Faz sucesso na internet uma comparação entre os preços dos combustíveis e dos carros no Brasil e na Argentina (que importa gasolina da Petrobras).

Carlos Newton

A mensagem baixo, escrita por um consumidor gaúcho que infelizmente não se identifica, está rolando na internet, onde desperta forte indignação. Foi enviada à Tribuna da Imprensa pelo advogado e delegado Manoel Vidal, ex-Chefe da Polícia do Estado do Rio de Janeiro, que está se sentindo roubado. Vejam só como o texto é interessante e revelador:

Buenas… Para  os leitores aproveitarem bem antes de abastecerem seus veículos, vou mandar alguns números da nossa vizinha Argentina. Como atualmente há uma preocupação muito grande com o preços  dos combustíveis, por lá os números  são os seguintes:

Gasolina  comum (igual a nossa, mas sem álcool) – 1,99 pesos = R$ 1,00 

Gasolina  Super – 2,30  pesos = R$ 1,15

Gasolina Fangio de  alta octanagem – 2,89 pesos = R$ 1,45 

Como sabemos, nossa gloriosa Petrobras exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65 o litro. Assim, podemos ver como estamos sendo roubados pelo governo, enquanto o contrabando vai aumentando. Aliás, o  contrabando de gasolina  na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma  reportagem na RBS TV, Rede Globo. 

Acho que a matéria foi encomendada. Nela um professor universitário de Porto Alegre decidiu alertar alertar  para os “perigos” de se abastecer os carros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa “pra já”. 

Só ficou  faltando a explicação sobre os carros produzidos em larga escala aqui e exportados  para lá.  Serão um modelo especial?  Para mim, o que  pode acontecer é nossos carros engasgarem ao entrar em contato  com gasolina de verdade,  pois estão acostumados com essas ‘garapas mixurucas’ que nos vendem a R$ 2,89.  E os milhares de carros de turistas brasileiros que cruzam a fronteira e circulam à vontade por lá, sem qualquer problema?

 No  setor veículos não  é diferente. Vamos conferir a tabela dos carros  zero quilômetro:

Gol  3 portas Power – 27.600 pesos (R$ 14.800,00)

Ford F250
– 108.500 pesos (R$ 54.300,00)

Vectra CD
– 82.600 pesos (R$ 41.300,00 ) 

Ford Eco Export DIESEL 4X4  – R$ 35.000,00

Nissan Frontier
4×4 – 22.000 dólares, ou  menos de R$ 44.000,00
em uma agência em Oberá.  

E  por aí vão as  diferenças, ressaltando  que praticamente todos os carros, de qualquer marca, têm a  opção de virem com motor diesel. 

Eu estava esquecendo… As estradas pedagiadas, com terceira trouxa (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custam para cada 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70.  Para  nós gaúchos, percorrermos  a mesma distância, o preço é de R$  28,00.  

Existe  uma explicação lógica para uma diferença  tão brutal? Claro que existe. Os argentinos não são explorados pelos governantes e pelos políticos, e lá os impostos não são massacrantes como no Brasil. Certamente porque somos uns trouxas, covardes, pusilânimes, pois num povo com dignidade, isso já teria mudado há muito tempo.

***

Em adendo  ao gaúcho revoltado, podemos lembrar que, com uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo, a gasolina brasileira está entre as mais caras do planeta. Levantamento da consultoria norte-americana Airinc mostra que o galão de 3,8 litros (medida adotada nos Estados Unidos) custa, em média, US$ 7,74 no país (cerca de R$ 12,54). Nos Estados Unidos, o mesmo galão custaria US$ 3,59 (R$ 5,8). A diferença é de 115%. No Brasil, os impostos representam 43% do preço final dos combustíveis.

Entre os países produtores de petróleo, o preço do Brasil é o maior. Na Venezuela, por exemplo, o galão custa apenas US$ 0,06. Na Arábia Saudita, o valor é de US$ 0,45 e no Kuwait, US$ 0,81.

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