Fux desmoralizou Marco Aurélio ao revelar que ele soltou André do Rap antes dos 90 dias previstos na lei

A gente já desconfia, mas dá o nome deles, ministro! | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Carlos Newton

O vigoroso e irrespondível voto do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, para justificar sua interferência “excepcional” contra a libertação do traficante André do Rap pelo ministro Marco Aurélio poderia ser resumido a apenas algumas linhas que ressaltassem a ilegalidade da soltura do chefão da mais temida e perigosa facção criminosa do país – o Primeiro Comando da Capital.

Bastava ter dito que Marco Aurélio Mello cometeu três gravíssimas irregularidades:

1) Aceitou decidir uma liminar de tal importância em processo que não lhe caberia, pois a questão é relatada pela ministra Rosa Weber;

2) Determinou a soltura de um dos mais perigosos bandidos, considerado o maior “atacadista de cocaína” do país, sem que tivesse se esgotado o prazo de 90 dias, previsto na própria lei que Marco Aurélio usou para dar fuga ao facínora.

3) Não se considerou suspeito para julgar um facínora defendido por um advogado que até um ano atrás era seu assessor no Supremo, e com a petição assinada pela esposa dele. 

ENCHER LINGUIÇA – Mas Fux teve de encher linguiça, como se dizia antigamente, para acalmar os demais “garantistas” (Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski), que estavam com fricotes e faniquitos porque o novo presidente do Supremo, ao cancelar o habeas corpus, teria infringido o Regimento, que o impediria de interferir em matéria penal.

Assim, Fux teve de perder um tempo enorme para explicar que sua decisão, atendendo a pedido da Procuradoria-Geral da República, teve caráter “excepcional”, e chegou até a citar o aumentativo “excepcionalíssima”.

Ou seja, o presidente quis deixar claro que não tem a menor pretensão de se transformar num revisor das decisões dos demais ministros.

“JUS SPERNIANDI” – Mesmo diante da explicação de Fux sobre as ilegalidades cometidas por Marco de Mello, os outros garantistas fizeram questão de manifestar sua indignação, como se fosse obrigatório que o Regimento Supremo previsse uma situação totalmente escalafobética como a que foi armada por Marco Aurélio Mello, que só faltou colocar uma placa diante do gabinete, anunciando: “Libertação de criminosos / Tratar aqui”.

Como desabafou no ano passado o correto ministro Luís Roberto Barroso, “no Supremo você tem gabinete distribuindo senha para soltar corrupto, numa ação entre amigos”. Esta foi a denúncia mais pesada já feita internamente em toda a História do Supremo, sobre as ligações de ministros com criminosos de toda sorte. 

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P.S. – Por fim, como disse ontem Pedro do Coutto, o ministro Marco Aurélio Mello deveria  antecipar a aposentadoria. Não há mais clima para julgar ninguém, está completamente desmoralizado. Não serve nem para apitar partida de futebol na várzea, é a imagem da decadência. (C.N.)

23 thoughts on “Fux desmoralizou Marco Aurélio ao revelar que ele soltou André do Rap antes dos 90 dias previstos na lei

  1. E agora José, o cara comete uma barbaridade destas, e fica por isso mesmo? Não vai responder por nada? Ficará no cargo até seus “gloriosos” 75 anos, talvez até cometendo novas barbaridades, e ninguém fará nada? E o senado? Agora antro de um “bunda rica”, não vai dizer nada? Ficará apenas discutindo se o Alcolumbre pode ou não se reeleger? Só uma perguntinha, quanto custará ao contribuinte este desatino do Marco Aurélio?

  2. Tenho a impressão que este caso do HC ter sido concedido para um meliante de alta periculosidade, os garantistas meio que ficaram com as calças na mão.

    Eu diria que esse modo de levar a norma, apenas aplicando o que ela determina, seria como a Pena de Morte:
    Uma vez o réu morto por uma lei, submeteu-se a vida de um ser humano na decisão que foi tomada por outra pessoa, o juiz, embora a lei diga que não se deve matar!!!

    Se o magistrado o condenou à morte, porém a lei proíbe matar, o juiz deveria ser preso, julgado e condenado à mesma pena POR UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA!!!

    Só não se pode justificar a morte porque está na lei!!
    E a garantia da vida do réu não está na lei??
    Ora, se normas se conflituam numa mesma condenação, só haverá Justiça se o réu não for morto pela sentença do juiz, mas cumprir prisão perpétua!
    – É, mas quem determinou que o réu fosse condenado à pena capital foi o Estado, a lei.

    Mas desde quando que o Estado predomina sobre a vida??!!
    Quem outorgou poderes ao legislador para que promulgasse normas que tirassem a vida das pessoas como punição, se este mesmo legislador elaborou leis que proíbem matar??!!

    Se o legislador criou um conjunto de normas que garantam à sociedade paz, convívio social e respeito um ao outro, e uma pessoa desobedeceu tais preceitos, foi julgada e condenada, uma lei feita recentemente não poderia anular aquelas que existem para justamente delimitar o comportamento ilícito!

