Falta um JK

Sebastião Nery

“Um dia, quando estávamos com o ex-presidente JK na fazenda, chegou um carro com o dono da loja de artigos agrícolas que fornecia insumos para Juscelino, dizendo que havia recebido um bilhete do “Jornal do Brasil”, e um repórter do jornal precisava falar com urgência comigo.

Juscelino, desconfiado como todo bom mineiro, comentou:

– Aposto que é alguma coisa comigo…

Como não havia telefone na região, eu e Ildeu, sabendo que devia ser alguma coisa importante, pegamos o carro dele e fomos para Luziânia. No caminho, vimos, ao longe, na estrada de terra, uma nuvem de poeira. O primeiro carro que parou era do jornal “Correio Braziliense”:

– Como foi o desastre com o Presidente?

– Que desastre? Eu perguntei, perplexo.

– Mas o Presidente não morreu em um desastre de automóvel?

 

– Não, – eu disse – o Presidente está na fazenda e muito bem disposto.

O repórter, que estava com mais pessoas no carro, ficou emocionado quando ouviu a notícia de que JK estava bem, não se conteve e começou a chorar, com o cotovelo apoiado no teto do carro e a mão na testa.

CARLOS MURILO

Voltamos para a fazenda, com um monte de fotógrafos e jornalistas.

Quando eu disse ao Presidente que as rádios haviam noticiado que ele tinha morrido em um desastre de automóvel, JK deu uma gargalhada:

– Eles estão querendo me matar. Sei que tem muita gente que está desejando isso. Mas não vai ser dessa vez que eles vão conseguir.

Dali a pouco, começou a chegar mais gente na fazenda. As pessoas chegavam preocupadas. Queriam apertar sua mão ou abraçá-lo, como se quisessem ter certeza de que ele estava mesmo vivo. Aos poucos, a apreensão foi dando lugar à alegria. E no final, como sempre acontecia quando Juscelino estava feliz, o dia que começara com a notícia de sua morte acabou em festa, como uma grande homenagem à sua vida”.

Dias depois JK morreu em misterioso desastre na Via Dutra, contado em “JK–Momentos Decisivos”, de Carlos Murilo Felício dos Santos, livro definitivo sobre ele. Sábado, 12, JK teria feito 113 anos. Que falta ele faz.

FOLHA

É um velho e macabro ritual na historia brasileira. Quando os presidentes da Republica estão para cair, um jornalão dá o grito em editorial na primeira pagina. E nenhum tem resistido a essas aves de mau agouro. Foi assim com Getulio, Janio, Jango, Collor.

Domingo, de alto a baixo da primeira pagina, em letras garrafais, a “Folha de S. Paulo”, tentando disfarçar mas indisfarçadamente, anunciou a derrubada de Dilma. Não diz como nem quando. Mas logo: “ÚltimaChance”

 

‘Não há, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas alíquotas sobre a renda dos mais privilegiados e à ampliação emergencial de taxas sobre combustíveis, por exemplo.

 

Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. À presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo que ocupa”.

DILMA

Dilma tem sido um patético espetáculo de incompetência e atabalhoamento. Diz uma coisa e faz exatamente outra. As palavras bailam em sua boca como vacas bêbadas soltas no pasto. Cada uma para um lado. Finge de espertalhona e faz do governo um ridículo bate-cabeça.

 

O ministro da Fazenda diz uma coisa e logo o do Planejamento diz outra, porque ela mandou. O Chefe da Casa Civil já nada diz, porque também não adianta, pois ninguém acredita mesmo nele. Nem ele. Confesso não ter a menor competência para entender Dilma. Ou ela passa as noites do Alvorada tomando porres homéricos ou endoideceu de vez.

BARBOSA

A desastrada “nova matriz econômica” que jogou o Brasil no precipício em que estamos vivendo teve três importantes autores:

Dilma, que se considerava ministra da Economia; Guido Mantega cumpridor das determinações presidenciais e Nelson Barbosa secretário executivo da Fazenda de 2011 a 2013. Anteriormente foi secretário Econômico de 2007 a 2008, em seguida secretário-executivo de Política Econômica de 2008 a 2010. Foi também presidente do conselho do Banco do Brasil entre 2009 e 2013 e diretor do BNDES de 2005 a 2006.

Barbosa, como se vê, foi ativo conivente com a política econômica equivocada e um dos arautos do populismo irresponsável maquiador das contas públicas. Dilma tem no ministro do Planejamento o seu porta- voz.

Lula, Dilma, Mantega, Barbosa. Não há pais que aguente essa gente.

