Falta de alternativas na política nacional

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Charge do Genildo, reprodução da Charge Online

Carlos  Chagas

Com a paralisação das atividades do Congresso a partir de hoje e o Supremo Tribunal Federal devagar, quase parando, aumentarão as agruras do Executivo. Deverão continuar os vazamentos das delações dos ex-diretores da Odebrecht, atingindo grandes e pequenas figuras do mundo político. Todos terão direito à defesa, mas a simples inclusão de seus nomes funcionará como sentença irrecorrível para condenar o futuro de todos. Nas eleições de 2018 poderão estar afastados os sonhos de candidatos até à presidência da República, aos governos estaduais, à Câmara e ao Senado. Hoje, não há certeza de quem e quantos vão concorrer. Claro que muitos poderão escapar da degola, mesmo culpados.

Certa parece ser, também, sensível mudança no ministério e em altos postos do governo. Impossível será a permanência de uns tantos ministros envolvidos com o recebimento de propinas e a manipulação de dinheiro podre.

A pergunta que se faz é sobre o papel das empreiteiras nesse período de pós-guerra após o festival de corrupção por elas encenado há anos.  Possivelmente sobreviverão, mas marcadas a ferro e fogo.

E TEMER? – Quanto ao presidente Michel Temer, precisará enfrentar sucessivas tertúlias que nem Papai Noel poderá evitar.  Não surtirão efeito os apelos para que renuncie, sequer as tentativas para a convocação de imediatas eleições gerais. Seguir adiante dentro das disposições constitucionais é sua garantia final. Apesar das sucessivas manifestações de protesto da população, e do risco do aumento da violência, não há sinal de desmoronamento das estruturas institucionais. Pelo menos por enquanto.

É flagrante a rejeição do povo diante das combalidas instituições representativas ortodoxas, mas não surgiu até agora um movimento ou um líder capaz de empalmar o sentimento de mudanças inusitadas.

Em suma, por falta de alternativas, haverá que seguir adiante.

4 thoughts on “Falta de alternativas na política nacional

  1. Michelzinho aproveita as férias e pede para o papai te emprestar o livro de cabeceira que ele tanto gosta: ” Como ser um frouxo”, garanto que você não vai gostar.

  2. Já disse e repito: caso o João Dória faça um bom “meio governo” na cidade de São Paulo, será imbatível como candidato a presidência.

  3. Se vê claramente, uma divisão no stf, uns puxam para um lado e o outro também, ou seja, o poder judiciário está sem rumo, há uma clara disputa por poder dentro do stf, o povo quer um poder judiciário coeso, harmônico, mas o que vemos é uma turma do Lula e outra do Temer, sinto asco destes poderes, o Brasil sofre com estes poderes, há jogo de interesses que não é para o bem do povo e aí, o país sofre por estas disputas, não há interesse em limpar a sujeira deste país, o stf está parecendo que quer jogar a sujeirada para debaixo do tapete, pobre Brasil onde não há patriotismo e sim interesses pessoais.

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