Ex-gerente diz que alertou Graça Foster pessoalmente sobre corrupção

Venina deu entrevista demolidora ao Fantástico

Deu no G1

O Fantástico mostra com exclusividade a entrevista com a principal personagem das novas denúncias de corrupção que envolvem a Petrobras.

A ex-gerente Venina Velosa da Fonseca diz que muitos funcionários da empresa têm conhecimento das irregularidades. E convocou todos eles a também denunciarem.

Venina confessa que tem medo mas que vai até o fim. E assegurou que a atual presidente da estatal, Graça Foster, foi informada das irregularidades não só por email, mas, também, pessoalmente.

A ex-gerente da Petrobras Venina Velosa, que vem fazendo inúmeras denúncias sobre irregularidades nos negócios da empresa, aceitou conversar com o Fantástico.

Venina Velosa, que vem fazendo inúmeras denúncias sobre irregularidades na empresa, aceitou conversar com o Fantástico.

Glória Maria – A senhora prestou depoimento ao Ministério Público, inclusive entregou inúmeros documentos que comprovariam irregularidades nos negócios da Petrobras. Desde quando começou a fazer as denúncias?

Venina Velosa – Desde a primeira vez que eu percebi que havia irregularidades na minha área. Isso aconteceu em 2008. Desde 2008 eu venho fazendo essas… Eu venho reportando esses problemas aos meus superiores, o que culminou agora eu realmente estar levando essa documentação toda ao Ministério Público.

Glória Maria – Que tipo de irregularidades a senhora constatou ou verificou nos contratos da Petrobras?

Venina Velosa – São vários tipos. Irregularidades de pagamento de serviços não prestados, de contratos que aparentemente estavam superfaturados. De negociações que eram feitas onde eram solicitadas comissões para aquelas pessoas que estavam negociando e uma série de problemas que feriam o código de ética e os procedimentos da empresa.

Glória Maria – A senhora informou a que funcionários, a que pessoas da Petrobras sobre essas irregularidades?

Venina Velosa – A todos os meus superiores. Informei ao gerente executivo, aos diretores e até a presidente da empresa.

Glória Maria – A senhora poderia dar nomes?

Venina Velosa – Com certeza. Num primeiro momento, em 2008, como gerente executiva, eu informei ao então diretor Paulo Roberto Costa. Informei a outros diretores, como a Graça Foster. E, em outro momento, como gerente geral, eu informei aos meus gerentes executivos, José Raimundo Brandão Pereira e o Abílio, que era meu atual gerente executivo. Informei ao diretor Cosenza. Tanto quanto diretor, como ele era meu par, como gerente executivo. Informei ao presidente Gabrielli. Informei a todas a pessoas que eu achava que podiam fazer alguma coisa para combater aquele processo que estava se instalando dentro da empresa.

(A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, é funcionária de carreira da empresa, onde já trabalhou como diretora de gás e energia. Graça assumiu a presidência em fevereiro de 2012.Ela substituiu Sérgio Gabrielli, que estava no cargo desde julho de 2005. No organograma de Petrobras também estava Paulo Roberto Costa, que chefiou a diretoria de abastecimento de 2004 a 2012. Ele assinou um acordo de delação premiada, para contar o que sabe em troca de uma possível redução da pena. Hoje, cumpre prisão domiciliar. A diretoria de abastecimento é atualmente comandada por José Carlos Cosenza. Nesse mesmo setor ainda trabalha o gerente executivo Abílio Paulo Pinheiro Ramos. Já outro gerente executivo, José Raimundo Brandão Pereira, foi destituído em abril deste ano.)

Glória Maria – A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, diz que que a senhora mandou e-mail, mas que ela não teria entendido o que era. A senhora fez denúncia através de e-mail ou esteve com ela pessoalmente?

Venina Velosa – Eu estive com a presidente pessoalmente quando ela era diretora da área de gás e energia. Naquele momento, nós discutimos o assunto. Foi passada documentação para ela sobre processo de denúncia na área de comunicação. Depois disso, a gente… Ela teve acesso a essas irregularidades nas reuniões da diretoria executiva.

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E-MAIL DE OUTUBRO DE 2011

(Entre os documentos a que Venina se refere, ela mostrou ao Fantástico um e-mail que enviou a Graça Foster em outubro de 2011: “Eu gostaria de estar aí, conversando com você, olhando direto nos seus olhos para você sentir o que eu quero dizer, mesmo correndo o risco de chorar na sua frente. Vou escrever mesmo sabendo que existe a possibilidade de você ir na sala do diretor Paulo Roberto e de ele depois me questionar o que fui fazer na sua sala. Vou falar em nome da mulher que exige respeito, e que vai lutar até o fim, para que um dia suas filhas jamais digam: ela se cansou, ela desistiu no meio do caminho”.

No e-mail, Venina pergunta: você faria diferente? E segue:  hoje, eu posso dizer que estou praticamente sozinha na empresa.

Venina explica que escreveu para Paulo Roberto Costa porque estava se sentindo humilhada e assediada – e que reiterou que jamais o traiu e que tudo o que fez foi para atender as normas e o código de ética da Petrobras.

