Gilmar e Serra

Um jornalão publicou (ou revelou) que o ministro e o ex-governador haviam falado pelo telefone. Abrindo a sessão de ontem, Gilmar disse apenas esta frase: “Não telefonei para o ex-governador de São Paulo”. Na mesma hora, Serra dava nota de uma linha: “Não falei com o ministro pelo telefone”.

Muito reticente e hesitante, não chega a ser um desmentido. Dá a impressão de que pretendiam dizer o seguinte: “Não foi por telefone que falamos”. Os dois, capazes disso.

Gilmar tem um longo passado que não se coaduna com a exigência constitucional para o cargo. E quando se fala em Gilmar Mendes, vem logo à lembrança o nome de Daniel Dantas, (não apenas uma vez) e de Tasso Jereissati. Dantas glorificou Gilmar, quando fez a frase famosa ou inesquecível: “Só tenho medo da polícia e da Primeira Instãncia. LÁ EM CIMA EU RESOLVO”. Pensava (?) em Gilmar.

Quando era presidente do Supremo, Gilmar foi a Fortaleza dizer a Jereissati: “Teu processo no Supremo, vai começar a andar”. Gilmar ficou no luxuoso hotel da empresa de Jereissati, foi quando roubaram seu cordão, na praia. Jereissati responde a processo no Supremo desde 2002, por causa da falência do Banco do Estado. Eleito senador, o processo foi para o Supremo. Depois da advertência, “Jereissati se movimentou, (bem acordado), o processo continuou dormindo”.

A empresa (poderosa) de Jereissati, entrou no Supremo, o ministro Joaquim Barbosa, relator, massacrou a firma do senador, apesar do advogado superfamoso. O ministro mandou ARQUIVAR O PROCESSO, votando com total ironia. Agora, a reeleição de Jereissati está a perigo. Os três, ele, Eunicio e Pimentel, podem se eleger. Ninguém pode garantir derrota ou vitória.

Quando a Gilmar, tem ligação e relacionamento A-D-V-O-C-A-T-Í-C-I-O, inteiramente conflitante com a posição de ministro do Supremo.

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