Felipão há seis meses, textual: “Quero terminar minha carreira de treinador em 2014, se possível como técnico da seleção brasileira”

Foi claríssimo, não enganou ninguém, concluiu: “Não abandonarei o futebol, depois exercerei um cargo possivelmente executivo”. Agora, com a humilhação da seleção, começaram as substituições do treinador, que aconteceriam mesmo em caso de vitória.

Tudo deveria ser colocado na “conta” de Ricardo Teixeira, o analfabeto mais esperto que já surgiu no futebol brasileiro. (Perdão, não apenas no esporte, mas na vida pública brasileira).

Dunga e sua subserviência intolerância, (parece contradição mas não é) foram criados pelo próprio Ricardo Teixeira, da mesma forma como pretende repetir agora. Por que não repetiria?

Seu prestígio aumentou, passou a ser INTIMÍSSIMO do presidente da República, e “DONO” dos governadores, SUBORDINADOS a ele, por causa da repercussão da Copa no Brasil.

Não custa lembrar: no final de 2006, início de 2007, depois de mais um devaneio e delíquio do exibicionista Carlos Alberto Parreira, o presidente da CBF decidiu fazer uma experiência com Dunga, que saíra enxovalhado e diminuído como jogador. Sua saída de campo, fora rotulada como Era Dunga, totalmente desprezada e desprezível.

O raciocínio (?) de Teixeira era o seguinte. Faltavam 4 anos para a Copa de 2010, a improvisação não correria nenhum risco. Se o Dunga desse certo, seria um novo Beckenbauer, campeão como jogador e mais tarde como treinador, sua primeira e única experiência nessa função vitoriosa.

Dunga aceitou logo, não hesitou, e não tinha mesmo como recusar. Tendo abandonado o futebol estigmatizado, criando a Era Dunga NEGATIVA, quem sabe não reverteria as coisas, implantando a Era Dunga, POSITIVA, como treinador?

A TV Globo, sócia e apaniguada da CBF, (e principalmente e pessoalmente de Ricardo Teixeira) aceitou a jogada, viu que a “explicação”-análise a respeito da experiência Dunga, não representava nenhuma espécie de aventura. Nesse início, Dunga era amargo, mas não intransigente ou vingativo, perfeitamente assimilável.

Todos conhecem a trajetória do treinador da seleção. Ficou sempre desequilibrado, mantido pelos resultados, bons ou ruins. Em determinado momento chegou a hora: ficava visível que 4 anos no cargo ninguém resistiria. Decidiram então DERRUBÁ-LO, TELEVISADAMENTE.

Montaram um programa no carro chefe da Globo esporte por assinatura, maravilha, comandado por Galvão Bueno. Explicação ESTARRECEDORA e sem nenhuma base jornalística: “A CBF decidira demitir o Dunga e substituí-lo por Muricy Ramalho”. Este, presente, batendo palmas para o próprio nome, satisfeitíssimo, até se arrumara, não parecia tão desgrenhado e sujo como o habitual.

A idéia e explicação para o programa se baseava, de fato, em declaração do presidente da CBF? Nada disso. Disseram somente o seguinte, negação de tudo que se conhecia como “PADRÃO GLOBO DE QUALIDADE”. Apenas isto: “O que vamos mostrar é afirmação de UMA PESSOA QUE CIRCULA PERTO DO PRESIDENTE DA CBF”.

I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L: jogar para centenas de milhares de pessoas, o que VINHA de alguém que CIRCULAVA (Ha!Ha!Ha!) em volta de Teixeira? Não era jornalismo em lugar algum, principalmente na arrogante e pretensiosa Globo. Como sempre, só este repórter contou tudo, o “informante” que circulava em volta de Ricardo Teixeira, era o assessor de estrebaria.

Não esperavam nem acreditavam, a seleção de Dunga começou a ganhar. Venceu várias competições de prestígio. E nas eliminatórias, indo muito mal, passou a ganhar, ficou em primeiro lugar. Não podiam demitir um treinador vitorioso e o tempo ia passando.

