Governo decide socorrer empresas e a prioridade será apoiar as companhias aéreas

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Situação das empresas aéreas é mais um problema gravíssimo

Pedro do Coutto

O governo Jair Bolsonaro vai anunciar na próxima semana um pacote de medidas para socorrer empresas, tendo como alvo principal as companhias aéreas. Reportagem de Daniele Brant e Julia Chaib focaliza o assunto. O setor aéreo enfrenta uma redução de demanda tanto no setor de voos domésticos quanto nos internacionais, consequência do coronavírus.

Entre as ações previstas situam-se o adiamento do pagamento de tributos e um prazo maior para a devolução dos gastos dos consumidores.

LINHA DE CRÉDITO – O governo cogita também uma linha emergencial de crédito para assegurar o capital de giro das empresas. A demanda doméstica caiu 30%. A internacional recuou 50%. Segundo técnicos, o temor é que o impacto financeiro causado por esse tipo de recessão possa levar as empresas à falência.

Respeitando o sentido econômico da dificuldade, temos de considerar que, com o socorro de emergência, o governo Bolsonaro evite que as companhias fiquem a beira da falência. A Agência Nacional de Aviação Civil espera receber projeto do governo já a partir de amanhã, segunda-feira. Foi assim que agiram outros países sempre em função do cancelamento por parte dos passageiros.

EFEITOS CONCRETOS – Inclusive o recente aumento do preço do dólar agravou a situação financeira das empresas aéreas porque elas operam à base do valor da moeda americana. Neste aspecto encontram-se 50% de seus custos. Logo a valorização do dólar produz efeitos concretos, ao contrário do pensamento inicial do ministro Paulo Guedes.

Outro aspecto é que não existe ainda previsão em relação ao tempo da pandemia. Como se constata um problema a mais, imprevisto, a pesar contra a Esplanada de Brasília.

Matéria de Fábio Pupo, também na edição de sábado da Folha de São Paulo, revela que o ministro Paulo Guedes encontra-se preocupado em estender o apoio financeiro a outras empresas, e a prioridade é manter a importação de equipamentos hospitalares.

APOIO FINANCEIRO – A Caixa Econômica vai destinar 78 bilhões de reais para estimular a economia, dos quais 40 bilhões para estabilizar o capital de giro e o restante para crédito ao setor agrícola. O Banco do Brasil deverá liberar 200 bilhões e o BNDES 100 bilhões de reais.

Pensa o governo em liberar para celetistas e funcionários públicos recursos depositados nas contas do PIS e do PASEP. Hoje esses recursos encontram-se bloqueados nas contas dos trabalhadores e funcionários.

O episódio revela uma verdade eterna: no universo político os planejadores têm de possuir sensibilidade para identificar os sintomas críticos que atingem a sociedade como um todo. Problema sério sobretudo para o ministro Paulo Guedes, que até hoje tem como objetivo principal reduzir custos, mas não procura ampliar receitas.

4 thoughts on “Governo decide socorrer empresas e a prioridade será apoiar as companhias aéreas

  1. Todos os Estados estão fazendo isso. Injetando dinheiro nas economias para minimizar o pior. Então, se realmente o governo brasileiro fizer a mesma coisa, estará agindo corretamente.

  2. Fica fácil ser grande empresário no Brasil. Qualquer coisa o governo´ “vira sócio”, e no nosso dinheiro vai pras cucuias. Já, se fosse a quitanda do Seu Zé da esquina…

  3. É Jose Vidal; o que não se diz é que existe um FMN para incentivo da Construção Naval e nossos estaleiros “95%” estão fechados por falta de encomendas; enquanto todas as obras estão sendo feitas no sudeste asiático.
    E não venham dizer que é produtividade, prazo, custo e outros; pois se investirmos em pesquisa dos sistemas produtivos, rapidamente conseguiremos os índices internacionais; pois já fomos o segundo construtor do mundo e só retrocedemos por má vontade política dos desgovernos do psdb.

    • Concordo. Deveriam ser feitos aqui. Lá, os países subsidiam as indústrias navais. Estamos gerando empregos em outros países, perdendo divisas. Em nome de quê? Lucro dos acionistas. E os impostos para importação dessas encomendas foram diminuídos.

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