Futebol de resultados, futebol espetáculo

O grande assunto no momento é a definição da preferência. Os “meninos da Vila” estão mostrando que se pode conseguir as duas coisas. Sendo óbvio, que o primeiro é mais relevante, embora muitos queiram transformar o segundo em ultrajante.

O público, que pretendem esquecer sempre, vibra com os resultados, (porque valem 3 pontos), mas se entusiasma mesmo com as jogadas de efeito, de habilidade, de domínio inconfundível da bola, para desespero do adversário.

Treinadores derrotados (o primeiro a condenar o que chama de “firula”, foi Mano Menezes), jogadores consagrados, como Ronaldo Fenômeno, aparecem publicamente, (e não apenas esses dois), pronunciando a frase-intimidação: “Esses meninos merecem uns cascudos”.

Antes de tudo e acima de tudo, essas recriminações dão a impressão de ciúme e inveja. Esses treinadores que culpam e se desculpam da derrota, por causa da “habilidade”, já recriminaram jogadores seus pelo excesso de habilidade? Ou não tiveram a felicidade (ou a competência) de comandar “artistas do futebol” como esses?

Logo o Fenômeno, o primeiro a criticá-los? Nunca fez o que hoje chama de “gracinha”? Suas comemorações depois dos gols feitos, não tinham sempre um ar, um tom ou um clima de gozação? Rindo em cima do adversário vencido, pode?

E o que o Ronaldo Fenômeno sente ao ser chamado de “pentacampeão”, esquecendo que no primeiro título, o de 94, nem entrou em campo? Parreira poderia ter posto o Ronaldo por 5 minutos, para não envergonhá-lo no futuro, ao exibir campeonatos que não conquistou.

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PS– Ronaldinho Gaúcho, hoje tão discutido por causa do “momento”, duas vezes o melhor do mundo, lembram como surgiu e encantou o país e depois o mundo? Com aquele famoso e talentoso “chapéu”, que aplicou no campeonato estadual do Rio Grande do Sul?

PS2- Se fossemos exaltar a mediocridade, teríamos que ficar eternamente com a seleção de 1994. Tivéssemos que condenar o talento, a habilidade, a competência no resultado e no espetáculo, escolheríamos, raivosos e revoltados, a seleção de 1970.

PS3 – E poderíamos estender essa “punição” às seleções de 1982 e 1986. Sem esquecer a pré-história do futebol, já passados 50 anos, e mandar para fora de campo os jogadores de 1958 e 1962. São os “desbravadores”, isso pode ser tido também como “FIRULA” ou “GRACINHA”.

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