General Ramos diz que Bolsonaro referiu-se à Polícia Federal, mas o presidente nega

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Pedro do Coutto

Reportagem de Daniel Carvalho, Folha de São Paulo desta quinta-feira, destaca uma frase do presidente Jair Bolsonaro dizendo que o General Eduardo Ramos, chefe da Secretaria de Governo, se equivocou ao dizer que na reunião ministerial de 22 de abril, ele, Bolsonaro se referiu a Polícia Federal. A questão surgiu em decorrência de o presidente da República ter se referido a Polícia Federal naquela reunião. Mas na versão de Bolsonaro, em momento algum ele falou sobre a PF.

A reportagem de Daniel Carvalho acentua que não só o general Eduardo Ramos, mas também o general Augusto Heleno se referiram ao mesmo fato. Bolsonaro disse que não solicitou nada a Polícia Federal, mesmo porque a segurança de sua família é encargo do Gabinete de Segurança Institucional chefiado por Augusto Heleno.

MOTIVO DA DEMISSÃO – Na minha opinião a referência ocorreu porque sobre ela referiu-se o ex-ministro Sérgio Moro ao colocar um motivo central de sua exoneração. O ministro Celso de Mello deu prazo de cinco dias para que o procurador geral da República, Augusto Aras, decida o caminho do inquérito aberto a pedido dele, por ordem do presidente da República.

Vão opinar ao relator do STF também o advogado Geral da União, ministro José Levi, e também os advogados de Sérgio Moro. Vencida esta etapa a matéria retorna às mãos do ministro Celso de Mello.

Assim dessa forma no sábado o país tomará conhecimento do despacho de Augusto Aras e também a posição a ser fixada pelo ministro Celso de Mello.

REAJUSTE DIRECIONADO – O presidente da República enviou ao Congresso projeto de lei que concede reajuste de vencimentos aos policiais militares e civis que trabalham no Planalto. Na mensagem estão incluídos os que integram o corpo de bombeiros. É possível que o aumento se estenda a segurança que trabalha no Congresso Nacional.

Lembro, entretanto, que pela Constituição Federal não pode haver a concessão de reajuste para algumas categorias e o mesmo não abranger o funcionalismo federal de modo geral. Vamos aguardar assim a próxima etapa desse projeto.

A Câmara, matéria de Manoel Ventura, O Globo, aprovou o aumento encaminhado pela presidência da República. Agora é a vez do Senado.

CHANCELER INSATISFEITO – O Ministério das Relações Exteriores decidiu suspender o envio de matérias nacionais às embaixadas estrangeiras. Lisandra Paraguaçu, O Globo, disse que o chanceler brasileiro encontra-se insatisfeito com a cobertura jornalística de seu trabalho pelas embaixadas sediadas em Brasília.

Além desse aspecto ele inclui o fato de não ter sido publicado nos jornais nos países que possuem representação em Brasília. Entre os motivos encontra-se também a não publicação de artigo de Ernesto Araujo sobre o relacionamento diplomático de ex-chanceleres.

A meu ver, o ministro Ernesto Araujo revela desconhecer as questões relativas a publicação de artigos. É fato comum matérias e artigos enviadas a jornais não serem publicadas. Isso acontece. Não é motivo para reclamações.

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