Força-tarefa não tem dúvidas sobre repasse de propinas ao PT

PT mandava o próprio tesoureiro Vaccari buscar o dinheiro das propinas

Aguirre Talento, Gabriel Mascarenhas, Rubens Valente e Márcio Falcão
Folha

Em representação protocolada na Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal afirmou que o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, “foi responsável por operacionalizar o repasse de propinas ao Partido dos Trabalhadores, decorrentes de contratos firmados no âmbito da Petrobras”.

Ainda segundo os procuradores, Vaccari integrou um grupo de onze “operadores financeiros” que “movimentaram em seu nome e lavaram centenas de milhões de reais em detrimento da Petrobras”.

A partir do documento, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal conseguiram ordem judicial do juiz federal Sergio Moro para desencadear nesta quinta-feira (5) a nona fase da Lava Jato, denominada My Way. Um dos principais elementos para a deflagração da operação foram os depoimentos prestados pelo ex-gerente da área de engenharia da Petrobras Pedro José Barusco Filho.

DEPOIMENTOS

Mas os procuradores também citaram os depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, segundo os quais Vaccari “era o operador responsável por viabilizar, no interesse do Partido dos Trabalhadores, o repasse de propinas decorrentes de contratos firmados pela Petrobras nos quais havia a participação da Diretoria de Serviços”.

No despacho que autorizou buscas e apreensões e prisões cautelares, Sergio Moro afirmou: “A palavra de criminosos colaboradores deve ser vista com cuidado. Entretanto, no presente caso, reuniu o Ministério Público Federal um número significativo de documentos que amparam as afirmações acima, a maior parte consistente em documentos e extratos fornecidos pelos criminosos colaboradores”.

Segundo o Ministério Público Federal, em peça subscrita por nove procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava Jato, dez “operadores” representavam interesses de empreiteiras diversas, enquanto Vaccari atuava em favor do PT.

DIVERSOS CRIMES

Os “operadores”, segundo os procuradores, ajudaram a financiar Vaccari e o PT, o ex-gerente Pedro Barusco, o ex-diretor de Serviços Renato Duque e o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, dentre outros. Vários desses suspeitos, incluindo Vaccari, foram encaminhados na quinta-feira pela Polícia Federal para prestar depoimento nos autos da My Way.

Para os procuradores, as atividades desse grupo revelam “crimes de cartel, corrupção passiva e ativa, fraude em licitações, contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e/ou documental e organização criminosa”.

11 thoughts on “Força-tarefa não tem dúvidas sobre repasse de propinas ao PT

  1. Resta saber, então, por que esse impoluto senhor não ficou preso. Soltinho da silva, ainda pode – e deve estar – conseguindo grana para o partido dos trambiqueiros. Eles não se emendam. Não têm medo de nada, nem de ninguém. Confiam nos tais movimentos sociais nas ruas.

  2. No entanto Vaccari continua livre. E neste momento talvez ele esteja:

    – Coordenando uma força-tarefa petralha para destruir provas;
    – Planejando sua própria fuga;
    – Organizando a pulverização do dinheiro sujo ainda não localizado, e depositado em paraísos fiscais;
    – Orientando cada passo de Dilma e Lula, de modo a ficarem ainda livres dos respingos do escândalo do petrolão.

    Mesmo assim eu prefiro acreditar que Sergio Moro sabe exatamente o que está fazendo. Nos microscópicos detalhes!

  3. E o Mula de Garanhuns ainda defende este bandido, dizendo que ele é inocente. E tem que defender este bandido, pois graças ao Vaccari ele tem um cobertura no Guarujá. Coisa que muitos que compraram um apartamento da cooperativa Bancoop não conseguiram realizar o seu sonho de moradia própria. Se a justiça fosse eficiente neste país este bandido chamado Vaccari já estaria na cadeia. Pois, seu processo esta parado na justiça de São Paulo.

  4. Com a constatação do abastecimento de recursos ilícitos para o PT e sua eventual utilização na campanha eleitoral que deu a vitória à sua candidata nas eleições passadas, Dilma Rousseff corre o grave e iminente risco de ser afastada do exercício da presidência da República pelo Tribunal Superior Eleitoral. Isto porque a Lei nº 9504, de 30.9.1997, que desde então regula e dispõe sobre as eleições, diz textualmente no artigo 30, letra A, § 2º:
    “COMPROVADOS CAPTAÇÃO OU GASTOS ILÍCITOS DE RECURSOS, PARA FINS ELEITORAIS, SERÁ NEGADO DIPLOMA AO CANDIDATO, OU CASSADO, SE JÁ HOUVER SIDO OUTORGADO”.

    No caso de Dilma — e de todos os demais candidatos eleitos em Outubro de 2014 — a diplomação já ocorreu. É fato (e ato) consumado, produzindo seus efeitos jurídicos. No caso de Dilma, a sua habilitação para assumir a presidência, conforme consta impresso no diploma a ela entregue, do seguinte teor: “PELA VONTADE DO POVO BRASILEIRO EXPRESSA NAS URNAS EM 26 DE OUTUBRO DE 2014, A CANDIDATA DILMA VANA ROUSSEFF FOI ELEITA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. EM TESTEMUNHO DESSE FATO, A JUSTIÇA ELEITORAL EXPEDIU-LHE O PRESENTE DIPLOMA, QUE A HABILITA À INVESTIDURA NO CARGO PERANTE O CONGRESSO NACIONAL EM 1º DE JANEIRO DE 2015, NOS TERMOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL”.

    Sendo a diplomação o pressuposto, a condição, o credenciamento para o candidato eleito passar à etapa seguinte, que é a investidura, sua cassação faz desaparecer a diplomação. E, também e consequentemente, a investidura, ato jurídico solene e constitucional, que dá posse ao candidato eleito — e anteriormente diplomado — no cargo.
    E, passados quase quatro meses da eleição de Outubro de 2014, nem se há de falar em prescrição consumada da ação e/ou representação para o afastamento do cargo da presidente eleita, diplomada e empossada. Isto porque somente agora, caso se confirme a captação de dinheiro ilícito para a campanha presidencial de 2014, é que o o fato criminoso foi descoberto, veio à tona e está sendo investigado. Melhor dizendo, ainda nem corre prazo prescricional, a teor do artigo 200 do Código Civil, único diploma legal nacional que estabelece as disposições que estabelecem as causas que impedem, suspendem e interrompem a prescrição. Diz o referido artigo 200: “QUANDO A AÇÃO SE ORIGINAR DE FATO QUE DEVA SER APURADO NO JUÍZO CRIMINAL, NÃO CORRRERÁ A PRESCRIÇÃO ANTES DA RESPECTIVA SENTENÇA DEFINITIVA”.

    Cada dia que passa a presidente Dilma Rousseff vai perdendo força e sustentação, política e jurídica, para permanecer no cargo, conforme já analisado pelo inigualável Jurista Yves Gandra Martins, cujo Parecer li na íntegra e manifesto minha adesão. Agora, com o aparecimento da verdade, revelada ao Juiz Federal Doutor Sérgio Moro, e pelo magistrado prudentemente acolhida e ordenadas as diligências,a situação de Dilma piora. E muito.

  5. Desculpe, mais uma vez eu repito,a eleição acabou,vamos trabalhar ou sem dúvida a batata vai assar para todos.Uma coisa eu digo,respeitem meu voto,lutei com meu sangue para conseguir esse direito.

  6. Sem dúvida a força tarefa da Globo,Veja e outras menos votadas, não pararam enquanto não sugarem todo o sangue da Dilma, do PT e dos cinquenta e pouco milhões de eleitores que votaram por aquilo que acreditavam.

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