Governo de Brasília nega que a Delta tenha sido favorecida por influência de Cachoeira

Reportagem de Karla Correia e Luiz Calcagno, no Correio Braziliense, mostra que o governo do Distrito Federal alega que os contratos com a empresa Delta, responsável por 70% dos serviços de limpeza, não foram celebrados por influência do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Acontece que investigações relacionadas à Operação Monte Carlo da Polícia Federal apontam para a existência de um elo entre a Delta e a rede de negócios de Cachoeira. A Delta mantém contratos de limpeza urbana com o Distrito Federal desde 2010 e foi uma das empresas beneficiadas com a prorrogação de contratos essenciais da administração do DF feita em 2011 — no final do governo de Rogério Rosso — a pedido de Agnelo Queiroz, que acabara de ser eleito.

Investigações da Polícia Federal apontam um possível envolvimento de dois secretários do governo de Agnelo Queiroz com  Cachoeira. Gravações telefônicas feitas durante a Operação Monte Carlo revelam que os secretários de Governo, Paulo Tadeu, e de Saúde, Rafael Barbosa, se reuniram em abril do ano passado com o braço direito de Cachoeira, Cláudio Abreu.

Denúncia publicada ontem pelo site da Veja sugere que os secretários desejavam se aproximar do contraventor. A gravação, feita pela PF, mostra que Cláudio conversou com Cachoeira por telefone durante o jantar ocorrido em Brasília, ocasião em que relatou que Tadeu e Barbosa queriam se “enturmar” com o bicheiro. Cláudio Abreu se apresentava como diretor da Delta Construções, empresa que é recordistas em obras no governo federal e no governo do estado do Rio de Janeiro.

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