General Mourão será um grande reforço para a campanha de Jair Bolsonaro

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Gen. Mourão vai dar uma entrevista atrás da outra

Carlos Newton

Afinal, o que significa a integração do general reformado Hamilton Mourão (PRTB) à chapa do capitão reformado Jair Bolsonaro (PSL)? Bem, há argumentos de que não mudará muita coisa, porque os eleitores do candidato à Presidência parecem estar bem definidos e não têm crescido nas pesquisas. Aliás, todos os concorrentes parecem estacionários. Assim, o lançamento do presidente do Clube Militar pouco significaria, seria apenas uma chapa puro-sangue como qualquer outra.

Mas não é assim que as coisas funcionam na política brasileira, que funciona em meio à maior esculhambação. Na verdade, o general vai ser um vice de respeito, que vai percorrer o país e dará uma entrevista bombástica após a outra, para desmontar os adversários. Vai agregar e atrair eleitores. E também ajudará a diminuir a “boçalidade” que caracteriza grande parte dos adeptos de Bolsonaro.

QUADRO CONFUSO – Mourão é uma novidade e tanto, no quadro confuso que caracteriza esta eleição, em que direita e esquerda (se é que podemos considerá-las assim) caminham totalmente divididas e as possibilidades de segundo turno são múltiplas.

Tudo indica que Fernando Haddad vai disputar em nome de Lula, mas ninguém pode prever se o novo poste poderá se sustentar de pé, sozinho. De toda forma, os votos das esquerdas (se é que podemos considerá-las assim) serão divididos por Haddad com Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela d’Ávila (PCdoB).

Esse ponto é fundamental para abrir caminho a uma possível vitória das direitas (se é que podemos considerá-las assim), seja com Bolsonaro (PSL), Alckmin (PSDB) ou Alvaro Dias (Podemos) .

E O CENTRO? – Neste quadro confuso, Marina Silva e Alvaro Dias podem ser tidos como candidaturas de centro (se é que podemos considerá-las assim), e no caso, Marina seria centro-verde e Alvaro centro-direita, segurando o rojão de seu vice Paulo Rabello de Castro, que é um dos ideólogos do neoliberalismo mais radical no país.

Hipoteticamente, pelo menos seis concorrentes têm condições de vencer – Bolsonaro, Marina, Ciro, Haddad, Alckmin e Alvaro, não necessariamente nesta ordem. Posso estar errado, mas acho que Meirelles não decola e os outros fazem apenas figuração.

E não vejo como a campanha pela TV possa influir de forma muito expressiva, porque nas grandes cidades todos os bairros pobres têm serviços clandestinos de TV a cabo, que aqui no Rio chamamos de gato-Net. Portanto, quem assiste somente TV aberta é uma pequena minoria.

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P.S. 1
Um fato concreto é que a situação econômica do país não está melhorando, circunstância que beneficia os candidatos de oposição, especialmente Bolsonaro, Ciro, Haddad e Alvaro. Quanto a Marina e Alckmin, não sabem fazer oposição. A meu ver, por isso terão menos chances de passar ao segundo turno. Mas posso estar enganado, é claro. (C.N.)
   

15 thoughts on “General Mourão será um grande reforço para a campanha de Jair Bolsonaro

  1. Realmente, está muito difícil saber quem vai ganhar, todavia quem vai perder ou levar fumo outra vez é barbada, qualquer idiota sabe disso de antemão, não precisa nem de bola de cristal, é o povo, como de costume, que depois de tudo ainda será tachado de a besta do apocalipse eleitoral que não sabe votar, com os derrotados dizendo que cada povo tem o governo que merece, por mais patético que isso pareça vai continuar sendo assim.

  2. A rigor, cumpre aguardar um pouco mais_ especificamente, o início das campanhas.
    Certos movimentos, nesse xadrez eleitoral, terão consequências imprevisíveis, sobretudo a traição do PT, esse partido apodrecido que esfaqueou, pelas costas, a unidade das esquerdas_ com o propósito claro de decepar a liderança indiscutível de Ciro Gomes. Com efeito, já é enorme o número de petistas que NÃO votarão no novo poste do Lula, e será sensacional ver esse partido despencando do centésimo andar graças à sua arrogância, egoísmo e ausência de nacionalismo_ claro, entre tantos outros defeitos mais.
    Quanto a Bolsonaro, idem: é preciso esperar o feedback da sociedade civil, como um todo, quanto ao encaminhamento de militares ao Palácio do Planalto. É preciso lembrar que essa questão não é pacífica, para dizer o mínimo.
    Contudo, há um aspecto que me parece mais interessante: os bolsonaristas ainda não se deram conta de que é grande estupidez atacar Ciro Gomes. Seus inimigos mais ferozes estão agrupados na máquina de guerra tucana, máquina essa que dispõe de tempo, dinheiro e o apoio incondicional da grande imprensa. Se Alckimim for para o segundo turno, o PSL precisará de apoio, nenhuma dúvida. Como não poderá contar com Marina Silva _ nem com praticamente nenhum outro partido _é preciso lembrar que os eleitores de Ciro Gomes são, a rigor, nacionalistas, bem como o próprio Ciro Gomes. Acrescente_se, também, que Bolsonaro já foi eleitor declarado de CIRO, e este fulminou assim: ” mil vezes Bolsonaro do que Dória”.
    Além disso, Ciro desferiria um golpe duplo mortal, absolutamente estupendo, tanto no PT quanto no Centrão.
    Como dizia BRIZOLA: ” a política ama a traição, mas abomina os traidores “.
    Ou Getúlio Vargas: ” em política, não se deve ser tão amigo que não se possa ser inimigo, nem tão inimigo que não se possa ser amigo “.

