George Soros financia no Brasil um grande número de ONGs e instituições sociais

George Soros Philanthropy 50 de fevereiro de 2011 Foto

George Soros é um grande benfeitor dos países africanos

Gabriel de Arruda Castro
Gazeta do Povo

A Fundação Open Society, comandada pelo bilionário George Soros, distribuiu cerca de US$ 32 milhões a organizações brasileiras entre 2016 e 2019. O valor equivale a aproximadamente R$ 117 milhões, considerando o câmbio médio de cada ano. A conclusão é de um levantamento exclusivo da Gazeta do Povo, com base em dados da própria fundação. Os números detalhados de 2020 ainda não estão disponíveis.

A Fundação Open Society atua em 120 países, e distribuiu mais de 3 mil doações no ano de 2019. O orçamento total da fundação para 2020 foi de US$ 1,2 bilhão. Desses, apenas US$ 55 milhões foram destinados à América Latina. George Soros tem uma fortuna US$ 8,6 bilhões, segundo a revista Forbes.

Ao todo, 118 organizações receberam recursos da Open Society para atuar no Brasil entre 2016 e 2019. A grande maioria é de entidades com sede no país, mas também houve repasses para que organizações estrangeiras realizassem projetos no Brasil.

TOTAL AINDA MAIOR – O montante da Open Society aplicado no Brasil muito provavelmente é ainda maior, já que algumas das entidades internacionais financiadas pela Open Society atuam em diversos países ao mesmo tempo. Além disso, a organização distribui recursos diretamente a pesquisadores individuais. Esse montante não foi incluído no cálculo feito pela reportagem.

A Open Society, criada em 1984, defende a liberação das drogas, a legalização do aborto e a libertação de presos que eles chamam de “não violentos”. A organização também se orgulha de financiar projetos que “promovam os direitos em áreas como o reconhecimento legal da fluidez de gênero”.

No período de 2016 a 2019, a organização brasileira que mais recebeu recursos da Open Society foi a Associação Direitos Humanos em Rede, com US$ 2,3 milhões. A entidade, que hoje assumiu o nome de Conecta Direitos Humanos, se identifica como um grupo de ativistas em prol dos direitos humanos. Uma das prioridades da Conectas é a defesa de criminosos encarcerados. A entidade se opõe ao “encarceramento em massa” e apoia medidas que reduzam o número de prisioneiros no Brasil.

DESARMAMENTO – A segunda organização que mais recebeu recursos da Open Society é o Instituto Sou da Paz (US$ 1,8 milhão), que promove, dentre outras causas, a defesa do desarmamento da população. Em seguida, aparece Instituto Igarapé (US$ 1, 5 milhão). A entidade comandada pela cientista política Ilana Szabó atua na defesa da descriminalização das drogas.

Outros nomes da lista da Open Society chamam atenção. A Fundação Fernando Henrique Cardoso obteve US$ 315 mil, distribuídos em três anos diferentes.

Já o Instituto Anis foi beneficiado com US$ 245 mil. O rosto mais conhecido da organização é de Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília e uma das mais conhecidas defensoras da legalização do aborto no Brasil.

LISTA DIFERENCIADA – A Associação dos Juízes Federais obteve, em 2019, uma doação de US$ 10 mil. A Quebrando o Tabu, que tem 12 milhões de seguidores no Facebook, recebeu US$ 228 mil.

A lista da Open Society também inclui a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Instituto Alana, o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-UERJ) e a Fiotec, um braço da Fundação Oswaldo Cruz.

Em princípio, não há nada de ilegal no trabalho da Fundação Open Society. Mas o volume significativo de recursos injetados em projetos alinhados com as causas de esquerda – e que nem sempre ganha publicidade – pode desequilibrar o debate público.

DA FGV A FHC – A rede financiada pela Open Society é pouco conhecida do público. Os dados sobre as doações ficam em uma parte pouco acessível do site da organização, e não é possível fazer uma separação por país.

Muitas vezes, os beneficiados também não fazem questão de exibir a ligação. A Fundação Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, não divulga quem são os seus financiadores. O Viva Rio, tampouco.

A Quebrando o Tabu também não. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) menciona a Open Society em sua prestação de contas, mas os dados estão defasados: o relatório mais recente é o do biênio 2016-2017.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Muito interessante a reportagem, enviada à Tribuna por Mário Assis Causanilhas. Mostra por que George Soros, que antes era chamado de “investidor”, quando Armínio Fraga trabalhava com ele, de uns anos para cá passou a ser chamado de “filantropo”. Outros bilionários, como o brasileiro Jorge Paulo Lemann, fazem o mesmo, distribuindo parte de suas fortunas para causas sociais. São acusados de apoiar a esquerda, mas na verdade suas doações são generalizadas e não levam em conta nuances ideológicas, ou seja, não se pode dizer que sejam politicamente direcionadas. Eles apenas têm dinheiro demais e a consciência lhes pesa. (C.N.)   

14 thoughts on “George Soros financia no Brasil um grande número de ONGs e instituições sociais

  1. Respeitosamente, mas o autor do texto em tela parece ser o marqueteiro de Soros no Brasil.

    Não acredito nessas esmolas ou “ajudas” oferecidas pelos trilhardários” deste mundo.
    Mais elas servem como alívio de consciência, que efetivamente haver a intenção para amenizar a fome no mundo.