17 thoughts on “Falta um JK

  1. JK morreu em 22 de agosto de 1976, em um desastre automobilístico em que também perdeu a vida seu motorista e amigo Geraldo Ribeiro no antigo quilômetro 165 (atual quilômetro 328) da Rodovia Presidente Dutra, em um Opala, na altura da cidade fluminense de Resende, no qual o veículo onde estava, colidiu violentamente com uma carreta carregada de gesso. Até hoje, o local do acidente é conhecido como “Curva do JK”, antes conhecido como ” Curva do Açougue”. Mais de 300 mil pessoas assistiram ao seu funeral em Brasília, onde a multidão cantou a música que o identificava:Peixe Vivo. Seus restos mortais repousam no Memorial JK, construído em 1981, na capital federal do Brasil, Brasília, por ele fundada. Em 1996, seu corpo foi exumado, para se esclarecer a causa de sua morte, levantando-se novamente a polêmica sobre o caso. O laudo oficial da exumação concluiu que foi apenas um acidente de trânsito, sendo tal laudo contestado pelo secretário particular de JK, Serafim Jardim, no livro “JK, onde está a verdade?”. Em 2012, a Comissão Nacional da Verdade (?) decidiu analisar novamente, e de forma minuciosa os crimes políticos ocorridos entre 1946 e 1988, priorizando a morte de Juscelino.

  2. DEU NO R7 NOTÍCIAS – DISPONÍVEL NA INTERNET:

    Nas ladeiras da centenária Diamantina, cidade a cerca de 300 km de Belo Horizonte, no interior de Minas Gerais, um só assunto ecoa: a confirmação pela Comissão da Verdade de São Paulo – Vladimir Herzog de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura militar em 1976.

    Apesar do impacto da notícia, ela não causou espanto aos conterrâneos do político, nascido na cidade em 1902. Afinal, a maioria dos diamantinenses jamais acreditou que a morte do maior político da terra tenha sido fruto de um mero acidente de carro.

    Serafim Jardim, presidente da Casa de Juscelino, museu instalado na residência onde o político foi criado e viveu até o fim da adolescência ao lado da mãe e da irmã em Diamantina, jamais acreditou na versão oficial da morte do amigo. Tanto que em 1999 lançou pela editora Vozes o livro Onde Está a Verdade?, no qual questionava o inquérito sobre a morte do político.

    Jardim conviveu de perto com Juscelino nos nove últimos anos de vida do construtor de Brasília. Três anos antes de lançar o livro, em 1996, Jardim pediu a reabertura do inquérito sobre a morte do ex-presidente, como conta, emocionado, ao R7.

    — Venho lutando pela verdade há 17 anos. Não quero nada mais do que a verdade! E graças à Comissão da Verdade Vladimir Herzog de São Paulo ela foi provada agora. A verdade sempre aparece. O processo da morte de Juscelino foi mal feito, porque eles jamais imaginariam que o caso pudesse um dia ser reaberto e reexaminado. Eu sempre acreditei que um dia seria provado que Juscelino foi assassinado.

  3. REPORTAGEM DA REVISTA CARTA CAPITAL – DISPONÍVEL NA INTERNET

    Ditadura

    Juscelino Kubitschek foi assassinado, conclui a Comissão da Verdade de SP

    O órgão municipal apresentará documento com indícios de que ex-presidente foi alvo de uma conspiração, e não morto em acidente de carro
    por Redação — publicado 09/12/2013 17h07, última modificação 10/12/2013 10h1
    Juscelino Kubitschek

    O ex-presidente Juscelino Kubitschek foi assassinado, e não morto em acidente, conclui Comissão da Verdade

    Juscelino sabia que queriam matá-lo, diz ex-secretário
    Me ofereceram dinheiro para assumir a culpa pela morte de JK, conta motorista
    Comissão da Verdade da Câmara de SP pede perícia sobre morte de JK

    A Comissão Municipal da Verdade Vladimir Herzog, da cidade de São Paulo, vai divulgar na terça-feira 10 um documento com evidências de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961) foi assassinado durante viagem de carro na rodovia Presidente Dutra, e não morto em um acidente, como registra a história oficial.

    O relatório reúne 90 indícios, “evidências, provas, testemunhos, circunstâncias, contradições, controvérsias e questionamentos” que concluem que o ex-presidente foi alvo de um complô em 22 de agosto de 1976. Segundo a versão oficial, JK, que tentava articular a volta da democracia ao País, morreu em um acidente com um Opala na estrada.

