Gabeira acusa Sergio Cabral de ligação com os milicianos

Por volta das 2 da tarde desta quarta-feira, a equipe de Fernando Gabeira acabou de gravar o programa para o horário gratuito das 20h30m. O governador, que mantém vigilância sobre a campanha do adversário, soube do teor do programa e menos de uma hora depois,  cerca de 10 advogados estavam no TRE tentando impedir a divulgação das acusações de ligação do governador com as milícias, que começaram a ser transmitidas esta quarta-feira, no horário político do início da tarde.

“O governador Cabral e o seu PMDB, esses sim, têm inúmeras evidências na história recente de uma aliança política com as milícias” – disse Gabeira antes de mostrar as imagens.

No programa eleitoral, Gabeira mostrou um vídeo do governador elogiando o ex-deputado Natalino Guimarães e o ex-vereador Jerominho Guimarães, acusados de integrar uma milícia – os dois estão presos. Gabeira também criticou a questão de Cabral não ir a algumas comunidades comandadas pelo tráfico de drogas por causa da violência.

Essas acusações de Gabeira são verdadeiras e nem constituem novidade. Surgiram no Panamericano, quando cabralzinho disse publicamente: “A segurança para os jogos, será dada pelas milícias”. E deram mesmo.

Há poucos dias, o candidato do PSOL a governador, Jefferson Moura, já havia exibido imagens de Sérgio Cabral elogiando e enaltecendo o deputado cassado Álvaro Lins, que deixaram o governador muito mal.

O que Gabeira deixou de abordar foi a ligação do governador com os traficantes das favelas onde foram instaladas as UPPs (Unidades Policiais Pacificadoras). Com a experiência obtida nos entendimentos com os milicianos, cabralzinho não teve dificuldades para entrar em contato com os donos do narcotráfico. E tem fechado sucessivos acordos, que funcionam nas seguintes condições: a PM sobe o morro, sem ser repelida, os traficantes somem com suas armas e máscaras ninjas, não fazem qualquer ostentação nem incomodam os moradores, mas podem seguir vendendo drogas livremente, sem serem incomodados pelas UPPs, que somente atuam contra atos de violência.

Com isso, as favelas estão sendo consideradas “pacificadas”, o que na verdade é sinônimo de tráfico livre. Essa realidade pode ser facilmente comprovada. Se o tráfico tivesse parado nas favelas “pacificadas”, haveria engarrafamento de viciados nas outras favelas, e isso não está ocorrendo. Nunca aconteceu.

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