Filho de Sarney escapou da condenação devido a um erro da Polícia Federal.

Carlos Newton

Na chamada undécima hora, quando tudo caminhava para a condenação de Fernando Sarney e outros parentes do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário maranhense.

Em decisão unânime, os ministros do tribunal entenderam que os grampos telefônicos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais. A decisão devolve as investigações à estaca zero. Detalhe: no ano passado, a Justiça já havia invalidado parte das provas obtidas por interceptação de e-mails na operação da Polícia Federal, chamada de Boi Barrica e mais tarde rebatizada de Faktor.

A investigação da Operação Faktor começou em fevereiro de 2007, devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e de sua mulher, Teresa Murad Sarney.

A apuração se estendeu até agosto de 2008 e apontou crimes de tráfico de influência em órgãos do governo federal, formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Com a decisão do STJ, o casal fica livre de todas as acusações, vejam só como são sortudos.

Em decisões semelhantes, o STJ também anulou provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

A lição que fica disso tudo é a seguinte: a Polícia Federal não pode se exceder nas investigações. Grampos, apenas autorizados judicialmente. Qualquer vacilo é fatal em inquéritos contra esse tipo de réus, que têm advogados realmente milagrosos e caríssimos, que acaba se dando bem, porque ficam com uma boa parte do botim roubado do cidadão-contribuinte-eleitor, como diz Helio Fernandes, que precisa voltar ao Blog o mais rápido possível, para alegria de todos e felicidade geral da nação.

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