    “Não temos dúvida de que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político”, afirma o vereador Gilberto Natalini, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

    As circunstâncias da morte do presidente são investigadas pelo órgão municipal, que busca ajudar a Comissão Nacional da Verdade para esclarecer o caso. Em agosto, Serafim Melo Jardim, secretário particular do ex-presidente nos seus últimos nove anos de vida, afirmou à comissão ter certeza de que JK vinha sendo vigiado. “Eu acompanhei o presidente desde que voltou do exílio. Sempre que viajávamos ele dizia: ‘Estão querendo me matar’.”

    Outro ponto levantado pela comissão na época foi a falta de radiografia no corpo do motorista Geraldo Ribeiro, apesar do fragmento metálico de sete milímetros em seu crânio, que seria um grave indício de arma de fogo. As fotos dos corpos teriam sido retiradas do processo a mando de Francisco Gil Castello Branco, ex-diretor do Departamento Técnico-Científico da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro à época.

    O esforço de JK para o retorno democrático no Brasil nos anos 1970 era motivo de preocupação para os agentes da Operação Condor, aliança político-militar entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai.

    Em uma carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 para João Baptista Figueiredo, o chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, coronel Manuel Contreras Sepulveda, se diz preocupado com a possível vitória de Jimmy Carter nos EUA e o apoio a políticos de oposição à ditadura na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK.

    Segundo ele, os líderes “poderiam influenciar seriamente a estabilidade do Cone Sul”. No ano seguinte ao envio da correspondência, JK morreu em agosto, e Letelier, em setembro.

  4. Orlando Letelier foi assassinado em Washington, no dia 21 de setembro de 1976, pelo longo braço criminoso da DINA, a Direção Nacional de Inteligência criada pela ditadura militar-civil, com a finalidade de exterminar opositores. Letelier escolheu viver em Washington, após ter sido embaixador de Salvador Allende no país do norte, e após passar por numerosas prisões, depois do golpe chileno, pelo “crime” de ter sido socialista e estreito colaborador do Dr. Allende. Os principais autores intelectuais do homicídio foram Augusto Pinochet, o ditador, e seu seguidor na chefatura da DINA, o ex-general Manuel Contreras, condenado a quase 500 anos de prisão por numerosos assassinatos como o de Orlando Letelier.

    Nos Estados Unidos, governava o republicano Gerald Rudolph Ford Jr., que terminou o período presidencial de Richard Nixon, o único presidente estadunidense que renunciou ao cargo. Fez isso no dia 9 de agosto de 1974, simplesmente porque não pôde seguir na presidência depois que ficou comprovado o quanto estava envolvido no caso Watergate, um episódio de espionagem ao partido Democrata, conduzido da Casa Branca, com pleno conhecimento e estímulo do chefe de Estado.

    O autor material do assassinato foi Michael Tonwley, agente da DINA e da CIA, especialista fabricante de bombas com controle remoto (também assassinou, dois anos antes, Carlos Prats, em Buenos Aires, também no mês de setembro, em 30-09-1974, e igualmente com uma bomba instalada em seu automóvel).

    Townley foi imitado pelos terroristas de origem cubana Guillermo e Ignacio Novo Sampoll e José Dionisio Suárez Esquivel e outros terroristas made in Chile financiados pelo Estado construído pela ditadura civil-militar, como o oficial de exército Armando Fernández Larios. Hoje, todos estes capangas vivem em absoluta liberdade nos Estados Unidos. O promotor Propper negociou com Townley e o transformou de acusado em testemunha. Vive tranquilamente com identidade desconhecida, como “testemunha protegida”, e o próprio Propper me contou que ainda trocavam felicitações de aniversário, quando visitou Caracas, em fevereiro de 1983, para apresentar seu livro “Laberinth, a história do Caso Latelier”, escrito pelo ex-promotor com Taylor Branch.

    O assassinato terrorista no coração da capital estadunidense, Av. Sheridan Circle, Embassy Row, foi uma afronta à propalada segurança que Washington pode oferecer ao corpo diplomático e personalidades estrangeiras. Também foi uma profunda ferida emocional para sua família. Seus pais, Orlando Letelier Ruiz e Inés del Solar R., precisaram viajar a Washington para velar o filho a quem a ditadura retirou a cidadania chilena, semanas antes do assassinato, e que, portanto, não poderia retornar ao Chile, nem mesmo como cadáver. Foi sepultado provisoriamente no Cemitério do Leste, em Caracas, após um velório solene no Conselho Municipal da capital da Venezuela.

    A trajetória de Letelier

    Orlando Letelier foi dirigente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH) até 1952. Em 1955, ingressou no recém-criado Departamento do Cobre, antecessor da atual Codelco (Corporação do Cobre), de onde foi demitido em 1959, sob o governo de direita de Jorge Alessandri Rodríguez. O então senador Salvador Allende denunciou sua demissão como perseguição política.

