução Farroupilha para mentes obtusas. Que antes aprendam um mínimo que seja para poder discutir e debater sobre a questão. Ao mesmo tempo, que também saibam o quanto se tornam patéticas mediante o uso do anonimato, então a conclusão lógica que se obtém que, as declarações são meramente provocativas e destituídas de qualquer verdade, apenas para causar celeumas desnecessárias e conforme o caráter do autor.

  18. Lionço, gosto de você mas, continuas atropelando a história: Quem popularizou Brizola em 1982 foi o “conservador ????????” Agnaldo Timóteo com seu vozeirão. “Esqueceste que Brizola foi eleito no Rio de Janeiro em 1961 com 300.000 votos, um em cada quatro cariocas votou em Brizola. Timóteo como cantor consagrado somou o prestígio de Brizola e elegeu-se com 600 mil votos. Logo a seguir rompeu com Brizola e foi candidato a prefeito em 1984, teve somente 50.000 votos. Acorda Lionço senão teu carro vai continuar atropelando a história.

    • Estimado Aquino … Saudações!

      Longe de mim, querer diminuir Brizola … Que ao lado de Lacerda e Collor foram os únicos estadistas do século passado, pois tentaram resolver a questão imperial do ensino fundamental … Coisa já determinada na Constituição de 1824 … Desejei transmitir que Brizola foi criador do showmício, por meio do Timóteo.

  19. Ronaldo Luis, nenhum dos que mencionas é maragato. Maragatos depois federalistas e depois libertadores, foi uma corrente política do Rio Grande do Sul. Por origem são monarquistas seu líder maior foi Silveira Martins. Outra coisa Cidinha nunca saiu do PDT; continua no partido. Cunha e pastor Everaldo nunca estiveram que eu saiba no PDT. Acertas ao dizer que Brizola encampou duas subsidiárias americanas ITT e Bond& Share legalmente, lembraqndo porém que a palavra expropriação se ajusta ao fato pois foi mencionada no diário oficial de Porto Alegre em13 de Maio de 1959, com autorização do Presidente da República, pelo preço simbólico de 1 cruzeiro.

  20. Salve, caro Bendl!
    Bem observado, a figura atrás do Brizola bem que poderia ser o Sapo Barbudo, expressão aliás criada pelo próprio Brizola…..rsrsrsrsrs
    Um abraço.

  21. Nélio Jacobo, os fatos existiram e as versões se multiplicam com cogumelos. Mas a verdade verdadeira é que Brizola não ganhou a eleição para presidente porque não poderia ganhar. ” Disse em entrevista a TV Senado o coronel Jarbas Passarinho: Todos que voltaram do exílio e os que foram libertados fizeram acordo com o governo. O único que não fez acôrdo foi Brizola que era o verdadeiro inimigo dos militares. Um dos intrevistadores perguntou até Arrais? Resposta de Passarinho: Sim até Arrais. Então Jacobo imaginar que Brizola poderia ganhar eleição para presidente é sonhar acordado. Até o último ano de sua vida Brizola esteve cercado por seus inimigos, que sabiam se Brizola tivesse chegado a presidente do Brasil haveria um “tusiname” que varreria o Brasil do Oiapoque ao Chui. Outra coisa, Brizola faria um governo durissímo, mas nunca seria um ditador.