Venina também escreveu que, do imenso orgulho que tinha da empresa, passou a sentir vergonha. Disse que técnicos brigavam por novas formas de contratação, melhorias nos contratos e o que acontecia era o esquartejamento do projeto e licitações sem aparente eficiência.

Na mensagem, Venina ainda afirmou a Graça Foster: gostaria de te apresentar parte da documentação que tenho. Parte dela eu sei que você já conhece.

E terminou dizendo: gostaria de te ouvir antes de dar o próximo passo. Não quero te passar nada sem receber um sinal positivo da sua parte.)

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FORMA DE CONTRATAÇÃO

Glória Maria – O que é esquartejamento de projetos?

Venina Velosa – Você tem uma refinaria, são várias unidades que são construídas. Então você tem várias formas de você fazer a contratação. A depender da forma que você faz a contratação, você facilita ou dificulta a fiscalização. Em nenhum momento, se não houve a compreensão do que eu estava falando, fui chamada a dar esclarecimento a respeito do assunto. Então teve esse momento e teve agora, no fim da minha gestão em Cingapura, onde eu fiz um relatório de tudo que aconteceu na minha área de gestão. Os resultados positivos. Os resultados que poderiam ser melhores.

Glória Maria – A Graça Foster diz que ela só recebeu este ano um relatório,  uma denúncia da senhora. É verdade?

Venina Velosa – Os e-mails que eu enviei para ela já foram publicados e a documentação adicional já foi entregue ao Ministério Público.

Glória Maria – Ela diz que não entendeu o que a senhora disse na época, o que a senhora acha disso?

Venina Velosa – O que eu posso falar é o seguinte: se falar que irregularidade na área de comunicação é problemas na licitação. Se isso não está suficientemente claro, eu, como gestora, posso falar o seguinte: eu buscaria uma explicação, principalmente por uma pessoa que eu tinha muito acesso. Nós sempre tivemos muito acesso. Eu conhecia a Graça na época que ela era gerente de tecnologia, na área de gás, e era gerente do setor na área de contratos. Éramos próximas. Então, ela teria toda liberdade de falar: Venina, o que está acontecendo.

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ENCONTRO COM PAULO ROBERTO COSTA

(Segundo uma reportagem publicada há nove dias pelo jornal Valor Econômico, em 2008, Venina descobriu que contratos para pequenos serviços chegaram a R$ 133 milhões entre janeiro e novembro daquele ano, ultrapassando, em muito, os R$ 39 milhões previstos. Segundo o jornal, Venina procurou Paulo Roberto Costa e no encontro, segundo a gerente, o então diretor de abastecimento apontou o dedo para o retrato do presidente Lula e perguntou se ela queria derrubar todo mundo.

Venina encaminhou a denúncia ao então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli,  que instalou uma comissão para apurar o caso. O responsável pela investigação era Rosemberg Pinto, então assessor especial de Gabrielli e hoje deputado estadual na Bahia, pelo PT.

 

A comissão apurou que foram pagos R$ 58 milhões em contratos de comunicação para serviços não realizados.E identificou notas fiscais com o mesmo número para diversos serviços, num total de R$ 44 milhões.

O diretor da área de comunicação, Geovanni de Moraes, chegou a ser demitido. Mas, segundo a reportagem, uma licença médica impediu que ele fosse desligado imediatamente. E Geovanni ficou mais quatro anos na empresa.)

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QUER DERRUBAR TODO MUNDO?

Glória Maria – A senhora relatou também um encontro com o atual delator de toda essa história de corrupção da Petrobras, Paulo Roberto, no qual a senhora apresentou várias denúncias de várias irregularidades e que ele teria tido a reação de dizer ‘você quer derrubar o governo’ e teria apontado para uma foto do presidente Lula. O que a senhora quis dizer com isso? O que aconteceu exatamente?

Venina Velosa – Esse evento aconteceu quando eu fui apresentar o problema que ocorreu na área de comunicação. Eu cheguei na sala dele e falei: olha, aqui tem só uma amostra do que está acontecendo na área. Eram vários contratos de pequenos serviços onde nós não tínhamos conhecimento do tipo de serviço, do que estava sendo prestado, mas mostrava esquartejamento do contrato. Aí, naquele momento, eu falei: eu nunca soube nada disso, estou sabendo disso agora e acho que é muito sério e temos que tomar atitude. Aí ele pediu que eu procurasse o gerente responsável e pedisse para que ele parasse. Aí eu falei: ele já fez, não tem como eu chegar agora e falar: vamos esquecer o que aconteceu e vamos trabalhar diferente daqui para frente. Existe um fato concreto que tinha que ser apurado e investigado. Aí, nesse momento, ele ficou muito irritado comigo. A gente estava sentado na mesa da sala dele, ele apontou para o retrato do presidente Lula, apontou para a direção da sala do Gabrielli e perguntou: você quer derrubar todo mundo? Aí eu fiquei assustada e disse: olha, eu tenho duas filhas, eu tenho que colocar a cabeça na cama e dormir. No outro dia, eu tenho que olhar nos olhos delas e não sentir vergonha.

Glória Maria – Eu pergunto, você quer derrubar todo mundo?