    Letelier se mudou para Venezuela, onde trabalhou como consultor do Ministério da Fazenda. Mais tarde, ingressou no recém-criado Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde se tornou economista sênior e diretor da divisão de empréstimos.

    Foi também consultor das Nações Unidas, responsável pela criação do Banco Asiático de Desenvolvimento.

    O presidente Allende, que assumiu em novembro de 1970, em virtude de seus contatos no país do norte, fez dele embaixador nos Estados Unidos, em janeiro de 1971. Ali, teve que lidar com as indisposições corporativas e governamentais, em razão da nacionalização da grande mineração do cobre que, aprovada por unanimidade, em julho de 1971, por todos os setores políticos representados no Congresso Nacional, despertou a ira das grandes transnacionais mineiras estadunidenses, como The Anaconda e Braden Copper, que contribuíram com fundos para desestabilizar Allende por meio de El Mercurio e a sedição manipulada pela CIA a partir da Embaixada dos Estados Unidos.

    Em 1973, de retorno ao seu país, serviu sucessivamente como ministro de Relações Exteriores, Interior e Defesa. Na manhã do dia do golpe, 11 de setembro de 1973, Allende lhe pediu que não fosse ao palácio presidencial, mas, sim, para o seu escritório no Ministério da Defesa para se informar sobre a situação militar. Foi preso enquanto entrava no edifício, situado em frente ao palácio presidencial, e levado para o regimento Tacna, onde foram assassinados muitos colaboradores de Allende que trabalhavam no La Moneda. Depois, Letelier foi conduzido à Escola Militar, onde estavam presos 50 funcionários próximos ao Presidente. Dali foi levado para a Ilha Dawson, perto da Antártida, habilitada como prisão militar.

    Mais tarde, foi conduzido à Academia de Guerra da Força Aérea (AGA), convertida em prisão do Serviço de Inteligência desse ramo militar, o SIFA.

    Finalmente, foi levado ao campo de concentração de Ritoque, atualmente um local de urbanização de luxo, a poucos quilômetros de Valparaíso e Viña del Mar, cujos moradores atuais ignoram que foi um lugar de sofrimento.

    Libertado em outubro de 1974, por uma gestão do governo da Venezuela, a cargo do então governador de Caracas, Diego Arria, seu amigo desde os tempos do BID, após trabalhar em Caracas como assessor jurídico do ministério da Fazenda, Letelier foi morar nos Estados Unidos. Em Washington, desempenhou-se como pesquisador do Institute for Policy Studies (IPS), dedicado ao estudo de políticas internacionais.

    Também foi diretor do Transnational Institute, um think tank de políticas progressistas com sede em Amsterdã, e trabalhou como docente na Escola de Serviços Internacionais da American University, em Washington.

    Porém, seu trabalho real e principal consistiu em utilizar sua influência para lutar contra a ditadura. Dedicou-se completamente em escrever, fazer conferências e pressão ao Congresso dos Estados Unidos e aos governos europeus contra a ditadura militar, até se tornar rapidamente a voz mais destacada da oposição chilena. Inclusive, conseguiu evitar a concessão de empréstimos solicitados pela ditadura, que lhe retirou a nacionalidade chilena por decreto, promulgado no dia 10 de setembro de 1976, quando já estava em marcha o plano para assassiná-lo. Letelier respondeu: “Fui privado de minha dignidade de chileno, mas eu quero que vocês saibam que eu sou chileno, nasci chileno e morrerei chileno. Eles, os fascistas, nasceram traidores, vivem como traidores e serão recordados sempre como fascistas traidores”.

  5. Eu quero ver até que ponto o povo e as instituições vão aguentar essa mulher no governo. Parece ser impossível que isso vá se estender até 2018.

    É muito tempo de sofrimento para se suportar. Não acredito.

  6. É bom tomar cuidado! O feitiço pode virar contra o feiticeiro. Lembrem-se do Correio da Manhã com seus editoriais. Alguns anos após o golpe, sua proprietária, Niomar Muniz Sodré, estava presa. Até Carlos Frederico Werneck de Lacerda, o corvo safado, foi encarcerado depois do AI 5, logo ele, o “intérprete da revolução”. Vale a pena ler o comentário cujo link segue abaixo.

    http://tijolaco.com.br/blog/?p=29573

  7. Essa história de que JK foi morto pela ditadura é balela.
    Quanto ao impeachment da mulher sapiens quem quer são 93% da população do Brasil e, político tem medo do povo daí…
    Mas continuo com meu pensamento de que para colocar essa miserável pra correr, somente uma intervenção.
    Boa tarde e um abraço para todos.

