“Gaiolas Abertas”, uma parceria bossa nova de Martinho da Vila e João Donato

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Martinho da Vila e João Donato, parceiros e grandes amigos

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O escritor, cantor e compositor Martinho José Ferreira, o Martinho da Vila (Isabel), nascido em Duas Barras (RJ), dedica a letra de “Gaiolas Abertas” a uma das suas filhas, que crescia e se tornava adulta. “Voa, voa passarinha, voa”, diz a letra da parceria com João Donato. “Tu não estás presa mais”, continuava. Martinho, o pai preocupado, alertava que “há perigos lá fora, visgos e pedras mortais”. Mas concluía, feliz: “Pra ser livre, valem os riscos”. Esta bossa nova foi gravada por João Donato no CD Coisas Tão Simples, em 1996, pela Odeon.

GAIOLAS ABERTAS
João Donato e Martinho da Vila

Voa, voa, passarinha, voa
A gaiola está aberta
Nada já te prende mais

Voa, bate asa e vai embora
Mas há perigos lá fora
Visgos e pedras mortais

Voa, pra ser livre valem os riscos
Voa, foge lá pros altos picos
Canta pra chamar o companheiro
Que anda voando fagueiro
Entre frutas tropicais           

3 thoughts on ““Gaiolas Abertas”, uma parceria bossa nova de Martinho da Vila e João Donato

  1. Vale a pena lutar para ser feliz. Arrriscar, acreditando.
    Quem não gosta do outro poeta da Vila – o Martinho? Meu primeiro encantamento com ele foi quando detonou o Pequeno Burguês. Lembro-me bem da música sempre cantada no 1º Vestibular único da UFMG. Eu trabalhava com os deficientes visuais, já que sabia Braille.
    “Felicidade!
    Passei no vestibular
    Mas a faculdade
    É particular
    Particular!
    Ela é particular
    Particular!
    Ela é particular…

    Livros tão caros
    Tanta taxa prá pagar
    Meu dinheiro muito raro

    Alguém teve que emprestar
    O meu dinheiro
    Alguém teve que emprestar
    O meu dinheiro
    Alguém teve que emprestar…

  2. A fim de parar com a “disritmia” vamos cantar

    Disritmia
    Martinho da Vila

    Eu quero me esconder debaixo
    Dessa sua saia prá fugir do mundo
    Pretendo também me embrenhar
    No emaranhado desses seus cabelos

    Preciso transfundir seu sangue
    Pro meu coração, que é tão vagabundo
    Me deixa te trazer num dengo
    Pra num cafuné fazer os meus apelos
    Me deixa te trazer num dengo
    Pra num cafuné fazer os meus apelos

    Eu quero ser exorcizado
    Pela água benta desse olhar infindo
    Que bom é ser fotografado
    Mas pelas retinas desses olhos lindos

    Me deixe hipnotizado pra acabar de vez
    Com essa disritmia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia

    Eu quero ser exorcizado
    Pela água benta desse olhar infindo
    Que bom é ser fotografado
    Mas pelas retinas desses olhos lindos

    Me deixe hipnotizado pra acabar de vez
    Com essa disritmia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia
    Vem logo, vem curar teu nego
    Que chegou de porre lá da boemia

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