    Saudações,
    Carlos Cazé.

    Ps: pessoalmente, penso que Bolsonaro e CIRO Gomes têm um encontro marcado. Seja como oponentes ou não.
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    • Cazé,
      Bem realista sua analise, mas tem de ver se o Ciro vai perceber quem são seus reais rivais na disputa da unica vaga, a priore e pra tranquilidade de Bolsonaro a vaga dele tá garantida, então Ciro tem de mirar seu poder de fogo nos outros concorrentes enquanto o Bolsonaro sem um concorrente definido não terá muito o que fazer, para Bolsonaro o melhor para o segundo turno seria o poste do lula. E atacar o Bolsonaro em tempo integral geraria uma empatia do publico.
      As táticas desta eleição vão enlouquecer os estrategistas.

      • Prezado AL,

        Em política, não caia nessa armadilha de achar que alguma coisa esteja garantida_ de maneira nenhuma.
        O candidato Bolsonaro, por si só, é realmente fraco, não sabe nada de coisa alguma. É preciso esperar a reação do público quanto à tsunâmica desconstrução da candidatura dele, porque você não deve ter a menor dúvida quanto a isso: o gigantesco tempo de TV do Alckmim se destinará a arrasar Bolsonaro.
        Por outro lado, você sabe a força que, infelizmente, o PT ainda tem. Se o Bolsonaro bobear com essa história de ” vaga garantida”, poderá ter uma surpresa monumental.
        Neste momento, é isso: ninguém está garantido_ninguém. Teoricamente, ele está bem na fita, mas só teoricamente. Porque, além de tudo, a rejeição dele é astronômica, não é verdade?
        Abs

  3. “CHEGOU O GENERAL DA BANDA Ê Ê
    CHEGOU O GENERAL DA BANDA Ê A
    MOURÃO, MOURÃO
    VARA MADURA QUE NÃO CAI
    CATUCA POR BAIXO QUE ELE VAI”

    (a vida imita a arte)

  4. Se o Bolsonaro, acompanhado pelo General Mourão, vencer a eleição deste ano, não tenham dúvidas, que um dia após a vitória, a maioria da classe política brasileira, estará dando “urras” a revolução redentora de 1964.
    É da natureza dos políticos pátrios, a característica camaleônica, que faz com que os vencidos aderem aos vencedores, logo após a proclamação da vitória.
    Enquanto a dupla verde oliva “reinar”, não se ouvira falar em ditadura, assim são nossos homens públicos, o masculino literal das mulheres pública de antigamente( talvez o conceito já tenha mudado hoje).
    Para quem já entregou o pais a sanha do sindicalismo e resultou no desastre atual, não custa experimentar agora o militarismo como classe governante e depois ver no que vai dar.
    Esqueçam os militares de 64, os de agora querem o poder, mas de forma democrática, como convém a democracia.

  5. Prezado Carlos Newton,

    Primeiro uma pequena contribuição à sua análise:

    Tanto o Gal. Mourão, como o Cap. Bolsonaro são oficiais da Reserva do Exército Brasileiro. Somente serão reformados ao atingirem a idade de 70 anos.

    Segundo (a conferir):

    Acredito, pela trajetória histórica dos resultados eleitorais dos últimos 40 anos, somada pela definição do Gal. Mourão como Vice na Chapa, que a Chapa dos Candidatos Bolsonaro e Mourão, têm um enorme desafio pela frente.

    Ganhar no Primeiro Turno. Se fracassar neste intento, será derrotada por qualquer das demais Chapas candidatas, no Segundo Turno.

    Abraços Fraternais.

  6. Caro C.N. os demais partidos citados no seu texto são de esquerda! Não há centro nem direitas. Socialismo e Comunismo são títulos da esquerda e não se confundem com a direita nem que a vaca tussa. Portanto, Álvaro Dias, Marina, Alckmin, Ciro, Haddad, Boulos e outros de menor perspectiva são, todos de esquerda. Centrão e “direitas” são apenas vocábulos cristalizados na falácia ideológico partidária! Candidato de direita, com possibilidades, somente Bolsonaro que, agora, reforça sua posição com o general Mourão.

  7. Por ora, a trincheira dos votos brancos, nulos e abstenções, em prol da Revolução Redentora, contra o continuísmo do $istema podre, à paisana e fardado, é o melhora lugar para estar.

  8. BOLSONARO CITOU A QUESTÃO DO “TRIPLO A” GLOBO NEWS.
    O silêncio da grande Imprensa sobre a entrega da Amazônia aos interesses estrangeiros é ensurdecedor!
    O projeto é conhecido como “Triplo A”, um grande plano internacional para criar…
    Saiba mais: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/205363-governo-brasileiro-vende-3-milhoes-de-hectares-da-amazonia-por-us-60-milhoes-aos-ambientalistas.html#.W2hdO_rajDQ.google_plusone_share

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