Ex-ministra dos Direitos Humanos critica interesse pelas cinzas de Archer

Ex-ministra Maria do Rosário diz que era só um traficante

Elizabeth Lopes
Estadão

A informação de que o corpo do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, executado na Indonésia, após ter sido condenado por tráfico de drogas, foi cremado e suas cinzas serão trazidas para o Rio de Janeiro por sua tia, a advogada Maria de Lourdes Archer, provocou a reação da deputada federal Maria do Rosário (PT-RS). Em sua conta na rede de microblogs Twitter, Rosário, que foi ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, questiona o interesse pelo local aonde as cinzas de Archer serão levadas no Brasil. E argumenta: “O sujeito não era herói, era traficante.”

No post publicado no Twitter, em que questiona o interesse pelo local onde as cinzas do brasileiro executado na Indonésia serão levadas, a ex-ministra dos Direitos Humanos pondera que foi contra a sua execução. “Sou contra a pena de morte”, reiterou. Mas não deixou de criticar o interesse provocado pela informação do destino que terá as cinzas de Archer, repercutido principalmente pela imprensa brasileira.

ANISTIA PROTESTA

Em nota divulgada em seu site, a Anistia Internacional classificou de retrocesso para os direitos humanos a execução de seis réus acusados de tráfico de drogas na Indonésia, cinco deles estrangeiros, incluindo o brasileiro Marco Archer.

“Este é um retrocesso grave e um dia muito triste. A nova administração tomou posse prometendo fazer dos direitos humanos uma prioridade, mas a execução de seis pessoas vai na contramão desse compromisso”, destacou Rupert Abbott, diretor de pesquisa sobre a região do Sudeste Asiático e Pacifico da Anistia Internacional.

29 thoughts on “Ex-ministra dos Direitos Humanos critica interesse pelas cinzas de Archer

  1. Só tonto acha que as cinzas de cremação pertencem a uma pessoa apenas. Para economizar energia eles juntam uns 10 e ligam o forno. Por isso não quero ser cremado, pois na outra geração posso nascer com múltipla personalidade.

    • Vai entender esse partido… Acabaram de noticiar…

      O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou nesta segunda-feira (19) ainda ter “esperança” de livrar da execução o brasileiro Rodrigo Gularte, preso na Indonésia por tráfico de drogas e condenado à morte.
      Após cerimônia no Itamaraty, Garcia lamentou a morte de outro brasileiro, Marco Archer, fuzilado no sábado pelo mesmo crime no país asiático. Assim como Archer, Gularte foi preso por tráfico em 2004, mas a data de sua execução ainda não foi definida.
      “A preocupação do governo brasileiro, já que não conseguimos ser exitosos na questão do primeiro executado, é que tenhamos pelo menos possibilidade de resolver esse caso [de Rodrigo Gularte] […] A esperança é sempre a última que morre. Então vamos trabalhar nessa direção”, afirmou Marco Aurélio Garcia.
      Archer foi executado no sábado, depois que a presidente Dilma Rousseff pediu clemência ao governo indonésio, mas não foi atendida. Um dia antes do fuzilamento, Marco Aurélio Garcia enviou um pedido de ajuda ao Papa Francisco para interceder junto à Indonésia pela vida dos brasileiros.

      • Quarta medida: decreto que altera o PIS e a Cide sobre os combustíveis. O aumento conjugado das duas alíquotas responde por uma alta de R$ 0,22 para gasolina e de R$ 0,15 para o diesel.

      • É, nem sabem o que dizem. Uma fala uma coisa a outra faz diferente. Como se vê é um ‘governo integrado’. Garanto que se perguntarem para a Dilma os nomes dos secretários dos 39 ministros ela não vai saber nem 5 ! Cabide de emprego puro !

  2. Caro Jornalista.

    Bem…

    A única vantagem da cremação foi que os parentes não precisarão pagar a passagem de volta… Poderá vir via Sedex!

    Quanto ao destino das cinzas, o Brasil poderia construir um MONUMENTO À IMPUNIDADE na PRAÇA DOS TRÊS PODERES, ao lado da estátua cega que jaz em frente ao Supremo Tribunal Federal, que representa o cadáver da JUSTIÇA/PODER JUDICIÁRIO, e colocá-la em um púlpito ou oratório para lembrar aos nossos doutores que “justiça para o brasileiro, só se for no exterior!”

    Também será de grande valia para IR NA FRENTE, SOBRE UM ANDOR, nas procissões da MARCHA DA MACONHA !!!

    Abraços.

  3. Eu não tenho o menor interesse em saber o que farão com as cinzas desse monumento à inutilidade e à igno, ex-secretária do desgoverno do partido-quadrilha. Certamente, nem para adubo servirá. Uma vez boçal, sempre boçal.

