Governador mineiro diz que investigar sua mulher é um erro

Pimentel: convite do Senado (Foto: AE)

Pimentel diz que documentos inocentarão a esposa

Adriano Boaventura
Folha

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), chamou de “erro clamoroso” a investigação de uma empresa da primeira-dama na Operação Acrônimo, da Polícia Federal, e disse que apresentará esclarecimentos ao órgão que permitirão excluir Carolina Oliveira do inquérito.

Pimentel convocou a imprensa para uma entrevista no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, na tarde deste sábado (30). Ele disse que o mandato de busca e apreensão no apartamento alugado em Brasília em nome de sua mulher foi expedido com base em uma fundamentação inverídica.

“O mandato de busca e apreensão foi expedido com base numa alegação, numa definição inverídica, absolutamente inverídica. Portanto, a Carolina está sendo vítima de um erro, um equívoco que eu tenho certeza que vai ser corrigido”, disse.

COMO CIDADÃO…

Visivelmente abatido, Pimentel afirmou que prestava esclarecimentos à opinião pública não como governador, mas como cidadão, e que, na segunda-feira (1º), irá apresentar à Polícia Federal os documentos necessários para que Carolina seja excluída do inquérito.

“Os esclarecimentos que vamos levar às autoridades competentes, ao juiz, ao Ministério Público e à própria Polícia Federal são mais do que suficientes para permitir a exclusão da Carolina desse inquérito”, disse.

Pimentel disse ainda que não acredita que haja “má-fé” por parte da PF na investigação e que confia na Justiça brasileira.

Carolina não participou da coletiva, segundo o governador, por orientação médica, já que está grávida e teria ficado muito abalada com os fatos recentes.

FALA O ADVOGADO

O advogado de Carolina Oliveira, Pierpaolo Bottini, negou que a Oli Comunicação, que pertence à sua cliente, seja uma empresa de fachada, conforme aponta relatório da PF obtido pelo jornal “O Globo” e pela revista “Veja”.

A Oli Comunicação é investigada sob suspeita de ter sido usada por um grupo criminoso que atuaria em campanhas políticas do PT.

Bottini disse que a firma nunca prestou serviços para empresas públicas nem para partidos políticos e que esteve ativa apenas de 2012 a 2014. Ele afirmou que a empresa ocupou o imóvel até julho de 2014 e que, depois, uma das firmas do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, preso nesta sexta-feira (29) pela PF sob suspeita de associação criminosa, funcionou no mesmo endereço.

AMIGO DE PIMENTEL

Bené, como é conhecido, atua no ramo de gráfica, publicidade e organização de eventos e é ligado ao PT e ao governador Fernando Pimentel. Desde 2005, suas empresas receberam ao menos R$ 525 milhões em contratos com o governo federal.

Durante a operação, a PF fez buscas em um apartamento em Brasília usado até o ano passado como residência da mulher de Pimentel.

Um levantamento da Folha apontou entre os principais clientes das empresas de Bené os ministérios da Saúde, com R$ 105 milhões, das Cidades (R$ 56 milhões) e do Desenvolvimento Social (R$ 21 milhões).

Na campanha de Pimentel de 2014, o PT pagou R$ 3,2 milhões por serviços prestados pela gráfica de Bené.

6 thoughts on “Governador mineiro diz que investigar sua mulher é um erro

  1. É mais um factóide. Quem em sã consciência acredita que os petistas são tão burros? Assim como esta acusação teremos mais algumas dezenas de outras. Todas serão iniciadas, serão manchetes por alguns dias ou semanas, e depois fica a impressão de que foi ajustiça que não funcionou.

  2. Realmente na ótica PTista investigar qualquer pessoa do círculo familiar de um político do seu alto clero é um erro, já pelo que se observa quando investigados a chance de se achar caroço no angú é grande!!!

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