Venina Velosa – Não. O que eu quero é uma empresa limpa. O que eu quero é que os funcionários da Petrobras possam sentir orgulho de trabalhar nessa empresa. O que eu não quero é ouvir o que a gente ouve quando entra no táxi e fala assim: o senhor pode me deixar ali naquele prédio da Petrobras? Aí vem a brincadeira: você vai lá pegar seu trocado? Eu não quero isso. O corpo técnico não merece isso. Por isso é que eu estou aqui passando por todo esse desgaste, que não é pequeno, para a gente conseguir reerguer essa empresa novamente.

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MUITA GENTE ENVOLVIDA

Glória Maria – Por que que a senhora pediu ajuda à atual presidente da Petrobras, Graça Foster, que, na época, era diretora de energia e gás, para redigir relatório sobre irregularidades observadas em negócios na Petrobras. A senhora disse na mensagem que a Graça Foster sabia do que a senhora estava falando porque pediu ajuda a ela e que era diretora de outra área.  Que irregularidade a senhora apontava?

Venina Velosa – Na verdade, o que aconteceu: durante esse processo todo da comunicação eu fui muito assediada, fui muito pressionada. O tempo todo tinham assistentes do presidente, assistentes dos diretores na minha sala falando: “tem muita gente envolvida, você não pode tratar essa questão dessa forma”. Então, quando a gente conduziu todo o processo de apuração, eu tinha que formatar, fazer um documento final para que ele fosse encaminhado às áreas que teriam que tomar as ações. Na verdade, o que estava ocorrendo era uma pressão grande para que isso não fosse feito. Aí, eu fui lá não para pedir para formatar. Foi para falar o seguinte: eu vou ter que fazer isso. Para quem que eu mando? Mando para auditoria? Copio o jurídico? Diretor? Na verdade, era para pedir conselho. O que eu fiz foi emitir documento para a diretoria, que é quem teria que tomar as ações, copiando o jurídico, porque o jurídico teria ações ali, e o diretor de abastecimento.

Glória Maria – A senhora diz que vem recebendo várias ameaças, inclusive com arma apontada para sua cabeça, que as suas filhas vêm sendo ameaçadas. O que está acontecendo?

Venina Velosa – Depois que eu apurei essa questão da área de comunicação, durante esse processo todo da área de comunicação, a gente recebeu várias ameaças por telefone. As minhas filhas deveriam ter 5 e 7 anos. Eram bem novas. Teve outros momentos mais difíceis. A opção que eles fizeram em 2009 foi realimente me mandar para o lugar mais longe possível, isso está entre aspas, onde eu tivesse o menor contato possível com a empresa. Aparentemente eu estaria ganhando um prêmio indo para Cingapura, mas o que aconteceu foi que realmente quando eu cheguei lá me foi dito que eu não poderia trabalhar, que eu não poderia ter contato com o negócio, era para eu procurar um curso.

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PELA ÁREA DE SERVIÇOS

Gloria Maria – Existem ainda dentro da empresa pessoas envolvidas com o esquema de irregularidades?

Venina Velosa – Se você chamar irregularidade é amplo. Eu diria o seguinte: se eu tenho como processo subordinada a mim, como a gente conversou sobre bunker, você tem claramente desvios tem compra de combustível superfaturada, você tem discussão de prêmios envolvendo negociações e você não tem as medidas consideradas compatíveis com esse nível de atividade, talvez … Alguma irregularidade esteja associada.

Gloria Maria – Existem documentos internos da Petrobras que mostrariam que a senhora teria assinado aditivos pra acelerar a inauguração da refinaria de Abreu e Lima. É verdade?

Venina Velosa – Nenhuma área de negócio, não só a minha, nenhum gerente executivo, não só eu, assinam contratos ou aditivos. Todos os esses contratos e aditivos,como eu já disse antes, são negociados e são assinados pela área de serviços.

(A refinaria Abreu e Lima está sendo construída em Ipojuca, na região metropolitana do Recife, em Pernambuco. As instalações serão usadas, principalmente, para a produção de óleo diesel. Quando projeto foi lançado, em 2005, no governo Lula, o orçamento inicial era de menos de dois bilhões e meio de dólares. Mas o custo total da obra deu um salto enorme e, agora, deve passar dos 20 bilhões de dólares. Esse valor é quase seis vezes maior do que todo o dinheiro gasto com a construção dos 12 estádios da Copa do Mundo.)

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CHAMADA DE COVARDE

Glória Maria – Existe uma mensagem da senhora para o Paulo Roberto na qual a senhora faz agradecimento pelo crescimento na sua carreira e menciona que estava vivendo situações de conflito pela possibilidade de fazer coisas fora das normas da empresa e do código de ética e relata que, ao se deparar com essas situações, teve dialogo caloroso e tenso e foi chamada de covarde por querer pular fora do barco. Isso significa que em algum momento a senhora foi cúmplice? Ou trabalhou ou atuou junto com o Paulo Roberto?