    Esse conflito estaria sendo decidido pela … Justiça, pois para isso existe o Poder Judiciário, e não o Poder do Direito!!!
    Mello negligenciou a sua função, desconsiderou o conjunto de leis, onde teria que ter um conhecimento notório e aplicá-lo em momentos como esse.

    Fiasco, fiasco, fiasco.

  3. Pelo menos, Souza, os garantistas ficaram com as barbas de molho, se deixarem de considerar a Justiça como pressuposto fundamental do … Direito.

    Ou o processo é examinado antes do deferimento de qualquer Liminar em benefício do réu ou, então, que as delegacias de polícia sob a autoridade dos delegados decidam pelo xadrez ou liberdade de cada infrator, simples.

    Se a lei determina prisão, cadeia;
    se a lei não estipula detenção, solta.

    Outro abraço.

  4. Caro Barroso explique os 1.3 milhões que remetestes para fora via cc5 nos anos 90.Seu nome esta na lista do Banestado.O senhor foi cobrado por Romulus Maia a 3 meses e até agora nada.

  5. Parabéns conterrâneo Bendl,pelo brilhantismo do seus textos.

    Esses comentários, vem ao encontro dos anseios da sociedade que clama por justiça.

    O conterrâneo,na sua visão,mesmo não sendo advogado, está RESSALTANDO o quê é JUSTIÇA,o quê é DIREITO.

    Ki bom está o blog TI,sem os robôs,maravilha…

    Forte Abraço, conterrâneo Bendl..

    Obs: CN,que se cuide,q.q dia o Bendl, será contratado como comunista dos grandes jornais.

  6. Pelo menos, alguns pensam diferente. Como dizia Nelson Rodrigues: a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.

    ““A lei está correta, afinal a prisão antes da condenação deve ser medida excepcional. No caso concreto, nem o Tribunal, nem o juiz, nem o Ministério Público, nem a polícia se preocuparam em cumprir a lei. Agora, a crítica não pode cair nas costas do Marco Aurélio. Ele cumpriu a lei e foi corajoso, porque sabia o estrago que essa decisão faria e não se intimidou. Então primeiro o povo precisa entender que quem cometeu o erro e tornou a prisão ilegal foram as instâncias inferiores”, encerrou Hideo.”

    Diria que o que está errado são as leis procrastinadoras das sentenças. Em todas as áreas. Por isso o número absurdo de processos que sobem ao STF. Mudem-se as leis, mas não crucifiquemos quem as cumpre e aplaudamos quem as descumprem.

    • Vidal, meu conterrâneo,

      Obrigado pelo elogio.
      Penso diferente, sim, mas não tenho a presunção porque seria idiotice, de saber mais que os outros.

      Por exemplo:
      Se eu sou juiz, não posso me ater à letra fria da lei.
      Se assim ajo, condeno e sentencio, renuncio a ser árbitro, magistrado, apenas um mero leitor e escravo da lei.

      Não existe norma que não tenha ao seu redor uma série de circunstâncias que ou agravarão ou amenizarão a pena.

      Não aplaudo quem descumpre a lei, mas aplaudo, enalteço, quem considera a Justiça fundamental à espécie humana, mesmo que deixe de cumprir uma lei que venha prejudicar a maioria do povo, pois sem fundamento, haja vista ter desconsiderado a Justiça.

      Outro abraço.

    • Meu caro conterrâneo doutor VIDAL..

      Com a devida Vênia,por um acaso o Sr. Marco Aurélio, é um estafeta,Boy,do judiciário.
      Se todos falharam,ele como guardião,deveria baixar diligências,(ouvir o primeiro grau),e segerir a COLEGA dona Rosa Weber, mas, preferiu atropelar o RITO, chamando pra si, toda a responsabilidade…

      Por, favor,ele não no foi o bastião da moralidade…

      Pelas observações do editor CN, Bendl, nem vou citar os gracejos do Juca Chaves, mas repito do ex.jogador e técnico de futebol,o Judiciário é uma caixinha de “surpresas”.

      “Se” fosse num país civilizado, onde não existisse vacilos inconfessáveis, esses comentários contra seriam inócuos.

  7. Este pavão vaidoso louco, travestido de ministro do supremo deveria ficar preso no lugar deste traficante, até que ele fosse capturado novamente…
    Aí sim, seria uma justiça bem aplicada…
    Que sujeito nojento!
    Credo !

  8. Na verdade isto é fruto ainda daquele “safa-onça”, criado para tirar o lula e o Zé Dirceu da cadeia, que passou a permitir prisão só depois de muiiiiiiiiitos recursos e a beira da prescrição.
    O STF tem mudado seus entendimentos, da mesma forma que o Bolsonaro anda mudando de “amigos”.
    Por sinal, anda angariando verdadeiros “muiiiii amigos”.

  9. Concordo com a tese do Ricardo Lemos – Belo Horizonte: O Ministro que determinou a soltura, do criminoso, deveria ficar preso no lugar deste traficante, até que ele fosse capturado novamente…
    Assim teriam mais responsabilidades nas indevidas, e por vezes até irresponsáveis, emissões das decisões resultantes nos alvarás de soltura dos criminosos já condenados.

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