  4. Afinal, tudo é retrocesso!
    Maria do Rosário com novo mandato, depois do que fez no último, é puro retrocesso. Precisamos avançar. Avançar contra os corruptos, contra quem desrespeita e mente. A Sra. do Rosário deveria ter seu mandato questionado. Não esqueci a pilantragem no seu comitê usando bolsa esmola como ameaça, caso Dillma perdesse.
    Ela preocupada com as cinzas de Archer? É não ter o que fazer. Vai criticar se algum maluco ou malucos, do ramo das drogas, resolver construir um templo para as cinzas de Archer? Era só um traficante! Só?
    A educadora (fico imaginando, por onde seus ex-alunos andarão) é ridícula, cheia de sofismas. São mais alguns milhares de reais jogados no lixo, com seu novo mandato.
    Quem sabe ela se junta a Dillma no combate à corrupção? Afinal, ela sempre denunciou outros governos que serviram de mestres para o seu PT. Tem longa experiência nesta matéria.

  5. Prezado Carlos Newton, nos últimos dias tivemos mais de uma dezena de postagens sobre o traficante detonado lá na Indonésia. Esta é a lei e portanto tem sido uma discussão inútil e inóqua. A bem da verdade, não vi nada sobre o outro brasileiro que foi detonado no México. E qual a diferença?

  6. A asa delta de Archer e o helicóptero dos Perrelas

    Certas coisas despertam a nossa atenção para absurdos dos quais nem sempre nos demos conta na hora em que ocorreram.
    Por exemplo: os 13,4 quilos que levaram ao fuzilamento do brasileiro Marco Archer, na Indonésia, são uma insignificância em relação à meia tonelada de pasta de cocaína descoberta no helicóptero dos Perrelas.
    Você, pela tragédia de Archer, tem uma ideia da omissão da mídia e da polícia brasileira no caso do helicóptero.
    O interesse público, mais uma vez, foi para o fim da fila.
    Se meia tonelada de cocaína não é notícia, não é manchete, não é motivo para investigações frenéticas da mídia e para pressões de repórteres sobre a polícia, então o que é?
    Você pode dizer, com cinismo e descaro, e estará certo: depende de quem seja o portador. Meio quilo no carro de um amigo de Lula receberia uma cobertura estrepitosa.
    Ninguém, na grande mídia, fez nada decente sobre o helicóptero dos Perrelas.
    Na internet, graças à generosidade e ao ativismo dos leitores que financiaram nosso trabalho, mergulhamos no caso.
    Não é fácil fazer jornalismo independente no Brasil. Nosso documentário sobre o ‘Helicoca’, por obra de alguma força oculta, foi abruptamente retirado do YouTube, para onde só voltou há pouco graças a nossa teimosia e perseverança.
    O repórter Joaquim Carvalho teve acesso a um documento da Polícia Federal no qual estava a informação de que o helicóptero pousara num hotel antes de seguir viagem e ser interceptado pela polícia.
    A informação foi confirmada pelo piloto, numa entrevista gravada por Joaquim.
    Mesmo assim, diante de tais fatos, o hotel entrou na Justiça e fomos obrigados a retirar do ar os textos em que seu nome aparecia.
    Como meia tonelada virou nada para a mídia?
    A hipótese mais provável é a seguinte. Os Perrelas são ligados a Aécio, e Aécio é amigo dos donos das empresas jornalísticas.
    Mexer no assunto, segundo essa lógica, poderia atrapalhar a campanha do amigo Aécio.
    Sem o helicóptero a fama de playboy de Aécio já era um problema suficientemente grande em sua tentativa de subir a rampa do Planalto.
    Apenas a título de especulação. Imagine que Archer, na Indonésia, tivesse dito que a cocaína transportada em sua asa delta não era dele. Alguém pôs isso lá, acreditem.
    No Brasil, a mídia aceitou, sem questionamentos, a versão de que a cocaína nada tinha a ver com os donos do helicóptero.
    Teria sido apenas uma coincidência que, entre tantos helicópteros que voam no Brasil, alguém tivesse escolhido exatamente o dos Perrelas para depositar a cocaína.
    Pode ser verdade, aliás. Mas a sociedade teria que ser cientificada disso com informações convincentes e confiáveis.
    Não foi o que ocorreu até aqui.
    E, se não o episódio não foi esclarecido até agora, esqueça: o helicóptero entrará no museu dos enigmas que ninguém quer resolver.
    Moral da história.
    A mídia que deu tamanho espaço a um caso que envolvia 13,4 quilos de cocaína simplesmente desprezou outro com uma carga mais de 30 vezes maior.
    Pobres leitores, pobres telespectadores, pobres ouvintes.
    DCM

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *