Franklin Martins torna-se o homem que sabia demais

Helio Fernandes

Ontem falei aqui que o ministro da Comunicação Social está fora do governo Dilma, e com grandes dificuldades para trabalhar na imprensa que pretendia censurar. Recebi telefonema, importante, com pedido de sigilo. “Helio, uma revista e uma televisão, grandes, querem contratar o ex-ministro”.

Perguntei o motivo, a resposta: “Não é pelos serviços que pode prestar, mas pelo perigo que representa. Acumulou muita informação perigosa e assustadora”.

Tem tudo para ser verdade. Mas a confirmação só dentro de algum tempo.

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DISCURSO DE POSSE DE DONA DILMA

Está preocupadíssima com a primeira fala, mais do que natural. Mas como diz e repete, “quero tudo com a minha cara”, a fala presidencial entra nessa cota. Mas como a matriz é a mesma e continuará no Alvorada, pode estar sendo criado um impasse.

Dona Dilma não escreve nem o endereço. O ghost-writer nada a ver com ela. Chegaram a falar no nome do ministro Joaquim Barbosa para redigir, não tenho a menor ideia da razão. Mais compreensível seria pedir ao ministro Lewandowski, intimíssimo do Alvorada.

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A PROPÓSITO DO SUPREMO

A ausência do 11º componente do mais alto tribunal do país, está criando dificuldades. Por duas vezes houve votação empatada em 5 a 5, o que pode se repetir. O tribunal está dividisíssimo, e não apenas numa questão ocasional.

Lula queria nomear para a vaga, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Asfor Rocha. Depois que saiu aqui o ABECEDÁRIO com as irregularidades praticadas pelo ministro, seu nome desapareceu.

No próprio Supremo ele é desconsiderado. Lula não tem outro nome. (Se Asfor Rocha tivesse desmentido pelo menos uma das irregularidades, vá lá). Agora surgiu uma dificuldade. Dona Dilma pediu a Lula, “eu queria preencher essa vaga”, muito justo.

Só que Lula não é tão desprendido assim. De qualquer maneira, escolhido por ele ou por ela, vai demorar. O Senado está longe, houve mudança de muitos senadores, e a posse dos novos e a escolha do presidente da “casa” só no dia 31 de janeiro. A posse deles não coincide com a do presidente.

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MANCHETES ERRADAS

Jornalões disseram na Primeira, logo depois da eleição de Dilma: “Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014. É muito cedo, só podem acertar com 4 anos de antecedência, se usarem de adivinhação.

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