Venina Velosa – Eu trabalhei junto com Paulo Roberto, isso eu não posso negar. Na diretoria de abastecimento, a partir de 2005. Eu diria que, de 2005 a final de 2006, foi um trabalho muito voltado para melhoria da gestão de abastecimento, que culminou no Prêmio Nacional de Responsabilidade. Foi pela primeira vez na história desse prêmio que foi dado para uma empresa, por um negócio com o porte tão grande. Eu trabalhei com Paulo Roberto, esse documento se refere à época desse problema da comunicação onde eu falei quando começamos a trabalhar, eu falo isso para todos os meus gerentes para todos que sou subordinada. Eu só trabalho mediante os procedimentos e código de ética da empresa. Não trabalho se tiver que contrariar isso, então, quando começou a acontecer, foi o caso do desvio da comunicação. E eu comecei a ser pressionada. Então o que eu quis dizer foi : você está me assediando, eu não vou fazer isso. E o desgaste foi muito grande e a história toda já foi contada, em momento nenhum eu cedi.

Gloria Maria – Quer dizer que a senhora nunca participou de nenhum esquema do Paulo Roberto?

Venina Velosa – Se eu tivesse participado de algum esquema, eu não estaria aqui hoje. Eu não teria feito a denúncia que eu fiz, não teria ido ao Ministério Público, entregue o meu computador com todos os documentos que eu tenho desde 2002. Eu não teria feito isso.

Glória Maria – Em nota, a Petrobras diz que afastou a senhora por atitudes fora da ética e fora das normas da empresa. A que a senhora atribui a isso?

Venina Velosa – Na verdade, as atitudes não foram fora da ética nem fora da norma, foram atitudes pouco corriqueiras para um empregado que quer ver as coisas sendo feitas da forma correta. Por um empregado que quer denunciar escrevendo. Eu escrevi, eu não entrei na sala e falei, eu registrei. Eu mostrei isso. Quando eles falam que eu estou fazendo uma coisa fora do código de ética, denunciar irregularidades é fora do código de ética?

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O TEMPO TODO PRESSIONADA

Glória Maria – Você tem uma família. Ou tinha. Foi para Cingapura com filhos e marido? Depois disso tudo que aconteceu, como está a sua vida agora?

Venina Velosa – Eu tinha uma família, sim. Um apartamento, marido, duas filhas. A minha mãe, minha família. Simplesmente o que eles fizeram foi me afastar do meu país, das empresas que eu tanto gostava, dos meus colegas de trabalho. Eu fui para Cingapura, eu não vi minha mãe adoecendo. Minha mãe ficou cega, fez transplante de coração, eu não pude acompanhar minha mãe. Meu marido não pôde mais trabalhar, ele teve que retornar. Eu fui o tempo todo pressionada para fazer coisas que não eram dentro do código de ética da empresa. A única coisa que me sobrou foi meu nome. E quando eu vi que eles colocaram meu nome associado a coisas que eu não fazia, eu chamei minhas duas filhas e falei: ou eu reajo e tento fazer, limpar meu nome, ou vou deixar isso acontecer, a gente vai ter uma certa tranquilidade agora e o trator vai passar por cima depois. O que nós vamos fazer? Minhas filhas falaram: vamos reagir.

Glória Maria – Existe uma denúncia também na Petrobras de que a senhora teria beneficiado seu ex-marido com contrato, que a senhora teria feito contrato dentro da empresa pra ele. É verdade isso?

Venina Velosa – Na verdade, foram dois contratos: um em 2004 e outro 2006. Eu me casei em 2007. E a condição para gente assumir esse relacionamento é que o contrato de 2007 fosse descontinuado.E isso foi feito.

Gloria Maria – O contrato foi anterior ao casamento?

Venina Velosa – Foi anterior ao casamento. No momento que a gente assumiu a relação, a condição foi: vamos interromper esse contrato porque tem uma questão de ética dentro da Petrobras e minha que eu não posso aceitar. Isso foi feito com parecer jurídico. Agora, só quero deixar bem claro que essa empresa é muito competente, não fui só eu que fiz o contrato, a atual presidente quando trabalhava na TVG, em 2001 e 2002, também assinou contrato com ele. Depois, em 2008, também assinou contrato com a empresa para fazer integração dos modelos de gestao das termoelétricas. Ela fez isso com base nas características técnicas da empresa da mesma forma que eu fiz antes de me casar. E depois de casada, nós interrompemos o contrato.

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VAI ATÉ O FIM

Glória Maria – Você vai até o fim? Você tem medo?

Venina Velosa – Eu vou até o fim, sim. Eu também tenho muito medo sim. Eu não posso falar que eu não tenho porque no momento que você denuncia, em vez de você ver respostas para denúncias, você vê simplesmente a empresa tentando o tempo todo falar o seguinte: você não é competente, você fez um monte de coisa errada. E o tempo todo as pessoas tendo que responder, mostrando documentos, que aquilo não é verdade. É uma máquina que passa por cima da gente. Ela está passando. Eu tenho medo? Eu tenho medo. Mas eu não vou parar, eu espero que os empregados da Petrobras. Porque eu tenho certeza que não fui só eu que presenciei, eu espero que os empregados da Petrobras criem coragem e comecem a reagir. Nós temos que fazer isso para poder realmente fazer a nossa empresa ser de volta o que era. A gente tem que ter orgulho, os brasileiros têm que sentir orgulho dessa empresa. Eu vou até o fim, estou convidando vocês para virem também.

