Força Sindical: mudanças em benefícios deixam milhões “ao deus-dará”

Paula Laboissière
Agência Brasil 
A Força Sindical avaliou que as mudanças nas regras de concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, anunciadas pelo governo federal, ontem (29), vão deixar milhares de brasileiros “ao deus-dará”. Por meio de nota, a entidade destacou que o país vive a expectativa de aumento de desemprego, de inflação e dos juros: “O governo deveria ampliar o debate com o Congresso Nacional no lugar de anunciar mudanças que vão prejudicar a população”.
“Em vez de agir com rigor para acabar com as fraudes e punir os responsáveis pelos desvios, o governo pratica a política Robin Hood ao contrário: tira exclusivamente dos pobres e os pune na hora em que eles mais precisam dos benefícios. Para onde irão os R$ 18 bilhões a serem economizados?”, indaga a entidade no texto.O comunicado critica ainda que as centrais sindicais tenham sido chamadas pelo governo apenas para serem informadas das novas medidas e não para discutir e buscar opções. Por fim, a Força Sindical prometeu ir às ruas para pressionar o Congresso Nacional a derrubar as medidas provisórias “impostas à sociedade, como se ela não tivesse voz nem vez”.

As normas de acesso a cinco benefícios trabalhistas e previdenciários – abono salarial, seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença – foram anunciadas após encontro dos ministros da Previdência, do Trabalho, do Planejamento e do representante do Ministério da Fazenda com representantes de centrais sindicais.

7 thoughts on “Força Sindical: mudanças em benefícios deixam milhões “ao deus-dará”

  1. O pior é que estes ajustes já seriam necessários para corrigir o déficit do Orçamento da Seguridade Social cujo rombo em 2013 ficou em R$90,1 bilhões.

    Desse desfalque o pagamento do abono e seguro desemprego participou com R$46,6 bilhões. E o Bolsa Família com R$24,0 bilhões.

    Agora, se houvesse um esforço maior por parte do governo em efetivamente cobrar os tributos de quem deve, haveria a possibilidade de mitigar com R$495,0 bilhões em evasão fiscal, e diminuir o impacto de ações que tendem a apertar a vida do cidadão.

    Isso não está sendo feito.

    De qualquer modo haverá muito corte orçamentário para que a nova equipe econômica cumpra com o superávit fiscal prometido de 1,2% do PIB.

    Mais uma vez é preciso dizer que tudo isso poderia ter sido evitado se Dilma não tivesse resolvido relaxar com a política fiscal em meados de 2012. Tivesse conduzido a economia para a formação de poupança e indução natural do investimento privado. Sem o artificialismo com que conduziu a economia através da dívida pública.

    • Senhor Wagner, saudações e Feliz Ano Novo.

      Como diz o ditado, agora é tarde e Inês é morta… foi feita a vontade de 54 milhões de brasileiros, que optaram em reeleger essa vigarista.

      Só resta acompanhar cada passo da nova equipe econômica nesse início do ano, e que ela produza no menor espaço de tempo possível um ajuste das contas públicas, de modo que não sacrifique demais, aquela já denominada nova classe média, que é o último bastião na defesa dos pobres, os mais necessitados deste país.

      Sem a intenção de fazer graça em momento tão trágico para nossa economia, Dilma Roussef, como poste do Lula, emplacando de novo, foi o próprio presente de grego, literalmente…
      Grande abraço..

  2. Aposto um cafézinho que muitos desses que ficarão “ao Deus dará” votaram na Dilma. Que algo deve ser feito, concordo. Mas não precisava ter mentido. Tomara que pelo menos sirva de lição e deixem de acreditar em demagogos.

  3. Wagner Pires.
    Quanto é mesmo que nós pagamos para amortizar os juros da dívida publica? Não consigo entender não se fazer uma auditoria desta dívida. É uma sangria descarada,enchemos a pança dos banqueiros às custas do sacrifício do trabalhador.
    Gostaria de saber sua opinião.
    Abraços
    Barão

    • Conforme o boletim de política fiscal do BACEN, até novembro, o setor público consolidado (União, Estados, Municípios e Estatais), apresentaram déficit primário de R$19,6 bilhões.

      Enquanto isso os juros da dívida pública atingiram R$264,2 bilhões, resultando um déficit fiscal consolidado de R$283,8 bilhões.

      Representação Gráfica:

      Necessidade de financiamento do setor público por meio de endividamento:

      (-) Déficit Primário……………………..-R$19,6 bilhões
      (-) Juros da Dívida……………………..-R$264,2 bilhões
      —————————————————————————————————
      (=) Déficit Nominal…………………….-R$283,8 bilhões, ou 6,06% do PIB (!)

      Só o governo Central, formado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência, apresentou um déficit primário de R$18,3 bilhões acumulados até novembro.

      Fontes: Tesouro Nacional e BACEN.

      O problema, Sr. Barão, é que o governo petista abriu a torneira dos gastos e não achou uma fórmula eficiente para fazer o país crescer e aumentar, também, as receitas. A conclusão é que a dívida pública no governo petista pulou de pouco mais de R$950,0 bilhões para mais de R$3,1 trilhões!

      Veja esse juros acumulados no ano até novembro: R$264,2 bilhões!!!

      Ou o governo freia isso agora ou nos coloca na condição de calote da dívida pública com todas as consequências disso, como a falência geral da economia pela desestabilização monetária.

      Mais importante que a auditoria agora, é necessário tornar as contas públicas superavitárias, isto é, com as receitas se sobrepondo as despesas, criando o que o que a contabilidade pública chama de SUPERÁVIT PRIMÁRIO.

      Grande abraço!

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