    Diante desse contexto que vivemos, resgato uma declaração feita há muito tempo:

    “Talvez dês esmolas. Mas, de onde as tiras, senão de tuas rapinas cruéis, do sofrimento, das lágrimas, dos suspiros? Se o pobre soubesse de onde vem o teu óbolo, ele o recusaria porque teria a impressão de morder a carne de seus irmãos e de sugar o sangue de seu próximo. Ele te diria estas palavras corajosas: não sacies a minha sede com as lágrimas de meus irmãos. Não dês ao pobre o pão endurecido com os soluços de meus companheiros de miséria. Devolve a teu semelhante aquilo que reclamaste e eu te serei muito grato. De que vale consolar um pobre, se tu fazes outros cem?

    (São Gregório de Nissa, em Sermão contra os usuários).

  2. Com os bilhões de dólares investidos ou ganhos no cassino Bolsa de Valores, Soros e mais meia dúzia poderiam, se quisessem, resolver os problemas da África!

    Principalmente as doenças e, volta e meia, surtos de Ebola, afora a fome persistente.

    Em razão da fortuna que Soros tem à disposição, inclusive a dele própria, os milhões de dólares doados são centavos, que não alteram em nada a riqueza que possui, e sem ter dado emprego a quem a quem precisa, pois somente utilizado na gangorra das ações, que ele tem poderes para aumentar ou diminuir os valores dos papéis que quiser e que lhe interessam!

    Repudio que sejam feitas propagandas para divulgar este explorador como se fosse um filantropo, enquanto não passa de um dos vampiros sugadores de sangue da humanidade!!!

  3. Um fascistão distribuindo grana para outros fascistas.

    O progressismo sempre foi fascistóide: inchaço estatal na veia + destruição da família e da religião + ataque ao direito de propriedade e às liberdades individuais.

  4. Para os fanáticos cristãos, esse húngaro seria o antiCristo, financiador do comunismo e da Nova Ordem, no mundo inteiro. O fato de ele ter nascido numa cidade, cujo nome é: BUDA+PESTE, isso reforça a demonização do magnata.
    Já os conspiracionistas, eles acreditam ser George Soros o chefe de uma sociedade secreta, empenhada no bio-despovoamento, ou redução populacional mediante pragas produzidas em laboratórios.

  5. Tenho duas duvidas:

    1 – Essas doações não são descontados dos impostos a serem pagos?

    2 – Todos essas Ongs (FHC, etc) que recebem esse dinheiro, não trabalham para defender os interesses desse “humanitário” ?

  6. Sem querer de ninguém frontalmente discordar, penso que ser rico não é pecado desde que o enriquecimento ocorra dentro da lei. Roubar é o que fazem no Brasil: as férias no sul e no norte do irresponsável Jumento, os milhões dada á primeira dama para a caridade fajuta que foi passada aos pastores e ao deus caridoso; e a viagem inútil a Israel para ver o tal de spray da covid, e o orçamento secreto, e os milhares sacrificados pela incompetência de um idiota para favorecer laboratórios. Isso sim é roubo, é crime!

      • Perfeito ,Sr. Newton.

        Eu sempre falo isso, “Nós não somos donos de nada.”””
        E como diz aquele velho ditado. ‘”Quando a gente morre, nem a roupa nos escolhemos ”

        Abçs

  7. Onde tem Bilhão tem Tucaladrão.
    A Rainha da Corrupção está em todas.
    È só procurar que acha na Rede a foto do FHcorrupto , seu candidato Luciano-Hulk-Rosa e o Jorginho $uado.

  8. Produzir riqueza agora virou crime, bom mesmo é não fazer nada, não empreender e viver da bondade alheia. Pelo que sei muitos países da África são pobres, mas dirigidos por reis ou “presidentes” vitalícios podres de ricos.

  9. Tavares,

    Por favor, ninguém é contra a pessoa “enricar”.
    Mais a mais, Soros não se tornou milionário através de indústrias ou comércio ou prestação de serviços ou agropecuária, porém especulando com bilhões de dólares na Bolsa!

    Não é o dono de uma Microsoft, Walmart, Pão de Açúcar, Carrefour, Vale do Rio Doce … o cara só embolsa fortunas jogando com papéis.
    É o típico casamento entre homossexuais, que desejam ter filhos!!!
    Não dá.

    Pois o dinheiro ganho através de especulações na Bolsa é um capital que por si só aumenta o capital, porém sem que ele cumpra o seu compromisso de produzir!
    A Bolsa interrompeu a equação capital = trabalho.
    Ficou sendo capital x capital = mais capital.

    O dinheiro deixou de ter a sua responsabilidade social.
    Deixou de ser compartilhado pela sociedade, mesmo que o seu proprietário seja multimilionário, mas ele está possibilitando trabalho, e que outras pessoas vivam também através desses ganhos fabulosos.

    A Bolsa de Valores se tornou um organismo à parte do capital, do trabalho, da aplicação social do lucro obtido pelo empreendedor, cujo desejo é ampliar o seu negócio.
    Ora, a Bolsa evita esse crescimento;
    impede a expansão do emprego;
    quando não ocasiona a quebra dos mercados no mundo, como em duas ocasiões:
    1929 e 2008, com repercussões e efeitos até hoje!

    Foi nesse sentido que critiquei as esmolas de Soros, e citei o famoso Sermão aos Usuários.

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