  22. Prezado Sr. FRANCISCO BENDL, também meu Mestre.
    Ficastes indignado porque entre outras coisas o nosso Colega Sr. CHAMBERLAIN, em Comentário acima, caracterizou TECNICAMENTE a Revolução Farroupilha, não como uma Revolução, mas como uma Insurreição Armada, ou Rebelião.
    A meu ver cometestes um Injustiça com o Sr. CHAMBERLAIN, por CULPA dos Jornalistas que simplificando demais as coisas, intitulam toda Rebelião armada de”Revolução”. Assim como chamam de COMUNISMO ao que TECNICAMENTE é SOCIALISMO ( Propriedade Estatal dos Meios de Produção; Escolhas Coletivas e Dirigismo via Plano Central). Comunismo seria a última fase do Socialismo, “o Paraíso Terrestre”, quando não haveria mais ESTADO, EXÉRCITO, e até a POLÍCIA, etc, e todos viveriam LIVRES, felizes para sempre.
    Tecnicamente como frisou o Sr. CHAMBERLAIN, uma Revolução seria quando uma Classe Social”derruba” a que estava no Poder Político e assume o Comando. Assim a Revolução “Gloriosa”Inglesa de 1688 foi uma Revolução, porque a Classe Banqueira-Burguesa derrubou a Nobreza e o Clero e assumiu o Comando Político Ingês. A Classe Banqueira-Burguesa Inglesa não destruiu a Classe Nobre/Clero, mas assumiu totalmente a primazia POLÍTICA na Inglaterra. Cem anos depois, na França, 1779 na Revolução Francesa, também a Classe Banqueira-Burguesa derrubou a Nobreza e o Clero, assumindo a primazia do Poder Político Francês. E na França, via GUILHOTINA, a Classe Banqueira-Burguesa destruiu +- a metade da Classe Nobre/Clero além de assumir a primazia Política. Na Rússia em 1917, na Revolução Russa, um Partido Político composto por Intelectuais BOLCHEVISTAS, que se diziam VANGUARDA DO PROLETARIADO, na Revolução Russa derrubou a Classe Nobre/Clero em seguida a Classe Banqueira-Burguesa que tinha assumido o Poder 6 meses antes, e na Guera Civil que se seguiu, destruiu totalmente a Classe Nobre/Clero e Banqueira-Burguesa, ficando o Poder Político Absoluto nas mãos do Partido Bolshevista ( COMUNISTA ).
    Sob este ponto de vista, a gloriosa”Revolução Farroupilha”, não se enquadra como uma REVOLUÇÃO porque tanto os FARROUPILHAS, como os IMPERIAIS, pertenciam a Classe Dominante dos ESTANCIEIROS/FAZENDEIROS, ou seja, a mesma Classe Social.
    Perdoe-me esta interferência, mas é que sois dois COMENTARISTAS Esteios do Tribuna da Internet onLine, sendo o senhor também meu Mestre, e o Sr, CHAMBERLAIN, e não podeis trocar palavras ásperas, sob pena de grande prejuízo para NÓS. Abrs.

  23. Lionço, pareces desesperado em mudar a história, colocando Brizola, Lacerda e Collor lado a lado como se isso fosse possível. Começa pela infância dos três. Lacerda neto de Ministro do Supremo Sebastião Lacerda e filho de Maurício de Lacerda politico da primeira república, depois fandador do partido Libertador(maragato por afinidade). Collor neto de Lindolfo Collor político da mesma linhagem de Borges de Medeiros e Getúlio, seguidores de Júlio de Castilhos, que escreveu a contituição positivista do Rio Grande do Sul. Filho de Arnon de Melo jornalista e senador Alagoano. Tanto Lacerda como Collor filhos da fina flor da elite brasileira. Diferentemente Brizola filho de José Brizola, carreteiro que vendia herva mate e muares pelo interior do Rio Grande. Alistou-se aos provisórios do caudilho maragato Leonel Rocha na revolução de 1923, e já com a paz firmada em Pedras Altas ao voltar para casa foi preso e degolado em um ato de banditismo político. Brizola estava com um ano. Sua família foi despojada de sua casa tendo Brizola que começar a trabalhar desde os seis anos de idade. Então companheiro Lionço, paro aqui dizendo sem medo de errar: Não pode haver comparação entre os três. Se a história os encontrou próximos, mesmo assim não podem ser comparados.

  24. Lionço é de rir para não chorar: Brizola foi o criador do chowmício. Brizola nunca criou chowmício, Aquilo aconteceu espontâneamente. Agnaldo em uma carreata antes de discursar cantou uma de suas músicas chamando atenção dos moradores lá dos cafundós de Nova Iguaçu. A coisa pegou e Agnaldo quando saia com Brizola usava a mesma tática. Lógico que Brizola gostou, mas dizer que inventou o chowmício é exagero. Dorme, dorme Lionço, você precisa descançar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *