Família Niemeyer critica ‘Brasília by Cingapura’

Reportagem de Felipe Werneck, da sucursal carioca do “O Estado de São Paulo”, informa que o contrato de “planejamento estratégico” com a empresa Jurong Consultants, assinado em Cingapura pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz está motivando uma campanha contrária do Arquitetos do Brasil, que agora ganhou reforço da Fundação Oscar Niemeyer.

Todo o processo foi feito sem licitação e sem participação de brasileiros.

Na última semana, as imagens de Brasília ganharam o mundo nas notícias sobre seu principal criador, Oscar Niemeyer, que morreu no dia 5. No intuito de preservar esse legado, a família do arquiteto se uniu, agora, ao Instituto dos Arquitetos do Brasil, na crítica à decisão do governo do Distrito Federal de contratar uma empresa de Cingapura para planejar os próximos 50 anos da capital federal. Sexta-feira, foi lançada a campanha “Niemeyer Sim! Brasília By Cingapura Não”.

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SURPRESA

“Fomos pegos de surpresa, não tivemos a oportunidade de participar do processo”, disse o secretário executivo da Fundação, Carlos Ricardo Niemeyer – bisneto do arquiteto -, na cerimônia em que, o prédio do IAB-RJ passou a se chamar “Casa do Arquiteto Oscar Niemeyer”.
Carlos disse que a família esteve focada unicamente com o estado de saúde de Niemeyer nos últimos meses e, por isso, não pôde dar a devida atenção ao caso Jurong. “Mas é uma preocupação nossa. Precisamos entender o que pode ser feito. No mínimo, que haja uma discussão apropriada com a cidade a respeito de seu futuro.” Ele ressaltou que o fato de se tratar de empresa estrangeira não é um problema em si, mas o processo configura “agressão ao plano de Lúcio Costa”

Newton Lins, secretário de Assuntos Estratégicos do DF, disse, em outubro, que a Jurong foi escolhida por apresentar “técnica inovadora de análise territorial” e possuir “larga experiência em macrozoneamentos, com portfólio invejável de projetos pelo mundo”. “A essência é mais de desenvolvimento econômico do que urbanístico. O mais importante é atrair investimentos. Ficam assustados porque é algo novo.”

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