Mourão e Moro vão transformar a Amazônia numa verdadeira operação de guerra

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Mourão diz que em março já apresentará os primeiros resultados

Carlos Newton

Como se sabe, os generais Eduardo Villas Bôas, Augusto Heleno e Hamilton Mourão foram os grandes avalistas da eleição de Jair Bolsonaro.  O apoio desses chefes militares consolidou o candidato do PLS como o grande rival do petista Fernando Haddad, que disputava na vaga de Lula da Silva, o maior fenômeno eleitoral do país, vencedor de quatro eleições seguidas – duas em seu nome próprio e as outras duas com transferência de seus votos para Dilma Rousseff, que jamais disputara eleição nem para síndica de prédio.

Esse apoio militar começou a se fragmentar logo após a eleição, porque Bolsonaro não ouvia mais ninguém e começou a atacar o vice Hamilton Mourão, que teve de demonstrar enorme maturidade.

ESCANTEADO – Alvejado diariamente pelo presidente Bolsonaro e seus três filhos, Mourão simplesmente foi obrigado a parar de receber jornalistas nacionais e estrangeiros, que o consideravam um interlocutor seguro e confiável. Ou seja, foi claramente escanteado do governo, mas não passou recibo.

Continuou desprestigiado até mesmo nas duas licenças médicas do presidente para se submeter a delicadas cirurgias de risco, quando Bolsonaro forçou a barra para reassumir sem ter a menor condição física, de forma a que seu vice ficasse o menor número possível de dias como presidente interino, como aconteceu após a segunda operação.

Mourão ficou fingindo de morto, até parecia um gaúcho travestido de político mineiro. E a estratégia deu certo. Aos poucos, Bolsonaro foi se livrando dos filhos e da influência tenebrosa do escritor ultradireitista Olavo de Carvalho, restabeleceu a amizade com Mourão e passou até a lhe delegar algumas missões.

CONSELHO DA AMAZÔNIA – Nesta semana, ciente de que a questão ambiental tornou-se crucial para o futuro do governo, Bolsonaro criou o importantíssimo Conselho da Amazônia e nomeou o general Mourão para vencer esse tremendo desafio.

No Twitter, o vice-presidente postou uma bela mensagem. “Agradeço ao presidente @jairbolsonaro a confiança em mim depositada ao incumbir-me da coordenação do Conselho da Amazônia, criado para integrar as ações dos ministérios em prol da proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da região. A Selva nos une e a Amazônia nos pertence!”

Mourão enfim poderá mostrar a que veio. Com toda certeza, vai transformar a Amazônia numa operação de guerra, com apoio da Marinha, da FAB e de outros órgãos públicos.

MOURÃO E MORO -Mourão deu início aos trabalhos convocando  o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Mourão, para acertar a criação da Força Nacional da Amazônia, uma nova tropa de elite.

Sabe-se que os destruidores da floresta são criminosos de alto nível e grande poder financeiro, que corrompem oficiais de cartório e falsificam escrituras de propriedade. Até agora, tiveram vida boa, mas agora estão com seus dias contados. A dupla sertaneja Mourão e Moro  vai jogar pesado contra eles e desfazer esses esquemas criminosos.

Cortar a madeira e limpar a terra é tarefa árdua, que custa muito dinheiro. Quando há repressão, é mal negócio investir nisso e o desmatamento vai ser interrompido, podem apostar. Em contrapartida, a recuperação da floresta é fácil, em poucos anos ela naturalmente se recompõe, movida pela chuva constante. Primeiro, nasce o que os amazônidas chamam de capoeira, uma mata de arbustos; em seguida, a floresta ressurge em toda a sua diversidade e exuberância.

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P.S.Este é o assunto mais importante do momento. Em breve, voltaremos a ele, com informações sobre os projetos para punir os desmatadores, com uso das fotos de satélite. Como diz o general Mourão, a selva nos une e a Amazônia nos pertence. (C.N.)

11 thoughts on “Mourão e Moro vão transformar a Amazônia numa verdadeira operação de guerra

  1. Na entrevista que deu na semana passada a Globo News, quando perguntado sobre a influência de Olavo de Carvalho e dos filhos do Presidente no governo, o Gen. Mourão disse aos jornalistas que “isso não existe, é fantasia”.

    O Conselho da Amazônia foi mais um golaço do Bolsonaro, os opositores vão dizer o que?

  2. Aqui, quando se fala em DESMATAMENTO, como bem disse o Vice-Presidente MOURÃO em recente entrevista, deve-se ressaltar que é o DESMATAMENTO ILEGAL.

    As Fazendas na Amazônia devem manter 80% Florestada, mas podem DESMATAR 20% LEGALMENTE.
    E precisamos INTEGRAR a Amazônia na Economia Nacional, Populá-la, para não ENTREGAR.
    Pelo menos até não termos aquela Arma que poucas Nações TEM.

  3. ENQUANTO EM BRASÍLIA: O governo Bolsonaro/Guedes incluiu a Empresa de Tecnologias e Informações da Previdência Social (Dataprev) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), responsáveis por gerir a infraestrutura de tecnologia do país, em seu programa de desestatização. A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados, Informática e Tecnologia da Informação do Estado de Pernambuco (Sindpd-PE), Sheyla Lima explica o que essas privatizações significam para o país. https://www.redebrasilatual.com.br/economia/2020/01/por-que-empresas-como-amazon-e-google-estao-interessadas-em-comprar-o-serpro/

  4. Beleza, vamos ver se desta vez se estes bandidos que adora destruir a floresta vão mesmo em cana. Esta união de fortes, de um que conhece a região e outro que quer por bandido na cadeia. funciona. Faço votos que funcione, é mais um discurso que tiram da boca dos demagogos e dos estúpidos.

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