Fogo amigo: Marta Suplicy ataca desmandos de Juca Ferreira

Juca Ferreira era do PV e depois aderiu ao PT

Deu na Folha

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) criticou a indicação pela presidente Dilma Rousseff (PT) do sociólogo Juca Ferreira para o Ministério da Cultura. A petista, que comandou a pasta de setembro de 2012 a novembro de 2014, afirmou nas redes sociais que a população brasileira “não faz ideia dos desmandos” promovidos pelo novo ministro para a área da cultura.

Ela aproveitou o recado ainda para alfinetar o ex-ministro Alexandre Padilha (Saúde), candidato petista derrotado na disputa ao governo de São Paulo nas eleições deste ano.

“Nada mais sintomático do que Alexandre Padilha, aquele que foi rejeitado pelo povo paulista, nas últimas eleições, para anunciar Juca Ferreira no Ministério da Cultura”, escreveu. “A população brasileira não faz ideia dos desmandos que este senhor promoveu à frente da cultura brasileira. O povo da cultura, que tão bem o conhece, saberá dizer o que isto representa”, acrescentou.

JÁ FOI MINISTRO

O novo ministro ocupou a mesma pasta de 2008 a 2010, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em setembro deste ano, ele licenciou-se da secretaria municipal de São Paulo para coordenar a área de cultura da campanha presidencial de Dilma Rousseff.

Durante sua gestão no ministério, Juca fez duras críticas ao atual modelo da Lei Rouanet, mecanismo de incentivo à cultura via renúncia fiscal. Ele reiterava que a concentração de recursos da Lei Rouanet no Sudeste prejudicava o resto do país.

Juca também criticava o montante a ser devolvido aos patrocinadores dos projetos culturais. Em 2009, abriu consulta pública para discussão de novo projeto da Lei Rouanet. A proposta ainda está travada no Congresso.

11 thoughts on “Fogo amigo: Marta Suplicy ataca desmandos de Juca Ferreira

  1. Marta está preparando terreno para sair do PT, dizem… vai se candidatar pelo PMDB em 2016 à Prefeitura de SP. Em pesquisa recente, foi considerada a melhor prefeita da capital paulista de todos os tempos. Essa história de “bilhete único” nos transportes foi ela a primeira a implantar no Brasil, copiou da bonita Lisboa, lá na Revolução dos Cravos, em 1974.

  2. O jornalismo petista em números….De 2010 a 2013, as três estatais gastaram R$ 17 milhões com publicações de
    audiência limitada
    As 3 empresas estatais do governo federal que lideram os gastos publicitários da
    administração indireta também são responsáveis por um volume respeitável de
    publicidade digital em veículos de audiência limitada na internet.
    Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal gastaram, de 2010 a 2013,
    a soma de R$ 17 milhões publicando anúncios em meios de comunicação como
    “Opera Mundi , “Dinheiro Vivo”, “Conversa Afiada” e “Carta Maior”.
    Em abril de 2013, o governo publicou um artigo
    (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/transparencia_e_a_desconcentracao_na_publicidade_do_governo_federal)
    no site “Observatório da Imprensa” no qual a Secom argumentava que praticava o
    que chama de “mídia técnica”: cada veículo receberia verbas de publicidade de
    acordo com a proporção de sua audiência.
    Agora, com as informações fornecidas por força da Justiça, fica claro que os
    critérios não são lineares e a chamada “mídia técnica” não é uma praxe em todos
    os setores da administração pública federal.
    Empresas como Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal usam
    critérios obscuros para comprar espaços publicitários.
    Tome-se o caso do site “Conversa Afiada”, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
    Sua audiência foi de 236 mil visitantes únicos em dezembro de 2013, ano em que
    recebeu R$ 618,2 mil em verbas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal.
    Para ter a audiência de 1 leitor por mês no site de Paulo Henrique Amorim, os dois
    bancos estatais juntos gastam R$ 2,60 por ano (valor de 2013).
    Como comparação, tome-se o portal Terra, cuja audiência foi de 24,9 milhões de
    visitantes únicos em 2013, ano em que recebeu R$ 5,5 milhões de verbas
    publicitárias federais. Para ter 1 leitor por mês, em média, as estatais federais
    tiveram de pagar apenas R$ 0,22 por ano. No caso do UOL, que é o portal líder na
    internet brasileira, o custo para ter 1 leitor por mês cai para R$ 0,21 por ano.
    Dito de outra forma, as estatais gastam cerca de 1.100% a mais para atingir um
    leitor no site Conversa Afiada do que em portais como o UOL ou Terra –de acordo
    com dados de dezembro de 2013.
    Com algumas variações, essa relação se repete em outros veículos digitais de
    audiência limitada
    Os sites do jornalista Luis Nassif (Agência Dinheiro Vivo e Jornal GGN, entre outros
    endereços) recebem verbas federais de publicidade desde o ano 2000. Foram R$
    3,952 milhões até 2013, segundo dados fornecidos pela Secom.
    Em dezembro de 2013, os sites Advivo e Dinheiro Vivo não tiveram audiência
    representativa e não aparecem na ferramenta de monitoramento da Nielsen,
    empresa que faz esse tipo de acompanhamento. O Jornal GGN, que também
    hospeda Luis Nassif, registrou 279 mil visitantes únicos no último mês de 2013. Os
    sites onde atua o jornalista tiveram verbas publicitárias federais naquele ano de R$
    806,3 mil. Isso significa que as estatais juntas gastaram R$ 2,9 por ano para cada
    leitor mensal que visitou os sites de Nassif em 2013.
    No caso do Opera Mundi, dirigido pelo jornalista Breno Altman, a relação custobenefício
    indica que o valor médio de um leitor por mês é de R$ 2,11 ao ano.
    O Carta Maior, “publicação eletrônica multimídia” que defende uma “mídia
    democrática no Brasil”, teve uma audiência de 100 mil visitantes únicos em
    dezembro de 2013. Como recebeu R$ 512 mil de empresas estatais federais
    naquele ano, entrega um leitor mensal ao custo de R$ 5,13 ao ano.
    Eis, a seguir, alguns anúncios captados em 8.dez.2014 em sites alternativos e de
    pouca audiência relativa. Todos têm em comum o forte apoio de empresas estatais
    federais, que competem no mercado para ter clientes e serem rentáveis. Neste mês
    de dezembro de 2014, muitos publicaram propaganda dos personagens
    “poupançudos da Caixa” (clique na imagem para ampliar):

  3. Interessante como nossa mídia acolhe, tão ‘inocentemente’ o fato de sucessivos governos -sejam eles quais forem– manterem-se sempre no cenário principal a situação e também… ela mesma, como a precípua oposição (ao mesmo tempo). Enquanto essa ‘farofa’ continua, nossa vida cotidiana, em que falta de tudo, também.

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