  8. HÁ MUITO EU ESCREVI AQUI NO BLOG DA TRIBUNA NA INTERNET: Um dia antes do acidente que vitimou Juscelino, um radialista anunciou que ele tinha morrido em um desarte. Juscelino já estava em São Paulo. Juscelino voltaria de avião; na ultima hora chama o motorista e voltou de carro quando aconteceu o desastre que lhe ceifou a vida. Naqueles tempos sombrios, era comum os orgãos de segurança e a máfia de jogos e entorpecentes, contratar gente para por baixo dos carros desaparafuzar alguma peça. O indivíduo saia naturalmente e numa curva acontecia o desastre quase sempre fatal. Os jornalistas investigativos nunca se detiveram nesses acontecimentos que foram muitos. Agora Nery dá sua versão, como sempre, ele é o ator principal. Nery nunca escreveu sobre isso, é a primeira vez. Deve estar lendo o Blog da Tribuna na Internet.

  9. Independente das versões sobre as mortes de ex-presidentes, se a mando de alguns ou naturais, eu pediria que os comentaristas me explicassem as razões pelas quais a morte de JK veio à tona?!
    Lula, ex-presidente, corre riscos de morte?
    Excetuando o suicídio de Vargas – abordo o tempo que eu já era nascido – até a época atual não tivemos presidentes assassinados durante o mandato, portanto, esta tradição não nos pertence.
    Agora, desde Castelo Branco, Tancredo, Jango, JK, volta e meia o tema é discutido, como se a descoberta da verdade quanto à morte dessas pessoas fosse resolver os problemas de agora ou, lá pelas tantas, não seria mesmo de propósito este assunto para desviar as nossas atenções sobre este desgoverno petista?
    Se JK foi ou não assassinado, a questão atual é bem mais grave, pois envolve milhares de pessoas que estão sendo mortas pelo PT por falta de condições de vida, desde a saúde à segurança, absolutamente inexistente neste País, que nos deixa à mercê da vontade de qualquer criminoso matar quem ele quiser.
    Por último, completo a pergunta acima aos meus colegas comentaristas sobre a quem interessaria a morte de JK?
    Que perigo acarretaria este célebre brasileiro – o último presidente que trouxe esperança ao brasileiro nos últimos sessenta anos?

  10. Sr. Francisco Bendl,

    O senhor pergunta: “Agora, desde Castelo Branco, Tancredo, Jango, JK, volta e meia o tema é discutido, como se a descoberta da verdade quanto à morte dessas pessoas fosse resolver os problemas de agora ou, lá pelas tantas, não seria mesmo de propósito este assunto para desviar as nossas atenções sobre este desgoverno petista?” Respondo: Em primeiro lugar nada neste mundo poderia nos fazer desviar do assunto e desfocar nossas atenções sobre este criminoso governo petista. Esta Tribuna, aliás, tem publicado artigos e mais artigos, cotidianamente, sobre as ilegalidades do governo do PT. Seu temor de que alguém colocou a descoberta da verdade sobre a morte de JK fica prejudicado. Não faz nenhum sentido. Chega a ser injusto com os historiadores e com a memória do ex-presidente JK. E a função informativa de um jornal combativo como a Tribuna da Internet não pode ficar única e exclusivamente dedicada a informar sobre os desvios éticos do PT e deixar de informar outros assuntos de destaque que ocorrem no Brasil e no mundo. Assim, o Dr. Jorge Béja aqui já nos falou de São João Bosco, no dia do bicentenário de nascimento deste Santo, artigo que rendeu muitos comentários. Seria capaz o senhor de perguntar se o artigo do Dr. Jorge Béja não visaria desfocar nossa atenção dos desvios do PT ? A Tribuna já publicou matéria sobre o Papa Francisco: seria, para o senhor, um diversionismo da Tribuna porque publica notícia sobre um padre lá de Roma que em nada vai conter a fome e a violência atual no Brasil?

    A Tribuna da Internet publica também poesias. Ultimamente, também, têm surgido artigos sobre as mortes por afogamento e a situação degradante de emigrantes que saem da África para tentar chegar à Europa. Não deveríamos publicar isso também, pois não tem nada a ver com a situação atual do Brasil ? Aqui também já se publicou sobre o drama financeiro da Grécia, sobre a viagem do Papa a Cuba, hoje publica-se sobre um escândalo do PSDB em São Paulo, com a desapropriação de um lixão, o que custou ao erário paulista a fortuna de um bilhão de reais, em ação que a Procuradoria do Estado, envolvida, vem postergando. Nada disso, no entanto, nos tira o foco da canalhice do governo do PT, do desejo que temos de ver a Justiça feita e, assim, Lula na prisão.

