Fachin homologa delação de executivos da Hypermarcas e um deles pagará multa de R$ 1 bilhão

0960 - Confira | Exame

João Alves era considerado um fenômeno como empresário

Fernanda Vivas e Márcio Falcão
TV Globo — Brasília

O ministro Edson Fachin, relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou as delações premiadas de executivos que atuaram na antiga companhia Hypermarcas (atual Hypera Pharma).

Os acordos de delação foram firmados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Das quatro colaborações, três foram homologadas pelo ministro do STF.

MULTA RECORDE – Na delação de um dos acionistas do grupo, João Alves de Queiroz Filho, as negociações envolveram a multa mais alta da história da Procuradoria-Geral  da República aplicada a um único delator, que é de R$ 1 bilhão.

As outras delações são de ex-funcionários do grupo – o ex-CEO Cláudio Bergamo e Carlos Roberto Scorsi.

A homologação é uma espécie de validação, pela Justiça, dos acertos entre o Ministério Público e os delatores. O caso está sob sigilo e não há detalhes do que os colaboradores declararam aos investigadores.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Com um dos envolvidos devolvendo R$ 1 bilhão individualmente, pode-se ter uma ideia de quanto foi o botim. E ainda há quem defenda a extinção da Lava Jato, alegando “parcialidade”. Se o Brazil quiser ser uma boa filial dos United States, deveria começar copiando o rigor aplicado na matriz aos crimes financeiros, especialmente sonegação, corrupção e lavagem de dinheiro. Lá é cana dura, e não adianta alegar que usa fralda geriátrica. Enquanto isso, aqui na filial… (C.N.)

11 thoughts on “Fachin homologa delação de executivos da Hypermarcas e um deles pagará multa de R$ 1 bilhão

    • No Brasil, roubar é uma atividade autossustentável: meu colega Ernildo teve o seu veículo roubado. Descoberta a autoria, o bandido constituiu um advogado, e não pegou um dia de xadrez. O causídico comeu R$ 8.000,00 e o larápio ficou com um troço de 17.000,00 para plêiar. Tá ligado oh truta?
      Você não pergunta quem foi o receptor, ou aliás, o receptador? Um policial! Morou mixaria?

  1. Da nota da redação: “Se o Brazil quiser ser uma boa filial dos United States, deveria começar copiando o rigor aplicado na matriz aos crimes financeiros, especialmente sonegação, corrupção e lavagem de dinheiro. Lá é cana dura, e não adianta alegar que usa fralda geriátrica.”

    È bom carregar um pouco menos a mão na idolatria às coisas norte-americanas. O tão decantado rigor da lei norte-americana com relação a crimes financeiros, cuja fama talvez tenha sido exagerada desde sempre – se nos lembrarmos dos “robber barons” do séc. XIX –
    tem andado em falta ultimamente. Por exemplo, nenhum CEO foi punido criminalmente pelas estrepolias que levaram à crise de 2008:
    https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/09/14/nenhum-dirigente-respondeu-na-justica-por-crise-de-2008-nos-eua.ghtml

    • Pedro Meira, é o vírus de vira-lata que infestou o brasileiro e que parece não ter cura a curto prazo.

      Ajudou muito a espalhar esse vírus os filmêcos hollywoodianos que retratam os States como o país da justiça.

  2. A empresa “doou” valores às campanhas de políticos do MDB nas campanhas de 2014, conforme delação de um dos diretores. O acordo de delação com o MP foi revogado e o realizado pela PGR é que foi homologado, com uma multa recorde.

    Mais um aprova que não é necessária uma forças tarefa específica permanente para combater falcatruas. Deve-se, isso sim, combater permanentemente as falcatruas com as estruturas existentes, com forças tarefas nomeadas provisoriamente para atingir resultados mais ágeis.

    É só ver, esses desvios que estão aparecendo ocorreram há mais de cinco anos. Será que dividindo as ações com mais pessoas não haveria mais rapidez?

    Outra coisa, as “doações” empresariais eram fontes de caixa dois dos políticos, visando, sobretudo, vantagens futuras aos doadores (tanto faz as empresas serem públicas ou privadas, como no caso). Esse processo era muito pouco transparente e foi corretamente extinto.

    Essa proibição de doações empresariais é um exemplo de atuação nas causas e não nas consequências. Dessa maneira evita-se o eterno enxuga gelo. Precisamos atuar nas causas para melhorarmos. E em todos os setores.

Deixe uma resposta para Pedro Meira Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *