Fundos de pensão das estatais querem se livrar dos petistas

Samantha Lima

Folha

Dizendo-se preocupados com “os destinos dos fundos de pensão de empresas estatais” e “ameaças presentes”, um grupo de 15 conselheiros de fundos de pensão de estatais assinou um manifesto em que se propõem a unir-se para defender os investimentos e os interesses dos participantes.

A preocupação do grupo, segundo a Folha apurou, é em relação à gestão das instituições, considerada deficiente, e à ingerência política.

Entre os signatários, estão representantes da Funcef, da Previ e da Petros, respectivamente fundos da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e da Petrobras.

Segundo esse integrante, o grupo pretende reunir-se com a Secretaria de Previdência Complementar, órgão responsável por regular e fiscalizar os fundos de pensão, para discutir o problema.

PROTEGER OS SEGURADOS

No documento, os conselheiros dizem-se comprometidos em “empreender todos os esforços possíveis” para “proteger e salvaguardar os interesses dos participantes” das entidades.

O documento foi assinado ao fim do do Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, realizado em São Paulo.

Os conselheiros signatários foram eleitos pelos participantes e dizem-se livres de indicação política. Da Funcef, assinaram Antonio Augusto de Miranda, Max Mauran Pantoja da Costa e Souza e Délvio Joaquim Lopes de Brito; da Previ, Antônio José de Carvalho, Ari Zanella, Cecília Garcez, Décio Bottechia, José Bernardo de Medeiros Neto e Williams Francisco da Silva; da Petros, assinaram Epaminondas de Souza Mendes, Paulo Teixeira Brandão, Ronaldo Tedesco e Sílvio Sinedino; da Associação dos Auditores Internos da Caixa, assinou Luciane Munhóz de Martins; e da Associação dos Auditores dos Correios, assinou Maria Inês Capelli Fulginiti.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA preocupação é procedente. Os fundos de pensão podem chegar ao ponto de não honrar seus compromissos com os aposentados, com já acontece com o Aeros (Varig/Transbrasil).  Em 2013, os fundos  fecharam seus balanços com um déficit histórico de R$ 22 bilhões e o saldo negativo só cresceu este ano. No primeiro semestre, a Previ (Banco Brasil) acumulava R$ 5 bilhões de prejuízo; a Petros (Petrobrás), R$ 3 bilhões; e a Funcef (Caixa Econômica), R$ 4 bilhões. Detalhe: são seis milhões de contribuintes ativos, aposentados e pensionistas. (C.N.)

14 thoughts on “Fundos de pensão das estatais querem se livrar dos petistas

  1. Já faz um tempão que ‘aszelites’ dos carteiros estão sendo descontadas para cobrirem os rombos do Postalis. Nesta semana, depois de muito tempo, o diretor geral dos Correios no Rio levou um pontapé. Mas não devolveu nada….

  2. Este trecho da revista Época mostra como o bando de gafanhotos age !
    ” Ao final da reunião, Delúbio compartilhou com os amigos duas boas notícias. Primeiro, contou que sua vida financeira estava melhorando. “Passei momentos difíceis, mas eles estão me ajudando muito”, afirmou Delúbio, apontando com um aceno de cabeça três torres que se erguiam em frente à ampla janela da sala 320, construídas pela incorporadora Brookfield. Egami, seu amigo e lobista de empresas de informática, deu mais explicações: “Ele (Delúbio) está prestando consultorias para a Brookfield”. Um ano antes, em 2009, a Brookfield vendera duas das torres para a Previ, o bilionário fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. A Previ não investia em novos imóveis havia nove anos. Valor do negócio: R$ 342 milhões.

    Às vésperas de ser readmitido no PT, Delúbio Soares apareceu num restaurante em Brasília e serviu-se apenas de salada
    A Brookfield também constrói imóveis para o principal programa habitacional do governo, o Minha Casa Minha Vida. Segundo a Caixa Econômica Federal, a Brookfield construiu 1.808 imóveis. Marcelo Borba, executivo da Brookfield s que tocou a venda das torres à Previ e coordena as construções do Minha Casa Minha Vida, é amigo da família de Delúbio. Na reunião, Delúbio não deu mais detalhes sobre a natureza de seus serviços à incorporadora.

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      As três maiores Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), administradoras de fundos de pensão, são:

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      PREVI/BB………………………………….R$178,8 bilhões
      PETROS…………………………………….R$79,2 bilhões
      FUNCEF…………………………………….R$56,7 bilhões

      E qual a composição dos investimentos dos recursos desses fundos?

      * 65,18% aplicados em fundos de investimento;
      * 11,70% aplicados em títulos públicos;
      * 11,75% aplicados em ações;
      * 4,37% aplicados em investimentos imobiliários;
      * 4,01 aplicados em depósitos judiciais/recursais;
      * 2,99 em outras opções.

      Assim está pulverizada a massa de ativos dos fundos de pensão dessas entidades.

      O negócio dos petistas é utilizar-se do fisiologismo e do aparelhamento estatal para daí extrair as vantagens pecuniárias que estão sendo descobertas.

      Provavelmente no caso da construtora Brookfield, o mensaleiro Delúbio entrou na jogada indicando o financiamento dos edifícios da construtora pelos recursos dos fundos de pensão administrados por petistas.

      Veja acima, que na cesta de investimentos dos fundos de pensão, 4,37% são destinados a investimentos imobiliários.

      Ou seja, a triangulação exige a participação dos operadores dos fundos de pensão (petistas), um petista com influência como o Delúbio, para fazer a indicação, e uma construtora/incorporadora que será a beneficiada pela indicação política.

      Veja que a cúpula petista, em que pese aí os mensaleiros, e outros impunes como o Palocci, todos operam a mesma sistemática.

      • A questão aqui não é saber o que é melhor, mais rentável para o fundo de pensão na composição da cesta de investimentos. Mas, o que dá para tirar de vantagem para os petistas na administração do fundo que passa a ser regido pelos interesses desses que administram o fundo – petistas -, e não aos segurados do fundo de pensão complementar.

        Em outras palavras: são bandidos administrando recursos de interesse público dos quais dependem milhões de brasileiros e dezenas de órgãos e instituições que, de boa-fé, contribuem para o sistema de aposentadoria complementar de milhões de brasileiros.

        Formem, os leitores, a opinião que quiserem. Eu já tenho a minha.

  3. Não sei porque, mas a cada descoberta da inventividade petista de surrupiar o dinheiro público, e insistir, mesmo quando aloprados aprontam tiros no pé, me faz lembrar do mote que “quem nunca comeu melado, quando come se lambuza”… é … o PT.
    12 anos se lambuzando… e ao país, também. Cadeia para essa turma!

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