    A morte de Juscelino Kubitschek é ainda uma cicatriz aberta no coração de milhões de brasileiros que o acompanharam, que o viram criar Brasília (como criou a Pampulha em Belo Horizonte) e Juscelino sempre teve a devoção popular. Muitos não acreditavam, eu inclusive, que a morte de Juscelino tivesse ocorrido por um acidente banal de trânsito. Foi assassinato e pela Ditadura. Após muitos esforços, exumações fraudulentas, chegou-se à verdade: JK foi assassinado. Vou responder à sua última pergunta, que é: ” Por último, completo a pergunta acima aos meus colegas comentaristas sobre a quem interessaria a morte de JK?”

    Sr. Bendl, em primeiro lugar as circunstâncias da morte de JK interessam à História. Não podemos entender o que acontece agora no Brasil se desconhecemos a História do país. A Ditadura mudou irreversivelmente a composição política do Brasil, e é dessa herança que surgiu o PT, bem como outros partidos de oposição e situação. Os partidos hoje não são os mesmos de antes de acontecer a Ditadura. Aprendemos com a História da morte de Juscelino a saber como tem sido a intromissão dos Estados Unidos da América na vida política não só do Brasil, mas de todos os países satélites de Washington, como descrevi: “Em uma carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 para João Baptista Figueiredo, o chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, coronel Manuel Contreras Sepulveda, se diz preocupado com a possível vitória de Jimmy Carter nos EUA e o apoio a políticos de oposição à ditadura na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK.

    Segundo ele, os líderes “poderiam influenciar seriamente a estabilidade do Cone Sul”. No ano seguinte ao envio da correspondência, JK morreu em agosto, e Letelier, em setembro.”

    Aprendemos que, a CIA agia tanto aqui quanto em todo o cone sul, provocando assassinatos, como o do Chanceler chileno Orlando Letelier, morto um mês depois de JK : ” após passar por numerosas prisões, depois do golpe chileno, pelo “crime” de ter sido socialista e estreito colaborador do Dr. Allende. Os principais autores intelectuais do homicídio foram Augusto Pinochet, o ditador, e seu seguidor na chefatura da DINA, o ex-general Manuel Contreras, condenado a quase 500 anos de prisão por numerosos assassinatos como o de Orlando Letelier.”

    Não podemos desprezar a CIA nem mesmo nos dias atuais. Lembre-se que as agências de espionagem americanas vigiaram telefonemas de Angela Merkel, de outros dirigentes mundiais, e até da Presidente do Brasil, Sra. Dilma Roussef. Lembre-se também que Lula foi treinado pela CIA, nos EUA, para fazer frente a líderes supostamente “comunistas” como Leonel Brizola, e o PT foi criado como alternativa de “esquerda” anti-comunista !

    O próprio governo federal, dos diversos presidentes, mantêm zelo pela sua História, por seus heróis e mártires: Assim, em todo o dia 21 de abril celebra-se o martírio de Tiradentes, que teve o sonho subversivo de ver o país independente de Portugal. Celebra-se também, em todo dia 7 de setembro o grito de Independência do Brasil, dado por D. Pedro I às margens do Ipiranga. Não, Sr. Bendl, não podemos desprezar a nossa História do Brasil, até para saber o que queremos. Quem não sabe o que quer, não entende o que encontra ! A guerra ao PT só pode ser efetiva se utilizarmos para ela o manancial de nossa História. Permita-me recomendar-lhe o melhor livro de História do Brasil já publicado. Ele ainda pode ser encontrado, talvez em sebos : “História Sincera da República”, de Leôncio Basbaum, Editora Alfa-Omega, Segunda Edição, São Paulo (em 4 volumes), 1976. Com ele, o senhor vai compreender melhor o que estou falando.

    Espero, sinceramente, ter respondido à sua pergunta, dirigida aos comentaristas que falaram em JK. Delenda PT !

    PS: A morte de Jango (por envenenamento) e a de Tancredo ainda estão em investigação.

