Filha de ex-diretor fez negócios suspeitos com a Petrobras

Filha de Paulo Roberto Costa terá de prestar depoimento

Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

Uma das filhas do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Arianna Bachmann, é suspeita de se beneficiar com “informações privilegiadas” em contratos de venda de móveis para empresas contratadas da estatal.

Dois contratos, que somam mais de R$ 5 milhões, são referentes ao mobiliário comprado em 2009 para as novas unidades do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) – inaugurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 –, obra alvo da Lava Jato e do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Em um documento apreendido pela Polícia Federal no computador da Costa Global, Arianna recebe orientações de uma mulher que assina “Crica”.

Ela apresenta dados sobre o mobiliário esperado para a unidade. “O teor da mensagem sugere que Crica esteja apontando fragilidades observadas no mobiliário exposto para apreciação, por funcionários da Petrobrás, visando o projeto de ampliação do Cenpes”, registram os analistas da Polícia Federal.

INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS

Crica, segundo a PF, apresenta “itens a serem abordados” no encontro com representantes da estatal, “proporcionando à Arianna o acesso a informações privilegiadas”. A filha do ex-diretor, que também foi alvo da Lava Jato, atuava na época como representante de duas empresas de móveis para escritórios.

“Convém ressaltar que Arianna é representante das empresas” que fecharam contrato, “ambas do ramo de mobiliários para edificações e interessadas no fornecimento de produtos para o projeto”, registra a analise pericial. Eles abriram os arquivos dos computadores da empresa de Costa, no Rio, onde a filha trabalhava com ele.

Segundo a Polícia Federal, “Crica” pode ser Maria Cristina Nogueira de Sá Pikielny, uma das proprietárias da Italma (Multiflex do Brasil Comércio de Móveis), que é representada pela filha do delator da Lava Jato.

São pelo menos cinco arquivos com dados sobre contratos de fornecedoras ou subcontratadas da Petrobrás, a maior em específico para mobília das novas unidades do Cenpe.

INTERMEDIAÇÃO

No material apreendido e analisado, Arianna aparentemente faria o intermédio para venda de móveis para dois consórcios formados por grandes empresas que atuaram nas obras do Cenpe. O Consórcio Citi e o Consórcio Novo Cenpe.

Nele, a Polícia Federal registra que houve adequação dos orçamentos ao contrato. Arianna tem duas empresas em seu nome, a Bachmann Representações e a B & X Consultoria e Assessoria. Seu marido tem ligações diretas com a loja de móveis 021 Móveis Carioca. Ele foi também alvo da Lava Jato.

A família do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás foi incluída no acordo de delação premiada que ele firmou com o Ministério Público Federal. A mulher e as duas filhas de Paulo Roberto Costa também se comprometeram com uma colaboração acessória e individual à investigação em troca do abrandamento das punições.

7 thoughts on “Filha de ex-diretor fez negócios suspeitos com a Petrobras

  1. Ah esse filhos,
    Ah, esses filhos da pátria………..
    Vamos a luta seus filhos da pátria……..
    Eles dão tanto trabalho para os pais, alguns são tão mimados que gastam horrores nas jogatinas em Las Vegas e o papai manda os aspones para “$alvar” a cria do vexame de ficar devendo nos cassinos
    Ai é claro, é só meter a mão no dinheiro público que se resolve todo o problema de filhão problema……..
    Nem vou citar a filhota do Vampiro Brasileiro, esse ái é mais lisa que quiabo……

    • Caro Armando,

      Qual é a diferença entre os filhos que mencionastes e o filho do Lula, Lulinha, que processou a Veja e a juiza reijeitou a ação. Por que Lulinha não recorreu?

      Blog
      Reinaldo Azevedo

      Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil
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      04/12/2009
      às 6:23
      Juíza rejeita ação de filho de Lula contra revista VEJA

      No Estadão:
      A juíza Luciana Novakoski de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Pinheiros, na capital, indeferiu ação de indenização por danos morais movida por Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, contra a Editora Abril e o repórter Alexandre Oltramari, da revista Veja. A juíza indeferiu ainda outra ação contra os mesmos réus, além do lobista Alexandre Paes dos Santos, que, em conversa com o repórter, cuja transcrição foi anexada a processo judicial, se referiu a Fábio Luís da Silva com termos ofensivos.

      A primeira ação foi movida após publicação, pela revista, da reportagem O Ronaldo de Lula, sobre a atuação de Lulinha na empresa Gamecorp. O texto, segundo a juíza, “traça um paralelo entre o sucesso profissional do autor (da ação), filho do presidente da República, com o jogador de futebol Ronaldo, já que ambos seriam considerados “fenômenos” em suas respectivas áreas”. A juíza acrescenta que “a matéria insinua que tal sucesso decorre de sua filiação e das facilidades de acesso” a pessoas influentes.

      “O fundo da reportagem é verdadeiro e aborda assunto de relevante interesse público”, diz ela. As sentenças determinam que Lulinha arque com despesas processuais e honorários advocatícios de R$ 20 mil. Cabe recurso.
      Por Reinaldo Azevedo

  2. Família que rouba unida, faz pé de meia em dólares…milhões.

    Sei não…

    Vai que o MP e a PF do paraná acreditaram no que disse o Paulinho, em devolver toda a grana, 25 milhões de dólares, estacionados na Suíça, e de repente não estão sabendo que ele também é dono de uma caverna, ainda escondida, guardando tesouro maior, tal qual a do Ali Barbá, inexpugnável, até agora…

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