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O QUE DIZ A PETROBRAS

(A Petrobras voltou a declarar que tomou todas as providências para elucidar os fatos citados por Venina Velosa da Fonseca. Segundo a empresa, não procede a afirmação de que não houve apuração sobre as irregularidades apontadas por Venina porque todas foram encaminhadas às autoridades competentes.

A Petrobras também repetiu que, possivelmente, a funcionária trouxe a público as denúncias porque foi responsabilizada por uma comissão interna. A empresa reafirmou que Graça Foster e José Carlos Cosenza não sabiam de irregularidades e que a presidente da Petrobras só foi informada dessas irregularidades, por Venina da Fonsenca, no dia 20 do mês passado.

O ex-presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, afirmou que nunca foi informado diretamente por Venina da Fonseca sobre a existência de corrupção na empresa.

A defesa de Paulo Roberto Costa declarou que praticamente todos os aspectos investigados pelo Ministério Público Federal foram mencionados na delação premiada do ex-diretor e que não há como comentar incidentes específicos.

O ex-presidente Lula não quis se pronunciar. E os demais citados na reportagem não foram encontrados.

E em entrevista publicada neste domingo por jornais da América Latina, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não vive crise de corrupção.

A afirmação foi feita em resposta a perguntas sobre as denúncias de irregularidades na Petrobras. A presidente disse também que a indignação dela com as denúncias é igual a de todos os brasileiros e que os culpados devem ser punidos. Segundo a presidente, no Brasil não há intocáveis.)

32 thoughts on “Ex-gerente diz que alertou Graça Foster pessoalmente sobre corrupção

  1. Se desta vez a casa não cair, só nos restará ensacar a viola e cantar em outra freguesia.
    Mais claro do que aquilo que disse esta senhora, é impossível. Talvez a “GRACINHA” não tenha ainda enten-
    dido o que se passa, mas para o resto da população, foi esclarecedor.
    Como desgraça pouca é bobagem, certamente virão mais denuncias por ai.

  2. Rs,rs…….rs, enquanto o PSDB infringe as leis de transito, O PT não é de brincadeira!!! Ele vai de mensalão e agora de PETROLÃO. É projeto de poder, minha gente!!! Agora, se me permite, quem organiza o transito é a prefeitura, além de ladrões são incompetentes , aliás para roubar eles são fera, tá Armando !! Petralhinha enrustido.

    • Veja Sr. Newton a que ponto chegou os funcionários do Parti~dao da Ética.
      “tá Armando !! Petralhinha enrustido.”
      Agora virei o NETO……
      eh!eh!eh
      Sr. explique para o cidadão que esse Neto ai não sou eu…….
      A proposito, os funcionários do Partidão da extrema Direitona já receberam o 13o do Efeagacê.??????
      eh!eh!eh!eh
      A que ponto chegou para me tirarem do sério……..

  3. A Menina Vevine sofria todo o tipo de perseguição e nunca procurou uma Promotoria ou Procuradoria para fazer a denuncia? Sabendo das falcatruas, ela ia na sala do Paulo Roberto para pedir que a “etica” funcionasse?

  4. Denunciar um fato destes, dentro do serviço público é uma temeridade. E quem faz é por pura convicção ou por ter ficado sem opções.

    A Sra. Venina jogou seu mundo para o alto.
    Conheço, de perto, o que é estar só para fazer denúncia dentro de uma corporação, ainda mais quando os culpados são os chefes. É preciso muita coragem. É fácil dizer-se que deveria denunciar imediatamente.

    Assim como a Petrobras jamais será a mesma, a vida desta senhora também não.

    Também devemos esperar que outros funcionários da empresa possam engrossar o caldo. A coisa é tão grande, tão escancarada, tão espalhada que muita gente deve ter assistido ou até participado.

    O tamanho do rombo (roubo também) é tão grande que dá para largar migalhas pelo caminho todo.

    Fico pensando: por que será que o conselho de administração foi isentado de alguns dos fatos? Será pela composição? Será pela incapacidade de seus conselheiros? Será para liberar a cabeça e o rabo de alguns?

    Posso parecer chato ao comentar e cobrar isto, insistentemente. É que ainda não foi dada nenhuma explicação convincente, quanto a declaração de inocência do conselho.

    Aos poucos, gente do esquema e que assistiram coisas, estão entregando o bando.

    E a oposição assiste! Deveria estar juntando as coisas: os fatos, as denúncias, as provas e as desculpas esfarrapadas de Dillma e dos demais.

    O governo apodreceu, fedeu, virou um “esgoto a céu aberto” , com direito a licença ambiental.

    A continuar assim, vão implantar a república bolivariana aqui, por cima de todos e de tudo. Por ridículo que possa parecer, o muro caiu/derrubaram e aqui estão construindo um paredão comunista.

    E o povo feliz, inconsciente e drogado, se prepara para o lazer anual das festas, das férias e do carnaval.

    Deus salve o Brasil!