  11. Meu caro Ednei Freitas,
    Tenho reiteradamente elogiado a Tribuna da Internet pela variedade de temas que coloca à nossa disposição.
    Penso que escrevi ontem a respeito do que afirmei acima.
    Quanto à morte de JK, se a duvidosa Comissão da Verdade descobriu que foi assassinato, esclarecido está o pretenso acidente de carro que o vitimou, portanto.
    Desta forma, a História registrará o desaparecimento do ex-presidente JK como eliminado pela ditadura, pois quando questionei as razões pelas quais hoje é manchete a morte em questão, elucidada ela já foi pelas tuas próprias palavras, Ednei, que corroboram com as minhas de maneira indireta, ou seja, caso resolvido.
    Punir-se-á quem, nessas alturas?!
    Descobrir-se-á o assassino e/ou seu mentor intelectual?
    Evidente que os temas atuais são mais relevantes que os de outrora, aliás, infinitamente mais importantes. E não que JK não nos mereça o devido respeito e reconhecimento por ter sido o último presidente que trouxe esperança ao povo com a construção de Brasília e demais obras, em consequência, é que a situação no momento é de crise absoluta na política, economia, e na vida do cidadão brasileiro!
    Escrevi vários comentários tecendo rasgados elogios a Juscelino, pois, eu, irmão e mãe, em 1959, saímos do RS para Brasília, justamente em busca de novas oportunidades de crescimento pessoal, familiar e profissional.
    Sou testemunha dos milhares de rostos que vi com brilho nos olhos quando desciam na Rodoviária, Aeroporto e vindos nas carrocerias de caminhões Ford e Chevrolet Brasil, conhecidos como Pau de Arara!
    Vi gente que chegava de carroça, que viajava semanas inteiras sem condução, andando, acampando à noite, na esperança de uma vaga de trabalho ou instalar um pequeno negócio.
    Conheci o caboclo, o matuto, o citadino, o homem do interior, letrados e ignorantes, refinados e toscos, engenheiros e serventes, motoristas e candangos.
    Morei em acampamentos de empresas construtoras, e minhas refeições eram feitas nas cantinas.
    Aos doze anos, meus pés encostavam no acelerador, freio e embreagem de qualquer veículo, e passei a dirigir caminhão, camionete, automóvel e até trator, os Caterpilar D4 e D6!
    Não houve para mim, Ednei, melhor presidente que JK pelo que ele proporcionou ao povo, pela integração nacional, pelo objetivo de se erguer uma capital e cidades satélites, estradas que abriam o País de norte a sul, de leste a oeste.
    Passei fome, dormi sujo, andei descalço porque eu crescia muito e rápido, então não havia como comprar sapatos, e eu andava com chinelos “japoneses, nome que antecedeu às sandálias havaianas, que soltavam as tiras e fediam, e muito!
    Eu mascarava a miséria que vivíamos com o uniforme do colégio Dom Bosco, inicialmente com a camisa parda e calça cáqui, mais tarde a calça e a camisa de linho, na cor cinza.
    O uniforme era a roupa que eu saía aos fins de semanas e ia à missa.
    Repito mais uma vez, que jamais esquecerei quando JK visitou Taguatinga, em 1962 ou final de 61, não me lembro bem, mas ele não era mais presidente, e apertei-lhe a mão, juro pelos meus amados filhos!
    Assim, comentar sobre JK desta maneira, apenas com relação ao tipo de morte, se assassinado ou acidental, é muito pouco pelo que este homem fez e representou para o povo e País, que me obriga a te devolver respeitosamente, claro, a reprimenda que me fizeste quando perguntei em comentário anterior por que a preocupação agora com JK?
    O mineiro deveria ter estátuas em sua homenagem em todas as cidades brasileiras, diante do desenvolvimento que teve o Brasil em índices e velocidade jamais vistas na República.
    Juscelino teria sido perfeito, Ednei, se levasse em conta que, paralelamente às construções das estradas, que ligava Brasília com os demais Estados da Federação, a construção de ferrovias, pois haveria apenas uma obra com a utilidade para duas opções, trem e caminhão.
    Mas teria sido pedir muito para esta pessoa, que lutou ferozmente contra uma oposição traidora aos anseios do cidadão e deste Brasil, exatamente o que faz hoje o PT conosco e País, ao nos roubar e dilapidar o erário, assaltar estatais e aparelhar o Estado, além de transformar o STF em apêndice do Executivo.
    Pensas que somente a verdade sobre a morte de JK bastaria pelo que ele fez, Ednei?
    Ledo engano.
    JK deverá ser lembrado não pela tragédia, mas pelo esplendor;
    JK deverá constar na História não como mais um presidente eleito e assassinado após o seu mandato, mas pela sua obra, pelo seu patriotismo, pela sua visão de futuro;
    JK deverá ser cultuado não porque foi morto pela ditadura (a meu ver, ainda não esclarecido devidamente esta afirmação), mas porque possibilitou que o Brasil renascesse para si mesmo, ao interligar os Estados e permitir que o sul conhecesse o norte e vice-versa, igualmente o leste e oeste, pela união de um vasto território que se conhecia somente pelos mapas!
    O que se poderá fazer, Ednei, que se comenta JK ter sido assassinado?
    Nos livros de História constará a mudança das palavras acidente para eliminado, e quanto ao empreendedorismo de JK?
    E sobre ele ter sido o responsável por milhões de pessoas sonharem uma vez em suas vidas medíocres, que levavam em seus Estados de origem?
    Nada?
    Nenhuma palavra?
    Por favor, Ednei, mil vezes o silêncio que o estardalhaço fortuito, ocasional, inócuo.
    Respeitemos o grande presidente, que pouco importa se morto acidentalmente ou assassinado, pois permanecerá na mente de brasileiros que construíram a capital federal a obra de JK, o seu largo sorriso, o trabalho que conseguiram, as famílias que se formaram, as fortunas obtidas, até mesmo as decepções e as derrotas sofridas, mas JK deixou patente a luta, a chance, a oportunidade, que movimentaram o Brasil e trouxeram gente do mundo todo para o Planalto Central, e fizeram esta terra ser conhecida no Planeta, e seu povo admirado e respeitado pela grandiosidade da cidade surgida do nada, apenas do sonho de um italiano conhecido como Dom Bosco, que viu, em 1883, o que hoje, em parte, é realidade. Reforça esta convicção o teor mesmo da narração: “Quando vierem explorar as riquezas escondidas neste planalto, surgirá aqui a terra prometida, onde jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.”
    Saudemos a memória de JK, Ednei, e não a sua morte.
    Um abraço, meu caro amigo.

