Geddel, Cunha, Henrique Alves e mais 15 viram réus na Operação Cui Bono

Operação deflagrada no ano passado apura fraudes na Caixa

Deu no O Globo

O ex-ministro Geddel Vieira Lima e os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, todos do MDB, viraram réus nesta semana, no processo relacionado à Operação Cui Bono, que investiga fraudes na liberação de créditos pela Caixa Econômica Federal. Geddel chegou a ser vice-presidente do banco, enquanto os ex-parlamentares, segundo o Ministério Público Federal (MPF), tinham influência na área.

A denúncia foi aceita nesta terça-feira, dia 13, pelo juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília. Outras 15 pessoas também vão responder ao processo, entre elas o doleiro Lúcio Funaro, que tornou-se delator e é apontado pelos investigadores como operador do MDB, e o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto, que foi indicado por Cunha para o posto.

TRANSAÇÕES – O magistrado deu dez dias para as defesas dos réus apresentarem respostas à acusação e 15 dias para a Polícia Federal apresentar um relatório “pormenorizado sobre os bens e respectivas destinações apreendidos no interesse deste processo”. As transações financeiras que são alvo do processo envolvem os grupos Marfrig, Bertin, J&F, BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. Ao longo das investigações, as empresas sempre negaram as irregularidades.

Os investigadores afirmam que a estrutura basilar da prática das fraudes na Caixa era composta por três frentes: empresarial; funcionários públicos e grupo político e operadores financeiros. O advogado de Eduardo Cunha, Délio Lins e Silva, afirmou que as acusações são “requentadas, sem provas” e que “serão afastadas pela defesa” no curso da ação penal. O advogado de Lúcio Funaro, Bruno Espiñeira, afirmou que o delator “segue efetivamente prestando todas as informações necessárias para as autoridades, elucidando uma centena de fatos e circunstâncias relacionadas a fatos delitivos cometidos no cenário nacional e internacional”.

INOCÊNCIA – O defensor acrescentou que, durante o processo, Funaro continuará esclarecendo “todos os fatos necessários, sempre se pautando pela veracidade e verdade das informações, quase sempre corroboradas com documentos e demonstrações daquilo que efetivamente ele informa aos autoridades”. Já o advogado de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal, afirmou que o ex-deputado é inocente, o que, segundo ele, será provado ao longo da ação. As defesas de Geddel e Fábio Cleto não foram encontradas pela reportagem.

2 thoughts on “Geddel, Cunha, Henrique Alves e mais 15 viram réus na Operação Cui Bono

  1. Esse “afastado” do juridiquês é meio perigoso, quando se trata de corruptos, acho. O que é apenas afastado, pode voltar. E com mais força ainda. rs rs

  2. Político corrupto em posição privilegiada e dono de caneta, dá nisso. Cargos públicos em posição de relevo, CAIXA, BB e BNDES, somente funcionários de carreira, concursados, que tenham amor ao país, ou que se sujeitem ao crivo dos órgãos de controle e sem restrições por Headhunters.

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