Gandra denuncia manipulação da Justiça Esportiva

Deu no site da Band

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é controlado por um clã, comparado a um feudo familiar, e deveria exigir concurso público para a definição dos magistrados.

Quem defende esta tese é o jurista Ives Gandra Martins, que defende a permanência da Portuguesa na Série A do Brasileirão e o rebaixamento do Fluminense.

“É necessário discutir efetivamente este feudo que se criou no Rio de Janeiro no STJD. É um feudo familiar. Eu gosto do avô do atual presidente, é muito meu amigo, mas uma família não pode dominar um tribunal. Eu sempre defendi o concurso público para o STJD”, disse Gandra, em entrevista a Milton Neves.

“Os Zveiters dominam o STJD. O atual presidente (Flávio Zveiter) foi considerado um grande jurista já no terceiro ano de faculdade para ingressar no STJD. Nem o Miguel Reale no terceiro ano de faculdade era considerado um grande jurista.”

Segundo Gandra, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, abriu um importante precedente para a Lusa em 2010.

Na época, o Fluminense poderia perder pontos, pois escalou um jogador irregularmente. Schimitt afirmou, então, que havia uma questão “moral” que se sobrepunha à letra fria da lei.

O vídeo com essas declarações tem circulado na internet.

Segundo Gandra, a Portuguesa está sendo caçada pelo STJD porque o procurador-geral Paulo Schmitt mostra clara preferência pelo Fluminense.

19 thoughts on “Gandra denuncia manipulação da Justiça Esportiva

  1. Tanto a CBF quanto o STJD deveriam deixar de estar sediados no Rio da Janeiro.
    Porque estão ambas as entidades situadas em uma mesma cidade?
    Isto facilitaria a moralização do futebol brasileiro.

  2. Gostaria de saber por que arbitrária e vergonhosamente, o presidente do STJD, Flávio Zveiter, não aplicou o Regulamento do Campeonato Brasileiro no julgamento da partida do Atlético Paranaense X Vasco da Gama?

    Partida esta que não poderia sequer ser iniciada pelos seguintes motivos:

    1- Não há hidrantes em funcionento no estádio;
    2- Não há Certificado de Licenciamento do Corpo de Bombeiros;
    3- Não havia polícia no interior do estádio;
    4- A segurança particular alocada(90 homems) era insuficiente ara conter 8.000 torcedores;
    5- Não havia elemento físico suficiente para separar as torcidas e sim uma corda;
    6- Não existia uma ambulância no estádio;
    7- O juiz levou 73 minutos para recomeçar a partida e o regulamento permite 60 máximos;
    8- A Diretoria do Vasco foi ameaçada;
    9- A torcida do Atlético Paranaense é que invadiu a área da torcida do Vasco da Gama para agredir seus torcedores;
    10- Foram brutalmente feridos o Estatuto do Torcedor e o Regulamento da Competição, entre outros dispositivos legais;
    11- Todas as responsabilidades sobre segurança física e que o local ofereça as condições para a prática a que se destina, são de responsabilidade do Clube Mandante e do Responsável pela organização da competição, Atlético Paranaense e CBF.

    A precipitada e indecente decisão do Presidente do STJD, só reforça a prática de arbitrariedade e falta de democracia, reforçado por essa mídia anti-vascaína, mormente, que se omite ou nega direitos. Uma lástima.

  3. Se o Vasco tivesse se retirado de campo após sessenta minutos de espera talvez tivesse uma chance de esta na série A. A Portuguesa ganhou em campo e perdeu também em campo quando colocou um jogador irregular para jogar; é virada de mesa quando um clube não tem direito de recorrer e mesmo sem esse direito ele consegue aquilo que quer. Devemos tirar as conclusões não pela emoção por esse ou aquele clube ser maior ou menor do que o outro sim pelo lado da razão. Quem errou foi a Portuguesa e não o FLUMINENSE. O FLU somou o mesmo número de ponto do Criciúma, mas o regulamento assim determina que ele por ter um número de vitória a menos seria rebaixado, não é isso que o FLU esta questionando. Contra fatos não há argumento, A Lusa errou dentro de campo e vai pagar pelos erros fora de campo.,o resto é chororô pela incompetência.

    • Luiz, realmente, o Vasco deveria ter tirado o time de campo, mas o atual presidente do clube, o deputado gazeteiro e caloteiro Roberto Dinamite, foi covarde perante o árbitro da partida e o diretor do Atlético Paranaense, Antonio Lopes.

