“Federalização representará um retrocesso lamentável”, diz família de Marielle em carta enviada ao STF

STJ avalia força-tarefa com policiais estaduais do Rio e federais

Andréia Sadi
G1

A família da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), assassinada em 2018, enviou uma carta a ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na qual afirmou que a eventual federalização do caso representará um “retrocesso lamentável”.

Conforme o blog já informou, a Procuradoria Geral da República (PGR) avalia que a federalização seria um “remédio processual”. O STJ pode tomar uma decisão sobre o caso ainda neste ano. Para a família de Marielle, contudo, a apuração é “bem conduzida” atualmente e deve permanecer sob responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do estado.

POLÍCIA CIVIL E MP – “Nós, familiares da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março de 2018, reafirmamos, por meio desta carta, o nosso desejo de que as investigações sobre esse crime brutal não sejam federalizadas e que permaneçam sob a responsabilidade da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro”, diz um trecho da carta.

“Apelamos à sensibilidade dos excelentíssimos(as) senhor(as) ministro(as) para essa demanda da família de Marielle Franco, principal interessada na devida investigação, elucidação e responsabilização dos executores e do(s) mandante(s) do assassinato da vereadora e de Anderson Gomes. Esse pedido é movido pela convicção de que a apuração está sendo bem conduzida e que a sua federalização representará um retrocesso lamentável”, acrescenta a família, em outro trecho.

O documento é assinado por cinco familiares de Marielle, entre os quais Monica Benício (viúva) e Aniele dos Reis (irmã). A carta foi entregue pelo deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) à relatora do caso, ministra Laurita Vaz.

DISCUSSÃO – Freixo tem feito um périplo em gabinetes da Corte para discutir o assunto. Ao blog, o deputado disse ter ouvido de um ministro que o fato de a família de Marielle se posicionar contra a federalização é algo importante.

“Estamos conversando para mostrar quão grave seria a federalização. Os investigadores estaduais avançaram de forma positiva para elucidar o caso. A carta traz argumentos da família, contra a federalização”, disse. Conforme o G1, o STJ avalia criar uma força-tarefa composta por policiais estaduais do Rio de Janeiro e policiais federais para investigar as mortes de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

ALTERNATIVA – A TV Globo apurou que a conversa com o deputado sensibilizou a relatora. Antes, havia uma tendência maior a federalizar o processo. Por isso, o gabinete estuda uma via alternativa, que contemplaria as linhas investigativas tan

6 thoughts on ““Federalização representará um retrocesso lamentável”, diz família de Marielle em carta enviada ao STF

  1. Ninguém quer a federalização do caso. Querem continuar brincando de “qual dos Bolsonaros matou Marielle”. Tentaram acusar o pai, agora o Carlos, depois vai chegar no Renan e por fim na Laurinha. Quem tem “know-how” para mandar matar e contratar matadores é o PSOL e o PT. Se bem que parece que o PT esta fora deste caso.

  2. Investiram bastante para manter o caso sempre requentado. Tanto dinheiro terrá sido perdido se o caso for para a União. Witzel no Rio e Dória em São Paulo. Os dois subiram nas costas de Bolsonaro e mal eleitos, começaram a mostrar do que são feitos.

  3. Com a devida vênia aos que pensam o contrário, o PSOL deveria mandar investigar a Laurinha, ela tem cara de serial killer.
    Mas seu Freixo, se foi a Laurinha é caso pra federal, ou não?
    Seu Freixo, pelo andor da procissão o senhor me parece um cara de pau cavernoso, digo mais, tem a cara mais dura que um frade franciscano feito de pedra sabão, igual aqueles profetas do Aleijadinho lá em Congonhas, se o termo aleijadinho é politicamente incorreto e não de seu agrado, troquemos por “pequenino deficiente físico.”

    Os Doze Profetas é um conjunto de esculturas em pedra-sabão feitas entre 1794 a 1804 pelo artista Antônio Francisco Lisboa, conhecido como Aleijadinho, localizadas no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, no município de Congonhas.

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