    • Sr. Fallavena:
      Comentário porreta.
      Toda corja age desta forma porque tem a certeza de que a impunidade é certa. O alto escalão judiciário garante.
      Não foi à toa que o presidente do TSE proferiu a seguinte sentença:
      “ELEIÇÕES CONCLUÍDAS SÃO, PARA O PODER JUDICIÁRIO ELEITORAL , UMA PÁGINA VIRADA.NÃO HAVERÁ TERCEIRO TURNO NA JUSTIÇA ELEITORAL .QUE OS ESPECULADORES SE CALEM . NÃO HÁ ESPAÇO.JÁ CONVERSEI COM A CORTE E É ESTA A POSIÇÃO INCLUSIVE DE NOSSO CARREGADOR GERAL ELEITORAL.NÃO HÁ ESPAÇO PARA TERCEIRO TURNO QUE POSSA VIR A CASSAR 54.501.118 ELEITORES”.
      O Sr. ministro Toffoli não teve nem constrangimento ao falar isto.
      Por tudo isso que está acontecendo no Brasil, infelizmente, eu sou a favor da intervenção militar dentro das normas constitucionais , claro.
      Um grande abraço.

  5. Dilma tem razão não se trata de crise e sim algo impregnado na nossa pátria e pena que só querem atribuir a roubalheira que envolve políticos e empreiteiras que fazem o jogo e nada lhe acontece no máximo o que houve até agora os testa de ferro (seus empregados ) que são os culpados.Vejo vários empresários pousando de honesto e metendo a lenha nos governos/políticos que não são flores que devemos cheirar,mas se não houver corruptores certamente não teremos corruptos ,ou seja o pau que bate em chico tem que ser o mesmo que dá em chico.

  6. Deusdedith Leite
    Tens razão, em quase tudo.
    Quando Lulla e Dillma assumiram não sabiam disto também? mais estes dois são uns incautos por natureza! Ambos possuem vidas “pregressas”. Não servem nem para levar vela em procissão.
    Para que o crime ocorra, são preciso no mínimo um de cada lado: corrupto e corruptor. E a ordem é esta mesmo: corrupto e corruptor.
    É como no caso do ditado: a ocasião faz o ladrão. Errado: o ladrão (corrupto) faz a ocasião (corruptor).
    Abraço

  7. Valeu a matéria, senhor Moderador, sobre a entrevista no Fantástico.

    Do emaranhado em que se constituiu o assunto, destaque-se que o dito na entrevista, está lavrado como depoimento ao Ministério Público Federal, no Paraná. Motivo que me faz crer que a senhora Venina Velosa está dizendo a verdade, e em razão do exposto, ela e a família deveriam merecer proteção do Estado. Imagino, também, que poderá ser objeto de uma “queima de arquivo”. como depoente.

    Válidos todos os comentários produzidos até agora sobre a entrevista.

    Na minha opinião, a presidente Graça Foster já deveria estar fora da Petrobras e respondendo em juízo pelos danos causados à empresa, tanto quanto a presidente recém eleita, Dilma Roussef, anteriormente, ministra de Minas e Energia, além de presidir o Conselho de Administração da estatal.

    Valeu, ainda, o link fornecido pelo senhor Falavenna – currículo do ministro Dias Toffoli- que autentica, de modo irrefutável, a fantasia. a ilusão ” do notório “saber jurídico” do ministro Dias Toffoli, indicado pela presidente Dilma para o Supremo.

  8. Amigos aqui vai mais uma pérola. Só falta localizar os “porcos”.

    Agência O Globo
    Dilma diz que Graça e direção da Petrobras ficam, mas indica que mudará conselho de administração
    BRASÍLIA – A presidente Dilma … que não há motivos para demitir a presidente da Petrobras, Graça Foster. Ela voltou a fazer uma defesa contundente da funcionária, dizendo que há apenas denúncias sem provas e confirmou que a presidente da Petrobras disse que se a exposição por que passa devido às denúncias de corrupção na estatal causarem prejuízo ao governo e à Petrobras, ela coloca o cargo à disposição.
    — É uma situação difícil para ela. Ela segura a pressão por conta dos compromissos com a Petrobras. Cria-se um clima muito difícil para ela. Agora, por isso eu vou tirá-la? Penalizar ela por algo que não é responsabilidade dela? —indagou.
    — Eu não vejo nenhum indício de irregularidade na atual diretoria da Petrobras. Quando não vejo irregularidade eu não posso querer punir — informou.

    A presidente disse que não vai trocar a atual diretoria por não ver “nenhum indício de irregularidade” no colegiado. MAS INDICOU QUE TROCARÁ O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO.
    Ela não precisou quando fará essas mudanças, mas ressaltou que é preciso antes indicar o novo ministro de Minas e Energia.

    Senhoras e senhores: mais um furo da presidente. mais uma declaração da irresponsabilidade do Conselho de Administração.

    Ella trocará o conselho atual? Mas que responsabilidades tem a atual composição do conselho? Que erros praticou o atual?

    A mim parece que ella está atirando nos dois pés, della própria!

    Acaba de confirma que o conselho de administração é responsável por seus atos (os dele). Portanto, nos casos anteriores onde era a presidente, também era. E ella, igualmente.

    É tanto rolo que acabou se enrolando mais um pouco.

    Esta fornecendo as informações, dados e provar para seu impeachment!

    “Dilma: Essa história de impeachment não cabe no Brasil desta década. Se não cabe, brincar com dinheiro público também não!

