Google, Facebook, Twitter e WhatsApp ajudarão a combater fake news na próxima eleição

Charge do Kemp (Arquivo Google)

Rafael Moraes Moura e Breno Pires
Estadão

O coordenador do Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Fioreze, explica que nas próximas eleições a atuação preventiva, com apoio das plataformas Google, Facebook, Twitter e WhatsApp, será muito importante, porque os juízes eleitorais só podem remover conteúdo de fake news da internet se forem provocados por quem for prejudicado.

Uma das preocupações de Fioreze, compartilhada por especialistas em direito eleitoral, é que as eleições possam ser influenciadas pelo uso das chamadas deepfakes. Essa é uma técnica que, por meio de inteligência artificial, na edição de vídeos, permite colocar palavras na boca de uma pessoa para que ela apareça dizendo frases que na realidade não disse.

Como combater as novas formas de produzir notícias falsas? “Os deepfakes, por exemplo, constituem uma forma mais recente de produção de desinformação e são objeto de preocupação para as eleições 2020, embora não se possa afirmar que a prática será adotada em larga escala. A preocupação decorre da maior dificuldade de identificação da prática, que se apoia em recursos tecnológicos mais sofisticados.”

A percepção geral é que em 2018 os órgãos do País falharam na atuação contra as fake news. O que mudará para 2020?
Em 2018 nós intensificamos ações de caráter reativo. Um elemento estrutural do programa para 2020 é a necessidade de atuar preventivamente.“

O que muda, na prática, nessa nova abordagem?
A gente avança detalhando para eleitores quanto a cautelas que devem ter na produção e divulgação de informações. Por exemplo, algumas informações falsas a respeito de urnas eletrônicas são recorrentes, então já podemos subsidiar o cidadão e o eleitor de que é comum acontecer essa afirmação, mas a afirmação correta é outra. Uma espécie de catálogo com informações verdadeiras contrapostas a informações falsas

A presidente do TSE, Rosa Weber, chamou gigantes da internet e das redes sociais de parceiras. Como Facebook, Google, WhatsApp e Twitter estão agindo?
O tribunal conta apoio de gigantes da internet e das redes sociais para enfrentar o problema da desinformação durante a campanha. Elas têm aperfeiçoado os mecanismos, por exemplo, de identificação e eliminação do uso abusivo de bots (robôs) e de outras ferramentas automatizadas para disseminar desinformação.”

Há outras parcerias? Como funcionarão?
“Uma outra maneira de conter fake news é o apoio de agências de checagem de informação, como destaca o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Og Fernandes. O TSE conta com essa parceria no combate à desinformação. Estamos avançando, mas nessa batalha, ninguém ou nenhuma instituição está fora do combate. A soma dessas vontades será maior que nós todos.”

6 thoughts on “Google, Facebook, Twitter e WhatsApp ajudarão a combater fake news na próxima eleição

  1. É o que? Programa de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral? O TSE já deveria ter sido extinto a muito tempo. Não serve ao fim a que se destina, mas serve bem como sumidouro de pomposas quantias dos impostos do contribuinte. Vão “brincar” de assombrar as redes sociais? O incontestável fato é que com as redes sociais, torna-se absolutamente desnecessário e criminoso o represamento de somas bilionárias para catapultar campanhas eleitorais, pagas pelo ELEITOR. Além de sermos obrigados a ir as urnas, como coadjuvante no teatro eleitoral brasileiro, ainda somos obrigados a bancar a compra de santinhos para suas caríssimas e desnecessárias campanhas eleitorais.

    • Caro leitor e comentarista Peçanha,
      Comungo do seu entendimento.
      Permita-me acrescentar que os partidos políticos são pessoas jurídicas de DIREITO PRIVADO, razão pela qual é um ACINTE a minha inteligência ser obrigado a BANCAR a conta dessa gente que não me traz NENHUM BENEFÍCIO.
      Nós temos que MUDAR TUDO neste pobre país, pois do jeito que está não pode continuar.
      O dinheiro dos nossos tributos recolhidos aos cofres públicos devem ser direcionados para as populações carentes de serviços públicos essenciais (saúde, educação, infraestrutura, água potável, coleta e tratamento do esgoto sanitário)

  2. -Quem é que determinará o que é verdade e o que é mentira?
    -O patrão ou quem tiver melhores advogados?
    -Fiscalizarão as mensagem particulares que você mandar para os seus amigos e parentes? Sim! Que eu saiba ninguém manda mensagem para quem não conhece e, portanto, não é da conta do governo, já que trata-se de uma mensagem privada, particular. Claro que isso não se aplica aos escritórios de spans, de “robôs”.
    Além disso, desde que o homem inventou a linguagem, a mentira também foi inventada.
    Abro o meu celular é está lá, um monte de mentiras:
    “-Remédio para calvície vira febre…”
    “-Este aparelho está revolucionando a diabetes…
    “-Saiba porque os médicos não querem que você saiba disso…”
    “-Ponha embaixo da língua e tenha a vitalidade de 18 anos…”
    “-Coma esta fruta pela manhã e perca um quilo em dois dias…”
    “-Acabe com as rugas fazendo assim…”

    -Tudo Fake.
    -Tudo mentira.

    Mas acredita e clica na matéria quem quer, geralmente ou por curiosidade ou por ingenuidade! Quando a minha mãe, uma idosa, comprou um Smartphone, abria “trezentas” janelas e clicava e acreditava em tudo. Hoje, ignora sumariamente esses tipos de anúncios espalhafatosos, sabe o que é mentira e o que desconfia que seja verdade e vai ao que interessa. Criou malícia e amadureceu com o uso.

    A mesma coisa pode ser aplicada à política. E aos políticos. Quem tem mais informações será, obviamente, menos manipulado, mas com o passar do tempo, o eleitor terá a malícia para saber o que seja mentira e o que seja verdade.

    Como disse o jornalista Pedro do Couto:
    “A questão é difícil, deve se reconhecer, mas os precedentes são bastante amplos. Não há como evitar o acesso de qualquer pessoa às redes sociais. Somente uma maneira muito branda existe para desconhecê-las (as fakenews): a sensibilidade e inteligência de cada um de nós.”

    Abraços.

  3. Uma possível solução para o problema: O governo federal poderia criar uma plataforma, independentemente auditada, onde os candidatos possam publicar seus projetos e onde a população possa criticar tais projetos. E proíba os candidatos, com punições perante a lei, de usar outras plataformas.

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