Flávio Bolsonaro tenta interferir na Receita e auditores denunciam proteção ‘a amigos do rei’

Flávio Bolsonaro: esfera federal não tem 'nada a ver' com crise em Manaus |  VEJA

Flávio Bolsonaro continua querendo se blindar na Receita

Fábio Zanini
Folha

A tentativa de interferência de Flávio Bolsonaro na nomeação do corregedor da Receita Federal tem encontrado resistência entre auditores. Kleber Cabral, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita, disse ao Painel que o setor é sensível e não pode ter ingerência política.

“A corregedoria da Receita Federal, uma das mais sensíveis áreas do órgão, não pode ser ocupada por indicação política para que não haja caça às bruxas nem proteção aos amigos”, afirmou.

EMPLACAR O AMIGO – Como mostrou a Folha, Flávio Bolsonaro tenta emplacar o auditor fiscal aposentado Dagoberto da Silva Lemos na corregedoria.

O senador tem interesse no Fisco para tentar destravar uma tese de sua defesa de que houve acesso ilegal a seus dados fiscais na investigação sobre rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Na última semana, o Sindifisco cobrou de José Barroso Tostes Neto, secretário especial da Receita, uma posição sobre as suspeitas de interferências.

SEM PUBLICAÇÃO -Segundo os auditores, após circular a notícia sobre a interferência de Flávio Bolsonaro, a entidade apurou que o nome de outro servidor tinha sido indicado para o cargo de corregedor. Entretanto, essa nomeação teria sido assinada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), mas não chegou a ser publicada e não está valendo, portanto.

Procurado, o senador Zero Um negou participação na escolha e diz que cabe ao presidente da República a indicação do corregedor da Receita.

3 thoughts on “Flávio Bolsonaro tenta interferir na Receita e auditores denunciam proteção ‘a amigos do rei’

  1. Ao contrário do Lulinha que além de não haver prova de crime, os filhos de Bolsonaro devem estar muito preocupados. COAF, Receita Federal, Cartórios de Imóveis, tem muitas provas. E isso que grande parte dos pagamentos foi em dinheiro vivo prática normal de milicianos.

  2. Eu me lembro vagamente de algo semelhante no desgoverno da Dilma. Na receita estava uma senhora competente e renitente em manter uma reta conduta : dona Lina Vieira. Um quiprocó surgiu por causa de um pedido da ex presidente á senhora Lina Vieira para que resolvesse um problema na receita federal do digníssimo Sarney.
    Hoje, um outro Dilma, mas sem muita mandioca, permite que o filhote dê o mesmo tipo de bote da ex e famosa jararaca. Ou seja, o desrespeito ao povo continua, todos poderosos se julgam senhores com certificados de patrões para mandar, roubar, julgar e legislar. Não dá para nutrir a jibóia que pouco a pouco nos consome. Ou reagimos como sociedade em uníssono contra essas iniquidades ou continuaremos a viver de saudades e aspirações impossíveis.
    Let´s Roll!

    • Monsieur Rue, embora os objetivos sejam os mesmos, agora o modus operandi é um pouco diferente, o método é miliciano: pressão, achaque e chantagem.

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