Falta apoio a Haddad para fortalecer a candidatura e enfrentar Bolsonaro

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Haddad já está sentindo o tamanho de seu problema

Carlos Newton

Ganhar apoio do PSOL, do PSTU e de outros nanicos de esquerda pouco significa para Fernando Haddad no segundo turno. Os partidos mais importantes para fortalecer a candidatura do PT são o PDT de Ciro Gomes e o PSB de Márcio França, que tenta se reeleger governador de São Paulo enfrentando o favoritismo do tucano João Doria. Mas o primeiro a tirar o corpo fora foi o PDT, que somente oficializa sua posição nesta quarta-feira, dia 10, mas Ciro Gomes e o presidente nacional Carlos Lupi já anunciaram que o apoio será crítico e sem empenho. Ou seja, os pedetistas não sairão às ruas para defender Haddad, o PT e Lula.

O PSB tomou caminho idêntico. A Comissão Executiva Nacional decidiu nesta terça-feira, dia 9, que o partido apoiará Haddad no segundo turno, mas os diretórios do Distrito Federal e de São Paulo estão liberados para se posicionarem de forma independente.

CONDIÇÃO – Ao anunciar a decisão, o presidente nacional Carlos Siqueira afirmou que o PSB cobrará de Haddad uma postura democrática e a formação de uma frente envolvendo, além de partidos políticos, instituições da sociedade civil.

“No momento difícil que vive o País, queremos que a candidatura se transforme em uma frente democrática. Não estamos apoiando o candidato do PT, mas sim quem vai liderar essa frente para defender a democracia”, ressalvou Siqueira, acrescentando que o PSB deverá ainda entregar a Haddad um documento com pautas programáticas.

Cheio de dedos, o dirigente do PSB chegou a dizer que o PT não pediu apoio formalmente. “Estamos nos posicionando porque é a obrigação de um partido que tem vida republicana”, explicou.

DESÂNIMO PRECOCE – As decisões do PSB e do PDT desanimaram ainda mais a cúpula petista. O apoio concreto desses partidos era considerado pelo PT como fundamental para impulsionar a candidatura de Haddad no segundo turno, dando uma demonstração de forças contra o adversário Jair Bolsonaro.

Haddad também esperava um apoio formal do governador de São Paulo, Márcio França (PSB), que disputa a reeleição no segundo turno. Mas o candidato anunciou que prefere manter a neutralidade.

Em tradução simultânea, já se pode dizer que Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão podem chamar o alfaiate para fazer o terno da posse, no dia 1º de janeiro.

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P.S.
Este ano, 1º de janeiro cai numa terça-feira, depois de um feriado prolongado de três dias. O país vai acordar diferente, ainda em ritmo de festa, mas o dia seguinte será uma espécie de quarta-feira de cinzas, porque as pessoas vão perceber que tudo continua como antes. Se realmente quiser mudar as coisas, o governo Bolsonaro vai ter de se virar, enquanto
la nave va, sempre fellinianamente.  (C.N.)

13 thoughts on “Falta apoio a Haddad para fortalecer a candidatura e enfrentar Bolsonaro

  1. CN bom dia.
    De onde vc tirou esse Aragão. ..!!??
    Deixe o peseta do Eugénio longe. ..

    Seu texto:

    “Em tradução simultânea, já se pode dizer que Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Aragão podem chamar o alfaiate para fazer o terno da posse, no dia 1º de janeiro.”

    • Pesquisas forjadas e urnas fraudadas.

      Com a delação e as provas de Palocci que a campanha dos vermelhos foram pagas com dinheiro de ditaduras do exterior tem que cassar imediatamente o registro do Partido dos Trambiques !!!

      Justiça JÁ !

  2. “Em tradução simultânea, já se pode dizer que Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão podem chamar o alfaiate para fazer o terno da posse, no dia 1º de janeiro.”

    Eu disse que o antipetismo era a maior força a favor de Bolsonaro e que as pesquisas fakes mentiam quando diziam que ele perderia para todos no 2º turno; o pdt e psb sabem disso e não querem se contaminar com o antipetismo nas disputas no 2º turno.

    E claro que o pais não vai mudar no 1º dia de governo, serão longos anos para organizar o pais. O petismo deixou um grande estrago na economia e na sociedade.

  3. O Haddad, coitado, deve estar combalido mentalmente com o resultado do primeiro turno. Ele agora diz, segundo a Folha, que é à favor do cidadão de bem ter arma em casa. Isso é exatamente o que sempre disse o Bolsonaro.
    Será que ainda veremos o Haddad acusar o Bolsonaro de ser comunista?

  4. KKK O Antagonista de hoje te desmente, tem um caminhão de dinheiro esperando para desembarcar aqui no dia 1º de janeiro. Ao contrário do que muita gente pensa e reza para que aconteça.

  5. O PT virou a marca que ninguém quer usar. Isso demonstra a sede de poder e a estratégia dos esquerdistas. Criam-se escalas de esquerda, uns para levar porrada, outros para ser paz e amor, e alguns ganham a eleição outros nada. Esta eleição é diferente, o povo associou todos os esquerdistas em um só saco. Em SP, pior que esquerdista é o pilantra do Dória, chamado de traidor dentro do próprio partido. Se colar essa imagem nele, será o único que perderá, por falta de ideologia, para o socialista França.

  6. Bolsonaro só perde esta eleição, se milhões que votaram nele no primeiro turno votarem contra no segundo…se juntarem 100% dos votos dos outros, não chega onde ele chegou… então , SÓ NA FRAUDE..

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