  9. Usada como ponta de lança na estratégia para derrubar a presidente da Petrobras, Graça Foster, a ex-gerente Venina Velosa concedeu uma longa entrevista à jornalista Glória Maria, do Fantástico, em que a principal revelação foi o fato de Venina ter admitido que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões; sobre Graça Foster, ela disse que a alertou por email (o que não era novidade) e também pessoalmente (o que não pode ser provado); no ponto lacrimejante da entrevista, Venina disse que perdeu a família e não viu a mãe ficar cega, pois havia sido mandada para Cingapura; no fim, convocou outros funcionários a delatar superiores; “estou convidando você também”.

  10. “Duas vidas diferentes?”, pergunta o jornalista Fernando Brito, do blog Tijolaço; ele resgata informações do perfil da ex-gerente da Petrobras na rede social corporativa Linkedin e constata que “durante ao menos sete anos era auxiliar de confiança de Paulo Roberto Costa”; ele contesta o fato de ela ter sido “afastada” da empresa em Cingapura, como afirmou, e de ter sido pressionada; “Quando PRC cai, Venina não é perseguida, mas promovida”; “Ela estava dentro dos esquemas de Paulo Roberto ou, pelo menos, aceitou-os”, escreve o blogueiro

    • Gilson
      Não conheço este blogueiro. mas a leitura que faz é com olhos governistas.
      Ela explicou, e muito bem, por que foi mandada para Cingapura e como ocorreu com contrato do marido (não namorado).
      O rapaz está com a visão distorcida ou ela é assim mesmo.
      Se tem pessoas mentindo, são Dillma e Foster. Afinal, quem está tentando “esconder” os rombos e as falcatruas? Quem quer mudar o conselho administrativo? E mudar para que, se tudo está tão bem assim?
      Amigo, paixões apagam luzes e ofuscam olhos. E fazem pessoas passarem longe da seriedade, da moral e da ética.
      Se é que isto ainda tem algum valor para pessoas assim.

  11. Desculpe Antonio, mas, a visão dele não tem nada de governista e sim uma constatação, de que ela durante ao menos sete anos era auxiliar de confiança de Paulo Roberto Costa, sabia de tudo e foi, no mínimo conivente, quando Paulo Roberto Costa cai, ela é promovida, estranho, não? Ela deveria contestar.
    Ela deveria explicar,também, que contratou o então namorado, com quem depois se casou, para a realização de serviços de consultoria por R$ 7,8 milhões ( que maravilha). Isso não é ser governista, é a realidade e concordo com vc, paixões apagam luzes e ofuscam olhos.

    • Gilson
      Quanto me manifesto gosto de ter informações precisas.
      Assim, podes me ajudar a tirar algumas dúvidas quanto ao caso e as questões levantadas?
      – ela contratou o namorado/marido ou firmou contratos? Era da área em que ela atuava?
      – embora funcionária d escalão intermediário da empresa, era concursada?
      – quanto a trabalhar com Paulo Costa, poderia se negar?
      – o fato de trabalhar com ele significa que sabia de tudo, de te e que tomaria parte alguma coisa e também dos casos?
      – que razões levariam ela, no caso de envolvida nas falcatruas, a dar publicidade e se expor desta forma? Para prejudicar a empresa, Graça Foster, Paulo Costa e/ou quem mais?
      Acho legal dar uma esmiuçada nas questões.
      Abraço.

  12. A ex-gerente executiva da área de Abastecimento da Petrobras, Venina Velosa da Fonseca, que surgiu recentemente na mídia com denúncias de que teria alertado a estatal sobre irregularidades, teria causado um prejuízo de R$ 25 milhões à Petrobras enquanto estava na estatal, informa o Estado de S. Paulo. Relatório final de sindicância responsabiliza a ex-gerente por quatro das nove irregularidades classificadas como “não conformidades”, constatadas nas obras da Refinaria Abreu e Lima, que elevaram gastos e indicam existência de cartel.

    De acordo com o jornal, Venina e Pedro Barusco são apontados diretamente como responsáveis pelas antecipações de obras, a mando de Paulo Roberto Costa, que elevaram em R$ 4 bilhões os custos de Abreu e Lima. Em uma das irregularidades, informa o jornal, Venina é citada em um contrato com uma empresa do cartel, alvo da Operação Lava Jato, que desconsiderou um desconto de R$ 25 milhões. Ao todo, as nove irregularidades teriam causado uma elevado de custo de R$ 4 bilhões para a refinaria, orçada em R$ 2,5 bilhões e que já custou R$ 24 bilhões.

    Segundo a sindicância, em março de 2007, Venina emitiu documento propondo “a elaboração de plano de antecipação do início das operações da refinaria” em que constava a conclusão de que “será possível a inauguração da Refinaria do Nordeste”. Ela atuou, ressalta o jornal, em pedido de Costa, seu superior, feito um mês antes.

    “Estes fatos, associados às declarações do senhor Paulo Roberto Costa, indicam a possibilidade da existência de um processo de cartelização relativo às empresas indicadas nos processos analisados”, registra a sindicância, realizada por seis servidores de carreira.

