Governo federal prorrogará até abril de 2021 a presença das Forças Armadas na Amazônia Legal, afirma Mourão

Mourão diz que há valores suficientes para prorrogar a GLO

Victor Farias
O Globo

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta segunda-feira, dia 26, que o governo vai prolongar a operação Verde Brasil II até abril de 2021. A iniciativa, parte do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), estava prevista para acabar em novembro deste ano.

“Vamos prorrogar até abril. [A decisão] está tomada. Tem que assinar entre esta semana e a semana que vem. Eu vou acertar com o general Heleno para fazer essa prorrogação”, afirmou Mourão, no Palácio do Planalto.

VALOR SUFICIENTE – O vice-presidente, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, afirmou que a verba destinada para a operação contra desmatamentos na Amazônia foi de R$ 400 milhões e ainda restam cerca de R$ 180 milhões, valor suficiente, segundo ele, para prorrogar a GLO até abril.

“Nós precisamos prosseguir porque a gente quer entrar em um círculo virtuoso de queda do desmatamento, é o nosso compromisso que a gente tem que derrubar isso ai. E para derrubar nós temos que ter gente em campo fiscalizando”, explicou.

Mourão disse que o Conselho deve se reunir na terça-feira que vem para discutir o planejamento estratégico da GLO, regularização fundiária e a situação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

PARALISAÇÃO – Na quarta-feira, o Ibama paralisou as ações de combate e prevenção de incêndios, por falta de recursos financeiros. A paralisação durou até sexta-feira, quando o Ministério da Economia repassou R$ 16 milhões ao MMA.

O episódio, no entanto, provocou uma crise pública entre os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) na quinta-feira. Em rede social, o titular do Meio Ambiente marcou Ramos e criticou o que chamou de “postura de #mariafofoca”.

DESCULPAS – No domingo, Salles usou sua conta em redes sociais para pedir desculpas a Ramos. Em resposta, Ramos disse que uma “boa conversa apazigua as diferenças” e que “intrigas não resolvem nada”.

Na manhã de hoje, Mourão afirmou que acredita que houve uma interferência do presidente Jair Bolsonaro na resolução do conflito, como revelou o colunista Lauro Jardim. “É aquela história: os ministros são o Estado Maior do presidente, se está havendo alguma rusga entre os membros do Estado Maior, o comandante tem que intervir e dizer: “minha gente, vamos baixar a bolinha, vamos se acalmar e vamos respeitar-se”, comentou.

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