Federal Reserve injeta 1,5 trilhão de dólares para segurar economia americana

Operadores na Bolsa de Nova York

Crise nas bolsas é da maior gravidade

Pedro do Coutto

Diante da crise detonada na economia dos Estados Unidos e do resto do mundo pelo coronavírus e também pelo mercado de petróleo, o Banco Central americano anunciou que vai liberar um montante fantástico de 1 trilhão e 500 bilhões de dólares para assegurar a estabilidade da economia do país  tentar bloquear ameaças ao mercado financeiro norte-americano que envolve também uma série de países.

Para se ter uma ideia da gravidade do problema, basta dizer que 1 trilhão e 500 bilhões de dólares equivalem a cerca de 7% do PIB dos Estados Unidos calculado em torno de 19 trilhões de dólares por ano.

É MUITO DINHEIRO – Aliás, 19 trilhões de dólares representam 19% do produto mundial, que atinge aproximadamente 100 trilhões de dólares por ano. Estabelecida essa medida, temos de esperar seus efeitos concretos porque evidentemente a quantia terá de ser liberada em parcelas na medida em que o objetivo é socorrer os setores produtivos e reprodutivos do país. Uma comparação, o volume a ser injetado pelo FED supera o PIB brasileiro.  O PIB brasileiro está orçado em 6,5 trilhões de reais.

Com base nesse quadro urgente pode se ter a dimensão verdadeira do impacto negativo do coronavirus, principalmente no mercado econômico do planeta. Isso de um lado. De outro, verifica-se que o presidente Jair Bolsonaro não estava certo quando disse que o vírus estava superestimado.

PROBLEMA É GRAVE – Ao contrário, verifica-se agora a dimensão e extensão dos prejuízos e do tempo necessário para recomposição do sistema imunológico e a compensação dos efeitos que o vírus está causando. Tanto assim que o próprio presidente da República fez teste para definir se teria sido contaminado ou não em sua viagem recente aos EUA.

É o que acontece quando se fazem afirmações a serem confirmadas na prática pela ciência. Constata-se que o impacto está sendo universal e atingindo vidas humanas cuja perda poderia não ter ocorrido se o vírus não tivesse alcançado a altura a que chegou. Vidas humanas não têm preço, não são ações do mercado acionário cujos prejuízos podem ser recuperados pouco tempo depois.

OUTRO ASSUNTO – O ministro Paulo Guedes anunciou que o governo vai se utilizar de um parecer do Tribunal de Contas da União para recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a derrubada do veto que impedia o aumento dos benefícios de prestação continuada do INSS, concedidos a deficientes físicos e idosos carentes.

O TCU, pela constituição, é um órgão auxiliar do Poder Legislativo. Mas não tem nenhuma influência na preparação das leis e na derrubada de vetos.

 

 

3 thoughts on “Federal Reserve injeta 1,5 trilhão de dólares para segurar economia americana

  1. “Vidas humanas não têm preço, não são ações do mercado acionário cujos prejuízos podem ser recuperados pouco tempo depois.” De que adiantam países e mercados sem povo saudável ? Para a natureza talvez seja até bom, mas para a humanidade é péssimo. E de que adiantaria tb à natureza a sua beleza exuberante se não tiver ninguém para contemplá-la ? Povo sadio é mais importante do que país e mercado.

  2. O grande e experiente Jornalista Sr. PEDRO DO COUTTO nos informa que o FED vai injetar a gigantesca quantia de US$ 1.500 Bi. na Economia Americana, com stab-by do que mais for necessário.

    Isso é fruto da experiência do FED em administrar Crises medidas pelo termômetro da Bolsa de Valores.

    Na época do Crash de Wall Street de 1929, acreditava-se que a injeção de gigantesca quantidade de LIQUIDEZ produziria grande INFLAÇÃO.
    Não se injetou a LIQUIDEZ necessária e o Mundo caiu na maior DEPRESSÃO causadora de altíssimo DESEMPREGO, que entre outras coisas gerou DESEMPREGO de 30% e Sub-Emprego na Alemanha que gerou o terrível HITLER/NAZISMO/2ª Guerra Mundial.

    Em 1987 houve outro grande Crash em Wall Street, se injetou tremenda LIQUIDEZ e o DESEMPREGO foi pequeno e a Crise foi muito mitigada. Mesma coisa em 2007/2008.

    Então injeção maciça de LIQUIDEZ no Sistema Bancário ( Quantitative Easing) não tem Custo Social? Claro que tem, porque na verdade é um aumento na Dívida Pública pagável em +- 50 anos de suaves prestações, mas com isso se evita a quebradeira geral, o maciço DESEMPREGO e as inevitáveis DITADURAS TOTALITÁRIAS de Esquerda ou de Direita,e provável Guerra Mundial como foi a Segunda.

    Mas o melhor mesmo era não ter CRISE.

    Os Bancos Centrais aprenderam qual é o menor dos Males; Quantitative Easing. Beeem menor.

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