    O documento de 88 páginas responsabilizou, além de Venina, o ex-gerente de Engenharia Pedro Barusco, os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque. Venina é acusada, informa o jornal, por omitir informações da Diretoria Executiva sobre mudanças de valores e objetos em contratos, inclusão de empresas do cartel que não atendiam ao critério de seleção, após início do processo licitatório, não apresentação de parecer jurídico para aprovação de contrato e erro formal de inclusão de empresa em concorrência.

    Alusa Engenharia

    De acordo com o Estado de S. Paulo, um dos contratos com problemas relacionados à Venina é para contratação da Alusa Engenharia, alvo da Lava Jato, para construção da Casa de Força (Cafor), por R$ 966 milhões, em 2008 — valor 272% acima do orçado. Venina e os demais servidores teriam deixado “de considerar descontos negociados entre setembro e novembro de 2008, com a Alusa Engenharia, da ordem de R$ 25 milhões”. Mesmo quando o contrato foi encerrado, aponta a sindicância, teriam sido iniciadas negociações atípicas de desconto com a empreiteira, que resultaram em quatro propostas, endereçada à Venina Velosa da Fonseca.

    Venina teria trocado uma sequência de e-mails com outros gerentes envolvidos na contratação da Alusa. Um dos e-mails, de Paulo Cesar Silva, então gerente de Planejamento e Gestão da Refinara Abreu e Lima, informava que o valor do contrato “encontrava-se 272% acima do valor orçado” na fase dois da concorrência. Depois, Venina teria enviado dois e-mails para Francisco Pais, então Assistente do Diretor de Abastecimento, e Paulo Cezar Amaro Aquino, então Gerente Executivo do Abastecimento-Petroquímica.

    “Somente ontem à noite tomei conhecimento destes números. Quando assinei a pauta da DE (Diretoria Executiva) isto não foi citado”, informou Venina. “Os desvios são grandes e isto me preocupa muito. Hoje na reunião com o (Pedro) Barusco abordaremos esta questão”, conclui Venina.

    Por conta das “não conformidades”, lembra o jornal, Venina e outros quatro ex-gerentes, subordinados a Costa e Duque, perderam o cargo de chefia em novembro. Na ocasião, Venina ainda não havia aparecido em público para realizar suas denúncias.

    Graça Foster, em entrevista ao JN nesta semana, já havia negado as afirmações da ex-gerente, inclusive de que ela teria sido enviada à Cingapura para ficar distante da empresa, e informou que uma das viagens foi realizada com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, que prezava bastante pelo trabalho de Venina, e outra a seu pedido. Venina alegou depois que nunca pediu para ir à Cingapura, e que teria ido por falta de opções no Brasil.

  13. Informações contidas na matéria deixam a idéia de que todos os envolvidos estão em um mesmo nível. Não acredito que isto seja verdadeiro. Quando existe hierarquia, e a Petrobras a possui: cargos/funções e suas respectivas responsabilidades.

    O que quero dizer com isto? Que sempre alguém tem a quem se reportar, responder e prestar contas. Venina era subordinada a Paulo Roberto Costa?

    Se era, e parece que sim, então tinha limite de responsabilidade. Outra coisa: ela promovia/participava das discussões e decisões sobre os projetos? Produzia, deliberava e assinava contratos? Afirmou que nunca assinou um contrato.
    Do que estão a acusando, realmente? De prestar informações erradas? A compra de “Passadena” está cheio delas.

    Não quero e nem tenho o porque defendê-la.

    Senhores, é muita ingenuidade acreditar que os verdadeiros culpados, para salvar seus pescoços e o de outros mais, não produzirão fatos e provas contra qualquer um que os exponham? Isto é feito até para camuflar a verdade e os verdadeiros culpados.

    As presidentes Dillma/Graça, conselheiros do conselho de administração, diretores e outros tantos arrolados no processo Petrobras mentiram e se omitiram, ao longo de anos.

    Agora, de repente por mágica ou milagre, os culpados são três ou quatro?

    Parece que estão tentando fazer uma “armação”. Se declarações e provas já existem e foram apresentadas, correm o risco de mais um processo.

    Venina pode ter cometido erros, sim. Mas não tão grandes como de seus chefes e chefas. Nem sempre a corda tem de rebentar na mão do mais fraco!

    A não ser quem tenha incorporado todas as responsabilidades dos cargos dos demais!
    Vamos com cuidado, para não perdermos o rumo.

  14. “Venina era subordinada a Paulo Roberto Costa?” – sete anos como assistente dele, não quer dizer que seja subordinada?
    “Produzia, deliberava e assinava contratos?” – De acordo com o Estado de S. Paulo, um dos contratos com problemas relacionados à Venina é para contratação da Alusa Engenharia, alvo da Lava Jato, para construção da Casa de Força (Cafor), por R$ 966 milhões, em 2008 — valor 272% acima do orçado.

    Antonio, desculpe, eu estou, como vc, extremamente contrariado e revoltado com todas as bandalheiras que estamos assistindo acontecer na Petrobrás e em outros setores, mas, não podemos, por preferência política, deixar de ser isentos nas acusações. Testemunhas patrocinadas pela Globo (27 minutos no Jornal Nacional) não é novidade.

    Um bom natal.

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