Governo da Síria liberta 500 rebeldes. Enquanto isso, na Líbia, nada mudou.

Carlos Newton

Não houve muito destaque para a notícia de que o regime sírio pôs em liberdade 500 detidos que não estavam acusados por crimes de sangue. Os indultados “estavam envolvidos nos eventos que acontecem na Síria” atualmente, segundo a agência.

A agência lembrou que no último dia 16 de maio as autoridades já haviam decretaram a libertação de 250 presos sem crimes de sangue, que se somaram aos 265 libertados no início deste mês. No último dia 21 de abril, outros 30 rebeldes foram postos em liberdade.

A verdade é que, desde o início dos protestos em meados de março de 2011, as autoridades decretaram vários indultos aos rebeldes. Este último chega após a nova visita do enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que deixou o país após reunir-se com o presidente, Bashar al Assad.

Durante sua visita de dois dias, Annan solicitou a Assad tomar “medidas audazes agora e não amanhã” para aplicar seu plano de paz, enquanto o líder condicionou seu cumprimento ao fim do “terrorismo”.

O plano de Annan (de seis pontos) estipula, entre outros, um cessar-fogo, a saída das tropas das cidades, a libertação dos presos políticos, a entrada de ajuda humanitária e o início de um diálogo entre as autoridades e a oposição.

Enquanto isso, na Líbia, centenas de milhares de adeptos do líder Muamar Kadafi continuam nas penitenciárias e em prisões improvisadas que se espalham pelo país, e a ONU não manifesta nenhuma preocupação ou interesse.

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