Fiocruz deve receber da China, sábado, mais uma remessa para produzir vacina

Vacina Oxford da AstraZeneca para Covid-19: últimos resultados e  detalhamento - Sanar MedicinaJosé Carlos Werneck

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz), informou que deve receber, no próximo sábado, uma nova remessa de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção de vacinas contra a covid-19.

O instituto produz no Brasil a vacina Oxford/AstraZeneca; os insumos são importados da China.

Assim esta informação desmente as fake news, que estão sendo insistentemente divulgadas, sobre “entraves diplomáticos” para a liberação de IFA produzido na China para o Brasil. 

GARANTIA DE ENTREGA – Os carregamentos do insumo são importados da China, onde são produzidos pela Wuxi Biologics. Após a próxima entrega, está prevista a chegada de mais uma remessa para o dia 29 de maio.

 Com o desembarque desses dois carregamentos de IFA no Brasil, a Fiocruz afirma que estará garantida a entrega de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações nas três primeiras semanas de junho.

TRANSFERIR TECNOLOGIA –  A Fiocruz produz no Brasil a vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19, devido a um acordo de encomenda tecnológica firmado no ano passado com a empresa europeia. Também está em curso um processo de transferência de tecnologia, para que a fundação seja capaz de produzir o IFA no Brasil, garantindo autossuficiência na produção da vacina.

Desde o início da produção em Bio-Manguinhos, a Fiocruz já produziu e entregou mais de 30 milhões de doses da vacina ao Ministério da Saúde. Outras 4 milhões de doses foram importadas prontas da Índia, onde foram produzidas pelo Instituto Serum.

Somadas, essas quantidades correspondem a 40% das vacinas disponíveis no Brasil, que também aplica imunizantes produzidos pela Sinovac/Instituto Butantan e pela Pfizer/BioNTech.

One thought on “Fiocruz deve receber da China, sábado, mais uma remessa para produzir vacina

  1. Três décadas atrás, o país produzia metade de todo IFA consumido no Brasil. Mas, de lá pra cá, essa quantidade foi reduzindo e hoje o país produz apenas 5% do insumo. E 90% de todo o IFA usado no Brasil vem da China ou da Índia, que são os maiores produtores mundiais.

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