Garotinho afirma que vence no TSE e será candidato

Pedro do Coutto

A respeito de artigo meu publicado neste site, edição de 3 de junho, quando disse que ele tem prazo de trinta dias – agora são só vinte – para decidir seu destino no Tribunal Superior Eleitoral, o ex-governador Garotinho afirmou ter recorrido ao TSE e ter a certeza de que vai ser vitorioso e, assim, candidato ao governo do Rio de Janeiro nas urnas de outubro.

Garotinho acentuou que o TRE contrariou a legislação eleitoral e julgou novamente uma ação que já havia rejeitado por duas vezes. Ignorou também que o Tribunal Superior, apreciando recurso, já havia inclusive mandado arquivar a representação. E o ex-governador atribui tudo à pressão desencadeada pelo governador Sérgio Cabral para retirá-lo do páreo.

– A situação é tão grave – ressaltou – que a ABI e a OAB aceitaram formar um Comitê de Acompanhamento das Eleições no Rio. Vejam só: meu programa na Rádio melodia, Palavra de Paz, que apresento há cinco anos, foi tirado do ar por pressão de Sérgio Cabral. Deputados aliados meus estão sendo procurados por emissários de Cabral com propostas de bancar suas campanhas, se aceitarem me trair. Acrescente-se que Sergio Cabral está fazendo campanha abertamente, com faixas, discursos, apelos por voto, tudo isso até agora sem receber sequer multa de parte do TER. Estou travando uma batalha desigual. Há parcialidade de setores da imprensa, parcialidade bastante clara. Mas no dia 3 de outubro quem vai decidir a eleição será o povo, não acreditem nas pesquisas que estão sendo colocadas em jornais. Uma delas,  do Datafolha, me colocou até atrás do Gabeira.

Um segundo assunto

Numa ótima matéria publicada na edição de 7 de junho de O Estado de São Paulo, com base ainda na mais recente pesquisa do Ibope, Daniel Brumati, embora sem abordar diretamente o tema, forneceu a explicação para a alta popularidade do presidente Lula: 75% de aprovação. Para 72% da opinião pública, o acesso ao consumo de alimentos e bens duráveis melhorou nos dois últimos anos. Melhorou muito para 32%, melhorou para 40%. Para 50|%, o mercado de empregos também avançou para melhor no biênio 2009-2010. Os números traduzem , em grande parte, as razões do sucesso. Há outras, mas estas, creio, são suficientes. A simpatia pessoal e a eficiência das comunicação vem logo depois.

Um terceiro ponto.

Reportagem de Rodrigo Vizeu, Folha de São Paulo, também publicada no dia 7, focaliza uma divisão nas bases municipais de Aécio neves, em Minas, em relação à candidatura José Serra.

São 853 cidades, das quais 286 governadas por prefeitos do PSDB, DEM e PPS, a base oposicionista do governo Lula. Vizeu, num trabalho de fôlego, muito bem feito, ouviu 264 prefeitos, 90%. Deste total, 79, um terço, afirmaram seguir a liderança de Aécio, mas não se encontram dispostos a votar em José Serra, muito menos pedir votos para ele.

Em primeiro lugar, queriam que o candidato fosse o ex-governador mineiro, não o paulista. Em segundo, acham Serra gelado, de cordialidade e comunicação difíceis, alguém que mantém os aliados à distância. Mas, penso eu, por trás de tudo, situa-se uma estratégia do próprio Aécio. A vitória de Serra não o interessa. Pois, nesta hipótese, teria que esperar oito anos para ser candidato a presidente. Ao passo que uma vitória de Dilma Roussef representa um espaço de tempo de apenas quatro anos. A metade. Vale uma missa.

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