  12. Um abraço, Sr. Francisco Bendl. Concordamos e muitas coisas e discordamos, creio, em poucas. O que interessa para a História do Brasil é a montagem do puzzle (quebra-cabeças) sobre como entendemos o passado, com as pistas que este passado deixou, para planejarmos agora o que queremos para o futuro e saber quem são os nossos amigos e quem são os nossos inimigos.

    A conclusão de que Juscelino foi assassinado significa que a Ditadura brasileira (como a chilena) não se contentou em cassar as lideranças do país. Juscelino vivo era uma ameaça (assim sentida pelos militares) de que a República lhes poderia fugir das mãos, restaurando o processo democrático. Isto não saiu só da cabeça dos generais brasileiros. Isto veio da CIA, à qual os generais tinham como orientadora. E as ditaduras do cone sul trabalhavam em conjunto, tanto que ” “Em uma carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 para João Baptista Figueiredo, o chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, coronel Manuel Contreras Sepulveda, se diz preocupado com a possível vitória de Jimmy Carter nos EUA e o apoio a políticos de oposição à ditadura na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK.”

    Juscelino era insuspeito de comunismo, também Carlos Lacerda grande opositor a Juscelino. Mas ambos eram lideranças. A Ditadura não suportava as lideranças pelo mesmo motivo que o Coronel Contreras Sepulveda não suportava as lideranças chilenas. Motivo: políticos que poderiam ser reforçados por Jimmy Carter, numa eventual vitória, para se opor à Ditadura. A Ditadura cassou o mandato e os direitos políticos dos quatro líderes que o país tinha: Juscelino, Miguel Arrais, Carlos Lacerda e Leonel Brizola.

    Carlos Lacerda ficou sem voz porque seus partidários da UDN aderiram imediatamente à Ditadura, fundando a ARENA. E foi-se o sonho de Lacerda ser Presidente da República. Ele teve de recolher-se e voltar para seu jornal e sua livraria. Creio que por isso não foi também morto pela Ditadura. Havia, no entanto, uma liderança incômoda para a Ditadura: Leonel Brizola, no Rio de Janeiro e Miguel Arrais, em Pernambuco. Veio a Anistia, resultado da luta de heróis do povo brasileiro, heróis anônimos que se mobilizaram pela Anistia. A CIA precisava dar um jeito para neutralizar as lideranças à esquerda tanto de Brizola quanto de Arrais. É aí que entra Lula (pelos braços de Golbery) que foi treinado nos Estados Unidos para ter um discurso radical de esquerda, mas falsa esquerda, para ocupar o espaço principalmente de Leonel Brizola. Em tempo de Guerra Fria para contrapor-se ao comunismo, que a CIA e os generais acreditavam ser o objetivo de Brizola e Arrais. Já na Anistia, a Ditadura estava enfraquecida e já não podia mais matar Brizola e Arrais, porque viraria uma comoção social. Lula foi feito de encomenda para dar continuidade ao governo dos generais e ao governo que a CIA desenhou para o Brasil. O resultado está aí, a nossos olhos !

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