Globo estuda mudar pacote de pay-per-view do futebol

Rodrigo Mattos
UOL

Em reunião com o clubes em dezembro último, a TV Globo mostrou para os clubes uma venda de pacotes de pay-per-view abaixo do esperado para 2014. As explicações dadas pela emissora são de que a Copa-2014, as eleições e a recessão do país afetaram a venda do campeonato. A receita do pay-per-view tem impacto no que ganham os clubes.

Ressalte-se que houve um crescimento na renda com os pacotes em relação a 2013, mas em um patamar menor do que o estimado pela emissora. As receitas com pay-per-view do Brasileiro estão em R$ 280 milhões.

Juntamente com os resultados, a Globo apresentou a pesquisa Ibope que mostra a posição de cada clube entre os assinantes da venda, o que determina a fatia de cada um nesta parte do bolo. Pelo que o blog apurou, o Flamengo continua em primeiro lugar, como em 2013, e seguirá com um pedaço maior desses recursos.

EM BAIXA

Mas fato é que o bolo não cresceu como esperado pela concorrência do Mundial, e principalmente a desaceleração econômica na visão da emissora. Diante deste cenário, que deve se repetir, a Globo estimou que pode atingir R$ 300 milhões em faturamento com o pay-per-view este ano, o que representaria um crescimento entre 6% e 7%, mais ou menos no patamar da inflação.

A emissora até pensou em alternativas para tentar alavancar as vendas. Uma opção seria um pacote especial voltado para a classe C, em que o torcedor poderia comprar apenas os jogos do seu time. Mas esse plano ainda está em estudo e é embrionário.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Os clubes contestam a metodologia da pesquisa que serve como base para divisão das cotas de pay-per-view”, mas concordo com esta alternativa da Globo de criar a assinatura por clube e não por campeonatos, ou seja, o torcedor apenas compraria o direito de assistir a todos os jogos do seu clube no Campeonato Regional e no Campeonato Brasileiro, ao contrário do que acontece, atualmente.

Neste sentido, a nova assinatura poderia ser fiscalizada pelo torcedor e pelo clube da seguinte maneira: assino o Pacote Vasco da Gama, por exemplo, para assistir todos os jogos do Vasco no (Campeonato Carioca + Campeonato BRasileiro Série A), mediante o pagamento mensal, vamos supor, de R$ 20,00. Esta assinatura constaria no boleto bancário no qual, após eu ter efetuado o referido pagamento, o enviaria para algum setor do clube encarregado contabilizar o número de torcedores assinantes do Pacote Vasco da Gama.

Logo, sendo o clube sabedor de quantos torcedores do Pacote Vasco da Gama possui, poderia questionar o valor de suas cotas junto à emissora detentora deste direito. No meu entender, esta nova assinatura não seria adquirida apenas pela classe C, porque estaria sendo criada uma nova disputa entre os clubes, ou seja, todos iriam querer saber, realmente, qual o clube que tem a maior torcida através do pay-per-view. (Paulo Peres)

6 thoughts on “Globo estuda mudar pacote de pay-per-view do futebol

  1. Alô,alô, incompetentes do Futebol Brasileiro!
    A audiência está caindo, no todo, devido, PRINCIPALMENTE, ao terrível PONTOS CORRIDOS!
    Diziam ser ” o sistema mais justo”
    Ora, ora, tão justo que o times COMBINAM quem NÃO vai cair!
    Outra coisa, e o mais importante: ” ESPORTE NÃO TEM QUE SER JUSTO. ESPORTE TEM QUE SER EMOCIONANTE!
    Se a Copa do Mundo fosse por pontos corridos, já teria acabado, por desinteresse…
    O mesmo desinteresse que está matando o futebol brasileiro…
    …Simples assim….

    Saudações,

    Carlos Cazé.

    • Cazé: O futebol europeu é todo por pontos corridos. E estão sempre com os estádios cheios. O que está matando o futebol brasileiro é o custo dos ingressos, insuportável para os parcos salários das classes que assistem futebol. O futebol não pode depender de uma rede de televisão. Simples assim.

      • Prezado Clóvis:

        Os preços dos ingressos SEMPRE foram absurdos, e olha que, aqui pra nós, de 2003 pra cá_ quando começaram os pontos corridos e Lula chegou à Presidência_, houve uma reconhecida ” Mobilidade Social”, não é verdade? ( NÃO estou defendendo político algum, fique claro; estou me reportando a fatos). Tanto é assim que, inclusive, as classes menos favorecidas passaram ” ATÉ” a se deslocarem, pelo país, de avião.
        Antes de 2003, com tantas crises e inflação batendo os 100%, os estádios ficavam cheios ou, no mínimo, muito menos vazios. Sim, é fato, o preço dos ingressos influi, e muito_ mas PRINCIPALMENTE quando o que é oferecido NÃO vale a pena. Como ambicionar audiência quando, num campeonato de nove meses, no segundo a ” grande emoção” é saber quem vai cair? Com o tempo, as pessoas vão se apercebendo, se acautelando, se DESINTERESSANDO, Clóvis. E quanto ao campeonato europeu, isso foi milhares de vezes apresentado, antes de 2003, para justificar-se a implantação dos pontos corridos. Para ficarmos apenas na Geografia, Clóvis, a Europa cabe em Minas Gerais: é outra realidade, inclusive a econômica, que você apresenta. Um clube do AM, por exemplo, já sem chances num campeonato por pontos corridos, com apenas dois meses de disputa, faz o que, pra pagar as contas, Clóvis? Numa lógica em que, por exemplo, oito clubes se classifiquem para as FINAIS, ainda que em oitavo, esse clube do AM poderá amealhar o suficiente para a manutenção dos atletas. Pode, inclusive, ser o campeão!Por último, vamos nos fixar nisso: o pay-per- view, ao que se sabe, é sustentado por classes mais abastadas, não é verdade? São essas classes que, já não indo mesmo aos estádios, estão ficando DESINTERESSADAS do FUTEBOL. Aí, eu aponto, sem nenhuma dúvida: os pontos corridos estão matando a PAIXÃO do torcedor. E basta ver o interesse despertado pela antes ignorada Copa do Brasil, que é disputada no Mata-Mata.
        É isso, Clóvis, a meu ver. E pode anotar: tem muita gente da imprensa_ sempre ela, que dá palpite em tudo_ nervosinha pelo fim iminente dos pontos corridos. Quem tem que decidir isso, simplesmente, é quem paga as contas. Simples assim.

  2. Paulinho, eu o conheço desde criança e sei que você assiste a maioria jogos do Vasco em qualquer estádio da cidade do Rio de Janeiro e, lamentavelmente, hoje não faz mais isto devido ao seu problema físico ter se agravado, mas por motivos semelhantes existem outros milhares de torcedores, razão pela qual eu acho o sistema pay-per-view interessante, independente da pessoa ser rica ou pobre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *