Freire apoia tese de entrar com ação penal contra Dilma

Elizabeth Lopes
Estadão

O presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), defendeu a estratégia apresentada pelo jurista Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, à direção do PSDB, de desistir de pedir neste momento o impeachment da presidente Dilma Rousseff e entrar com um pedido de ação penal contra a petista no Ministério Público Federal (MPF) pelas pedaladas fiscais.

Questionado sobre o fato de o chefe do MPF, Rodrigo Janot, já ter negado investigação contra Dilma no âmbito da Operação Lava Jato, Freire disse: “Se ficarmos imaginando que nada (contra Dilma vai prosperar), não exercemos nosso papel de oposição. Ele (Janot) que assuma então seu caráter (governista) em não admitir que se investigue a presidente da República com base em fatos comprovadamente ilícitos, nós (oposição) temos que fazer o nosso papel, que é o de continuar lutando contra este governo que está à beira da ingovernabilidade.”

Na avaliação de Freire, apesar das bases jurídicas indicarem sinal positivo para o pedido de abertura de impeachment da presidente Dilma Rousseff, politicamente o governo petista ainda tem demonstrado certa força no Parlamento, como na aprovação de medidas do pacote fiscal e na indicação do jurista Luiz Facchin para o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente do PPS disse que enquanto não chegar o momento propício para um eventual pedido de impeachment, a oposição continuará fazendo o seu papel.

ASSINATURA DA PETIÇÃO

Os líderes da oposição devem assinar nesta quinta-feira, agora de manhã, a petição para a ação penal contra Dilma Rousseff no Ministério Público Federal (MPF) pelas pedaladas fiscais. A oposição deve protocolar o pedido no MPF na próxima terça-feira, 26, informou um dos líderes da oposição.

 

One thought on “Freire apoia tese de entrar com ação penal contra Dilma

  1. O PPS, sob o comando de Roberto Freire é o partido político mais equilibrado da oposição. Não tem posição hesitante. Sabe que no atual Congresso a oposição não tem força (votos) para cumprir com êxito o impeachment de Dilma, haja vista a aprovação de medidas do pacote fiscal e na indicação do jurista Luiz Facchin para o Supremo Tribunal Federal (STF). O Congresso votaria a favor de Dilma, por mais bem fundamentado em bases legais que for a petição jurídica para o impeachment.

    Aliás, Roberto Freire e o PPS já vinham falando isso há muito tempo. O que a oposição pode fazer agora é tentar um pedido de ação penal contra a petista no Ministério Público Federal (MPF) pelas pedaladas fiscais.

    Os outros partidos de oposição não têm a mesma firmeza do PPS, são fracionados e hesitantes, como o PSDB e o DEM. Estão indo a reboque da orientação do PPS.

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