Falta alguém na disputa, porque Joaquim Barbosa enfrenta resistências no PSB

Indeciso, Joaquim Barbosa não deve participar

Pedro do Coutto

Reportagem de Pedro Venceslau e Eduardo Katah, edição desta segunda-feira de O Estado de S. Paulo, focaliza com destaque a possível candidatura de Joaquim Barbosa à presidência da República, nas urnas de outubro. Falta menos de um mês para que aconteça ou não a hipótese. Isso porque o prazo limite para as inscrições partidárias termina a 7 de abril.

Joaquim Barbosa, acentua a matéria, ainda espera um sinal mais consistente do PSB sobre sua eventual candidatura. Ele espera o convite do Partido ser formalizado, mas de outro lado, as correntes partidárias que defendem seu nome acham que, primeiro, ele deve se inscrever para depois seu nome ser levado à convenção.

CONVIDADO – O deputado Julio Delgado, líder da legenda na Câmara, ressalta que o ex-presidente do STF está se sentindo como alguém convidado para um jantar e que aguarda o recebimento do convite. Por seu turno, o vice-governador de São Paulo, Márcio Lacerda, revelou que no contato que manteve com Barbosa foi colocada a questão de que ele deveria se inscrever partidariamente, antes do lançamento de seu nome como candidato.

Márcio França vai assumir o governo de São Paulo, também até 7 de abril, quando Geraldo Alckmin se descompatibilizar como candidato à sucessão de Michel Temer. França já se lançou como pré-candidato ao Palácio Bandeirantes na disputa a ser travada com o Prefeito João Dória e o candidato que vier a ser lançado pelo PT.

REFORMA MINISTERIAL – Enquanto isso, o presidente Michel Temer articula uma reforma ministerial em abril, agora com o objetivo de tentar esvaziar o lançamento de Rodrigo Maia, raciocinando que o Presidente da Câmara dos Deputados, uma vez homologado pelo DEM, divide as correntes de centro com as quais Temer acredita que poderão formar uma base de apoio, ou para tentar a reeleição, ou para apoiar o ministro Henrique Meirelles.

Em abril, portanto, é que se inicia de fato a campanha eleitoral que vai culminar nas urnas de 7 e 28 de outubro – 7 de outubro, porque é a data do primeiro turno, e em 28 de outubro se realiza o segundo turno, desfecho final , porque em minha opinião ninguém poderá alcançar a maioria absoluta dos votos no primeiro confronto.

ESPAÇO VAZIO – Sem Lula, sobra espaço a ser preenchido. Mas esse preenchimento não está condicionado apenas ao plano federal direto. Existem as articulações estaduais, o alinhamento dos partidos independentemente da luta pelo Palácio do Planalto. Abril, portanto, é tempo de alvorada política.

A campanha de modo geral terá muito menos recursos financeiros do que o montante investido nas eleições de 2014. Dessa forma, as redes sociais vão oferecer um amplo campo para as manifestações e embates reunindo candidatos. As redes sociais são muito importantes, nesse momento mais do que nunca, apesar de o professor Marcos Faco, da Fundação Getúlio Vargas, especialista em marketing da Universidade de Harvard, sustentar que elas não têm o poder de eleger ninguém. Será mesmo?

Pode ser, mas em minha opinião têm poder para derrubar candidaturas.

O CASO HILLARY – Convém não esquecer que, não fossem as redes sociais, Hillary Clinton não tria perdido a eleição para Donald Trump. Entretanto, obrigatoriamente temos que reconhecer que, não fosse a iniciativa de James Comey, então diretor do FBI, não teria sido reativado o episódio dos emails da ex-secretária de Estado pela internet.

As redes sociais são como os jornais, emissoras de televisão e rádio: necessitam de fatos concretos.A mídia não tem força para inventar acontecimentos. Ainda bem. Sua força depende de fatos reais.

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