Filho de Bolsonaro diz que Mais Médicos serve de pretexto para financiar a ditadura

Pelo Twitter, Calos Bolsonaro defendeu o posicionamento de seu pai

Adriana Mendes
O Globo

O vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) defendeu na manhã desta quinta-feira, dia 15, no Twitter, o posicionamento de seu pai, o presidente eleito Jair Bolsonaro, em relação ao programa Mais Médicos . Cuba anunciou ontem que decidiu encerrar a parceria com o governo brasileiro no programa. Carlos afirmou que o Mais Médicos “é usado como pretexto para financiar fortemente e regularmente a ditadura, tudo na base da exploração desumana”.

Segundo o vereador, o presidente eleito “só pediu liberdade aos cubanos e pagamento integral de seus salários”. O programa tem atualmente 18.240 vagas, das quais 8.332 são preenchidas por cubanos. O Ministério da Saúde informou que irá abrir um edital nos próximos dias para contratar novos profissionais. Os candidatos brasileiros terão prioridade na convocação, como já ocorria nos editais anteriores.

DIREITOS HUMANOS – O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), também usou seu perfil no Twitter para fazer críticas sobre a saída de Cuba do programa Mais Médicos. “Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável!”, escreveu o presidente.

Em reação ao anúncio de que Cuba sairá do programa Mais Médicos, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou, em entrevista a jornalistas, que não há qualquer comprovação de que os cubanos sejam médicos e aptos a desempenhar a função no Brasil. Mas alegou que as pessoas do país terão asilo no território nacional se quiserem. Ele também ressaltou que o embaixador Ernesto Araújo é visto como um dos mais competentes para assumir o Ministério das Relações Exteriores.

CONTRA – As declarações foram dadas no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) na tarde desta quarta-feira, dia 14. Segundo Bolsonaro, quando o programa Mais Médicos foi levado para a Câmara, há quatro anos, ele foi contra. “É uma questão humanitária. É desumano deixar os profissionais aqui afastados de seus familiares. Tem muita senhora desempenhando sua função de médico e seus filhos menores estão em Cuba”, apontou o presidente eleito.

13 thoughts on “Filho de Bolsonaro diz que Mais Médicos serve de pretexto para financiar a ditadura

    • Ao contrário seu Diego, o rapaz está certo. Cuba é um desastre por causa do Fidel e do irmãozinho Castro. Esses canalhas tornaram-se amigos do Inácio Cabrita e da nossa Santa Anta e se refestelaram em nosso dinheiro. Todos eles, inclusive ela.

  1. Na época da escravidão, muitos escravos exerciam a função de “escravos de ganho”. Esse tipo de atividade consistia numa espécie de terceirização onde o senhor do escravo lucrava com o trabalho deste prestado a outra pessoa.

    É isso que os ditadores cubanos fazem com seus “médicos”: lucram com seu trabalho prestado a outros países.

    É pura escravidão. São os “escravos de ganho” do século 21, mas os adoradores da seita vermelha continuam acreditando no altruísmo de seus falsos profetas.

  2. Deu no The Guardian:

    Novo ministro das Relações Exteriores do Brasil acredita que mudança climática é uma trama marxista

    Ernesto Araújo – até recentemente um funcionário de nível médio que escreve sobre a ‘criminalização da carne vermelha, petróleo e sexo heterossexual – se tornará o principal diplomata do maior país da América do Sul.

    Sua nomeação, confirmada por Bolsonaro na quarta-feira, deve causar um arrepio no movimento climático global

    Parece piada mas é real

  3. Parece-me que Cuba adorou a fala do nosso Bolsó.
    Se antes JÁ não pagavam o Porto de Muriel, passaram, com a fala de nosso Bolsó, a ter “justos motivos” para não pagar: “Formos escorraçados, justo quando iniciaríamos os pagamentos” – kkkkk.

    Ah, o senhor me chamou de velhaco? Pois se eu não pagava, agora é que pago mesmo – é um velho golpe, só isto, das feiras nordestinas ao comerciante incauto que fornecida sem garantias.

    Os cubanos, em grande estilo, aproveitaram, não? Deveras, se não pagavam quando podiam pagar, agora é que não pagarão! E ninguém vai responsabilizado. Os que mentiram na campanha da “presidenta”, que a divida tinha garantias, estão aí, despalitando os dentes. E nós; ó!

  4. Em que pese discordar do programa, há mais de 20 anos, tendo em vista a experiência embrionária feita no município de Angatuba, SP, vejo tais declarações como coisa de lunáticos que conseguem enxergar fantasmas em plena luz do meio dia, e pior que tentam obrigados os outros a enxergarem tb. Até parece os birutas do meu cunhado e minha irmã, que ao ouvirem de madrugada a batida de um banner pendurado na parece numa porta de aço vizinha à sua casa, repetidas vezes, movido pela ventania, saíram na rua gritando pega ladrão jurando tinham visto um ladrão arrombando a porta e subindo pela escada lateral sobrado acima. Deus do céu, que país é este ? Será um circo ? Será um hospício ? Será uma penitenciária ?

  5. Infelizmente algumas pessoas falam tudo o que lhes vem à cabeça, dizem coisas sem pensar e que nos fazem duvidar delas. Declarações como estas sobre os Mais Médicos tem sido das mais infelizes possível. Gente que só entra em PS ou US em ano de campanha não sabe o que é chegar no PS ou na US, e ouvir que as consultas acabaram. Só no dia seguinte e “chegue lá pelas 6:00” para marcar consulta. Esta gente ainda tem muito o que aprender, não deram de cara com a realidade brasileira

  6. Falou a verdade, e a prova disso é o desespero da mídia comunista, que não está preocupada com o Programa e sim com o dinheiro que cuba vai deixar de ganhar. O programa vai continuar só que com médicos brasileiros, inclusive os formados em outros paises.

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