Faltam 8 dias, cansativos, infundáveis e dispersivos, para Lula “desencarnar” e Dona Dilma se materializar. Haja o que houver, ela é presidente eleita. Lula diz: “Por MIM”.

Helio Fernandes

A página 3 de “O Globo” de ontem, do alto até o final, preenchida (?) com a foto de 35 ministros. Alguns se julgando mesmo ministros, embora ocupem apenas secretarias, outros nas secretarias oficiais, mas exigindo o tratamento de ministros.

Pode ser engraçado, ridículo, extravagante, mas não anormal. Mais dois, e Dona Dilma  atinge o mesmo número de 37, que foi o alarme e a conquista da “governabilidade” para Lula.

FHC sempre gostava de repetir, era uma forma de aparecer: “Sem medida provisória não há GOVERNABILIDADE”. Era a sua realidade. Votos no Congresso, comprava quando necessário, e aconteceu para obter a REELEIÇÃO no cargo.

Lula, que nem sabia muita coisa, apostou (e ganhou) na GOVERNABILIDADE negociada, e foi negociando dia-a-dia, pagando o preço do mercado. Não fez a REFORMA PARTIDÁRIA, que entre as mais NECESSÁRIAS ou INDISPENSÁVEIS, é sem dúvida a mais importante.

É culpa e desastre representativo, vindo diretamente do presidencialismo-pluripartidário, grande alimentador da corrupção. Lula não precisou fazer essa reforma, Dona Dilma nem examinará qualquer projeto que possa atingir as cúpulas partidárias. Não vai hostilizá-las.

Já disse e volto a constatar: esses 35 ministros (por enquanto) podem aumentar. Não representam nada nem ninguém, também não representarão (insisto na palavra para ressaltar a importância da REPRESENTATIVIDADE) nenhuma divisão ou confronto anti-Dilma.

Esses 35 ministros colocados e garantidos nos seus “15 minutos de fama”, não comerão  as castanhas de Natal de 2010, não terão tomado posse. Muitos deles não comerão as castanhas de Natal de 2011, o prazo de validade deles já estará esgotado.

Os problemas gravíssimos que exigirão esforços exaustivos da parte de Dona Dilma, não virão da área ministerial, não serão mesmo pessoais. É evidente que, se tivessem outro gabarito, poderiam ajudar. Mas primários e desconhecidos, não prejudicarão.

 ***

PS – Napoleão gostava muito de repetir: “Não tenho medo do inimigo pela frente, só do vento pelas costas”.

PS2 – Se Dona Dilma quiser segui-lo, e como o que pode vir por trás dela não será um simples vento, e sim um vendaval, que não deixe de olhar, ao mesmo tempo (será possível?) para todos os lados.

PS3 – No momento sopra ligeiramente. Se pretender se avolumar apenas para 2014, nada grave. O pior de tudo, que não deixam mesmo de forma indevassável, é se começar a crescer avassaladoramente, logo a partir de 2011. Aí, o que fazer?

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