      Abs,
      Paulo Peres

    • Chororô é não cumprir as leis do país que diz que a punição só deve valer após sua publicação, Artigo 35 do estatuto do torcedor, o qual o próprio presidente do stjd e seu nobre auditor não seguiram, e lembro do caso da perda de pontos do flu como diz deveria ter sofrido caso as regras fossem cumpridas no ano de 2010 por escalação irregular de jogador, então veja de forma correta e depois se pronuncie

  4. Não vou entrar no mérito, se a Lusa estava errada ou certa. Uma lei, não deve ser fria, burra, capenga e
    insensata, ou absolve ou dá uma pena violenta ( Calça de veludo ou banda de fora), é necessário que
    haja uma analise mais profunda de cada caso. Os resultados dos jogos da Portuguesa e do Flamengo,
    não influía na classificação, considerando-se que era o último jogo, qualquer resultado, não beneficiaria,
    nem prejudicaria ninguém, que penalizassem os clubes com multas pesadas, mando de campo e
    suspensão do jogador por diversos jogos ou outro qualquer tipo de pena, É uma violência contra o futebol
    e as torcidas que pagam para assistir o jogo, em torno de uma partida de futebol, há umadespesa muito grande que envolve muita gente

  5. Desculpem minha falha, continuando o cometário acima: Tirar 4 pontos de um time de que lutou em campo,
    e chegou a uma posição que lhe garantia a primeira divisão e dar a outro time que não fez por merecer, é
    no mínimo uma violência. É necessário rever esse código, e se realmente os julgadores não são concursados,
    que se faça urgentemente concurso, para que haja mais credibilidade.

  6. Concordo com a tese do concurso descrita no texto. Contudo, apesar do Gandra ser pessoa de renome, no texto em tela não há qualquer subsídio que possa modificar a decisão proferida na segunda-feira. Por fim, informo que o maior beneficiário do Zveiter – Filho presidente foi o Flamengo. Isso porque, o Zveitinho arquivou o processo do Vasco de maneira sumária e precoce sem ao menos levá-lo a julgamento colegiado.

  7. Recentementer nós vimos o povo clamar por justiça com grandes manifestações por todo país; agora uma grande parcela desse povo que foram as rua querem que as autoridades não cumpra a LEI; difícil de entender. Se a partida não valia nada isso só prova a incompetência da Portuguesa. Imagina que uma pessoa assalte um banco, chegando lá não encontra dinheiro nenhum no cofre e em seguida é preso. Esse assaltante não vai ser punido porque não roubou nenhum dinheiro do cofre? O fato é que ele assaltou ,não importa que tenha ou não conseguido levar algum dinheiro.

  8. Vamos lá, fala-se em pagar Série B.

    Neste quesito, dos ditos grandes, ainda devem:

    Bahia – 2000 (Guindaste João Havelange)
    Fluminense – 2000 (Guindaste João Havelange)
    Internacional – 1999 (Guindaste João Havelange)
    Botafogo – 1986 (Na gigantesca manobra que extinguiu o América) e 1999 (Guindaste João Havelange)
    Grêmio – 1984 (quando foi ‘convidado’ a disputar a 1ª) e 1993 (quando pulou da 2ª pra 1ª)
    Vasco – 1984 (quando foi ‘convidado’ a disputar a 1ª)
    Santos – 1983 (foi ‘convidado’ a disputar a 1ª)
    São Paulo e Santos – 1979 (quando se recusaram a disputar o campeonato, o que atualmente acarretaria no impedimento de disputar competição oficiais, caindo diretamente para a Série D)

    Contudo, se aplicado o contexto histórico, desde 2002/2003 busca-se uma moralização do futebol brasileiro, quando Botafogo, a própria Portuguesa e o Palmeiras foram rebaixados NO CAMPO e subiram NO CAMPO. Após, houve o episódio do Corinthians Joorabichian & Edilson de Carvalho em 2005. Mas este balde de água fria não foi capaz de abalar a mobilização, e desde 2006 o Campeonato Brasileiro repete a mesma – e justa – fórmula: um feito inédito no futebol do país.

    Ou seja, desde a virada do século/milênio, não se apelava à desleixos da obsoleta e corrupta CBF para que decida resultado de jogo disputado no campo. Ninguém é inocente de achar que não exista mais a influência política nos bastidores, a influência dos patrocinadores, e que não exista mais a mala preta, a mala branca, a mala preta-e-branca. Mas no âmbito perceptível, os desmandos escrachados de outrora haviam sido extirpados.

    Essa fixação pelo tapetão data do final dos anos 1960 (caso Palmeiras-Guarani), e no Campeonato Brasileiro em 1972 (quando o Botafogo tirou os pontos do ABC de Natal para se classificar à fase seguinte).

    Meu aplauso ao bravo Santa Cruz, que lota seu ESTÁDIO PARTICULAR, em QUALQUER DIVISÃO e está voltando NO CAMPO para a Série A em breve. Sequer sou pernambucano, mas gostaria muito de ver o Santa ser campeão brasileiro em 2015, pra dar um tapa moral na cara de ‘Tapetenses’ da vida. Talvez ainda haja justiça, talvez.

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