2009 acabou, Muricy cobrando de Galvão, este insistindo com o assessor de estrebaria, Ricardo Teixeira que autorizara o programa cumprindo ORDENS, não tinha nem coragem de exigir que a Globo se manifestasse. Dunga, numa posição pessoal perfeita, se mantinha em silêncio, cumprindo o roteiro que traçara.

Nem dizia que era o executor de tudo, mas quem criava o “clima” era seu auxiliar, Jorginho, que ele nem citava. Chegou 2010, prazo curtíssimo para a CBF e a Globo. Na verdade o tempo deles se esgotara, só que não perceberam.

No dia 23 de maio, os jogadores seriam convocados, quase todos eles já ESTAVAM NA CONCENTRAÇÃO-RECLUSÃO. O país inteiro, (“o futebol é a paixão nacional”) exigia a renovação da seleção, com média de idade altíssima, e muitos nem sabiam o que faziam (ou o que iriam fazer) na África do Sul.

Aí Dunga sabia que estava vitorioso. Os que exigiam a convocação de alguns jovens, foram derrotadíssimos no 23 de maio. Dunga não atendeu ninguém, a CBF e a Globo, nem foram ouvidas, a convocação não trouxe nenhuma novidade. E o treinador, absoluto, girou a metralhadora para todos os lados, principalmente contra os patrocinadores, sabia que atingia a CBF e a TV Globo.

Dunga tinha certeza de que não continuaria VENCENDO ou PERDENDO, exagerou na CONTUNDÊNCIA. Mas aí quase tudo vinha de Jorginho, MENTOR de Dunga. Perdeu, em vez de pedir demissão na hora da eliminação, pensou (?) em ficar, foi demitido pela internet. Numa batalha campal, foi seu único equívoco.

Livre de Dunga, novamente Teixeira quer e pretende nomear um TREINADOR PARA 4 ANOS. Aparentemente a mesma coisa que aconteceu depois da humilhação de 2006, da fantasia Carlos Alberto Parreira,

***

PS – Maquiavel do subúrbio, que apesar das viagens nababescas, que palavra, nao conhece Firenzi (Florença), Teixeira tenta o mesmo artifício, solilóquio, mesquinharia. Só que os personagens são diferentes.

PS2 – O mais importante (ou o único) liquidou a marginalidade dos 4 anos, sem se despedir de uma possível contratação. Mais  tarde, mais tarde. Assinou com o Palmeiras por 2 anos, esses 2 anos acabam quando? Em 2012, na hora de contratar o treinador definitivo.

PS3 – E as declarações, perfeitamente coincidentes, rigorosamente iguais. Teixeira: “Não dividiremos treinador com clubes”. Belluzzo, presidente (ainda?) do Palmeiras: “Felipão é nosso até 2012”. E Scolari: “Não consigo pensar em dois problemas ao mesmo tempo, sou Palmeiras até 2012”. Ha!Ha”Ha!

PS4 – O interessante é saber quem atravessará os dois primeiros anos, sabendo que não continuará. Não consigo lembrar a não ser de Carlos Alberto Parreira. Além de salários e mordomias exorbitantes, poderá manipular todo o EXIBICIONISMO, no qual é invencível, dividindo em voracidade, com o ministro expulso do Supremo, Nelson Jobim.

PS5 – Pode ser um outro, existem muitos. No entendimento deste repórter, existem dois personagens com títulos, credenciais e ética. O Scolari, todos conhecem, altos e baixos.

PS6 – O outro seria Ricardo Gomes. Grande jogador, treinador na França, elegante, educado, conhecendo todos os procedimentos. E ainda melhor: nem ARROGANTE nem SUBSERVIENTE, apenas COMPETENTE.

PS7 – Se assumisse agora, e por circunstâncias precisasse ser o segundo de Scolari, aceitaria, ficaria, sem RESSENTIMENTO. ACEITO por Scolari, sabendo que estaria SOMANDO e não DIMINUINDO.

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